Dois Chefões, na Mostra e na TV paga

O Poderoso Chefão 2. No Telecine Cult, às 22 horas. Reprise, colorido, 200 minutos

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2008 | 21h18

Em 1972, com O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola ganhou o Oscar de melhor filme, mas não o de melhor diretor, que foi entregue ao Bob Fosse de Cabaret. Dois anos mais tarde, Coppola enfim ganhou sua estatueta e O Poderoso Chefão 2 somou ao prêmio de direção o de melhor filme.Não deixa de ser curioso - justamente hoje, quando a 32ª Mostra de Cinema exibe a versão restaurada de O Poderoso Chefão (um trabalho primoroso do próprio Coppola), a seqüência também é programada na TV paga. O primeiro filme acaba de ser eleito por internautas ingleses como o melhor de todos os tempos. Muitos críticos sustentam que a segunda parte é ainda melhor.A narrativa desenvolve-se em dois tempos, indo ao passado para acompanhar Robert De Niro, como Vito Corleone, na sua trajetória para virar um chefão e seguindo no presente a luta de seu filho, Michael (Al Pacino), para manter a unidade do império que herdou do pai. Michael não recua diante do assassinato do irmão. Numa cena-chave, a Máfia fatia a ilha de Cuba, na fase pré-Fidel Castro. É uma obra-prima.

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