Reprodução de 'John & Yoko: Above Us Only Sky' (2022) / YouTube/@johnlennon
Reprodução de 'John & Yoko: Above Us Only Sky' (2022) / YouTube/@johnlennon

Documentário na Netflix mostra que Yoko Ono 'libertou' John Lennon

'John e Yoko: Só o Céu como Testemunha' conta a história por trás do álbum 'Imagine'; veja outras dicas do streaming como 'Não Olhe para Cima' e 'A Garota de Oslo'

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2022 | 03h00

Para quem gostou do documentário sensação em três partes The Beatles: Get Back, no Disney+, o filme John e Yoko: Só o Céu como Testemunha, que está na Netflix, pode ser encarado como um spin-off, apesar da produção sobre o casal ter entrado antes no streaming. O documentário conta, na verdade, a história por trás do álbum Imagine, e se passa depois das filmagens feitas quando Paul, John, George e Ringo se reuniram para preparar sua primeira apresentação ao vivo em três anos. O esquema é parecido: há uma câmera sempre presente como se não estivesse lá. Vemos o processo criativo de John e Yoko e que flagra o tempo todo a cumplicidade do casal. Há cenas inéditas da família na imensa casa de campo em que eles foram morar em 1969, longe de Londres.

Beatles numa jaula

O documentário mostra como Yoko Ono foi atacada por todos os lados após o fim da banda. “Havia a rainha, havia os Beatles e chega uma mulher que rouba o John Lennon.” Essa era a visão machista que prevalecia na época e que de certa forma se cristalizou na opinião pública. O filme mostra, porém, que John nunca sentiu-se à vontade no papel de pop star. Aquilo era uma jaula para ele. Yoko foi, na verdade, uma libertação.

Militância

O filme John e Yoko é mais dinâmico que o longo documentário de Peter Jackson, no catálogo da Disney+, sobre os Beatles, que agrada aos fãs de música e da banda, mas nem tanto aos leigos. Há entrevistas, imagens de arquivos, cenas de shows e um trecho saboroso sobre a militância pacifista contundente de John Lennon. O casal virou um símbolo anti guerra da sua geração. 

Tapa

A comédia Não Olhe para Cima, da Netflix, é um tapa na cara dos negacionistas e disseminadores de fake news que entrou no cardápio da plataforma justamente no momento em que os negacionistas e disseminadores se tornam especialmente perigosos em suas pregações antivacina. 

Fica a dica

O elenco fala por si e já justifica o ingresso: Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, Jennifer Lawrence, Ariana Grande, e Meryl Streep no papel da presidente da República que é uma sátira escrachada a Donald Trump. Antes de mais nada, não se engane com a sinopse: Não Olhe Para Cima não é um filme de ficção científica, mas tem lá algumas cenas no espaço.

Meio do caminho

A série A Garota de Oslo, da Netflix, promete mais do que entrega e se perde no meio do caminho entre a diplomacia e a ação, sem contemplar nenhuma das duas opções. A produção em um primeiro momento tenta beber na fonte de Fauda, a série israelense que fez sucesso como uma espécie de Tropa de Elite do Oriente Médio. Mas Garota de Oslo não consegue engrenar. 

Acordos

No campo político, a série usa como pano de fundo os acordos de paz de Oslo entre o governo de Israel e o presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, mediados pelo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton. Mas se frustra quem pensa que a produção vai se debruçar sobre o tema. A Garota de Oslo, da Netflix, não arranha a superfície da diplomacia.

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