CRAIG BLANKENHORN/HBO
CRAIG BLANKENHORN/HBO

'Divorce' volta mais leve na segunda temporada

Com 8 episódios, série traz agora o ex-casal tentando reconstruir suas vidas em meio a dificuldades

Mariane Morisawa   ESPECIAL PARA O ESTADO   NOVA YORK E LOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 06h00

Depois da tempestade, vem a bonança, diz o ditado. Claro que, no caso de um divórcio, não é bem assim: depois de trovões e relâmpagos, as nuvens clareiam, mas ainda há alguns percalços no caminho. É pelo menos o que acha Jenny Bicks, a nova showrunner (produtora responsável por diversos aspectos da produção, inclusive a supervisão dos roteiros) da série Divorce, estrelada por Sarah Jessica Parker, cuja segunda temporada estreou no Brasil no domingo, 21, às 21h, na HBO. “Queria que o segundo ano fosse mais leve porque o primeiro era bem sombrio, sem trégua”, disse Bicks.

Depois de brigas sem fim e disputas mediadas por advogados, terminava como uma bomba, com Robert (Thomas Haden Church) chamando a polícia para Frances (Sarah Jessica Parker). “Deixei a fumaça desaparecer para descobrir para onde podiam ir. Queria imaginar por que esses dois, que pareciam tão diferentes, tinham se casado e ver se podiam ainda achar pontos em comum.” 

A segunda temporada começa com os dois finalmente assinando os papéis do divórcio. A ação também se transfere do inverno para a primavera, trazendo luz e cores para a tela. 

Antes de chegar a esse momento, a própria série atravessou um período de tormenta. A duas semanas das gravações da segunda temporada, o showrunner Paul Simms saiu, oficialmente de comum acordo. “Nesse ponto, estava tentando salvar uma série em que acredito, em que o canal acredita”, contou Sarah Jessica Parker, que também é produtora de Divorce. “Tive de me concentrar em organizar os roteiristas. Fora isso, perdemos dois episódios, o que é muito quando se trata de uma série de poucos episódios”, completou, referindo-se ao fato de serem oito capítulos nesta temporada, contra dez na primeira. Ela foi buscar Jenny Bicks, que tinha trabalhado em Sex and the City, para assumir o papel de showrunner. “Era preciso começar de novo, ensinar uma linguagem que ela não conhecia”, explicou a atriz. “Coisas que eram importantes antes podem não ser para o novo roteirista. E você precisa dar liberdade a quem escreve, senão não faz sentido”, ressaltou ainda Parker. 

Bicks queria ampliar o escopo, deixando de focar tanto no casal principal e mostrando as repercussões para os filhos, por exemplo. Também desejava dar mais espaço para as amigas de Frances, Dallas (Talia Balsam) e Diane (Molly Shannon), que surpreendentemente ainda está com o marido Nick (Tracey Letts), depois de atirar nele numa festa de aniversário, uma ação que precipitou a decisão de Frances de pedir o divórcio na primeira temporada. “É algo interessante de explorar: por que alguns relacionamentos funcionam e outros, não?”, questionou Shannon. 

Para Sarah Jessica Parker, era importante demonstrar como não dá para determinar seus sonhos. “Frances achou que ia sair daquela situação, ia ter experiências, ia sentir coisas que tinha colocado de lado. E essa não é a realidade. As promessas de futuro estão lá, mas o importante é ficar em paz com a realidade”, disse a atriz. Jenny Bicks disse que não teme que os casais divorciados ou não tenham receio de embarcar na série. “O objetivo não é fazer ninguém sofrer. Eu sou uma pessoa otimista, então a ideia é mostrar que existe uma saída, que existe felicidade depois do divórcio.”

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