Disney+ deve ocupar a segunda posição no mercado de streaming no Brasil

Principal competidora da Netflix chega à América Latina com catálogo robusto, e analistas discutem o que esperar da atuação da gigante do entretenimento no País

Guilherme Sobota - O Estado de S. Paulo

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Ainda faltam umas poucas semanas para o Disney+ chegar ao Brasil, mas não é de hoje que o mercado brasileiro aguarda com expectativa o lançamento da plataforma de streaming de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. Consultores e analistas do mercado consultados pelo Estadão afirmam que a chegada da nova plataforma será positiva para o consumidor, e apostam que o serviço vai ocupar, rapidamente, o segundo lugar entre assinantes das plataformas disponíveis no País, ficando atrás apenas da líder no segmento, a Netflix.

Com uma estratégia um tanto agressiva de retirar o conteúdo próprio — e da Marvel, Pixar, Star Wars e National Geographic — de todas as outras plataformas, a Disney tem um ponto de partida mais favorável do que as concorrentes justamente por já ter um catálogo robusto e amplamente conhecido. As animações originais e os remakes recentes dos clássicos de princesas, os mais bem sucedidos filmes de heróis da história, a franquia intergalática que se mantém relevante 40 anos depois do lançamento original, as dedicadas histórias para todas as faixas etárias da Pixar e os conteúdos documentais do Nat Geo devem bastar para, num primeiro momento, amealhar milhões de assinantes no Brasil. Novos lançamentos de cinema também já estão planejados para a plataforma — o inédito Mulan, por exemplo, estreia diretamente na plataforma por aqui em 4 de dezembro.

Com a chegada do Disney+, consumidor brasileiro terá mais uma opção de plataforma de streaming para aproveitar  Foto: Baptistão

O presidente da Disney para a América Latina, Diego Lerner, já afirmou que conteúdo local também será produzido, com atores e diretores brasileiros, com investimento em séries e filmes, o que não deixa de ser uma notícia animadora para o mercado audiovisual brasileiro, bastante maltratado nos dois últimos anos. 

“Há muitas conversas nesse sentido porque o mercado deu uma parada com o Fundo Setorial do Audiovisual e a Ancine travou as verbas”, explica a CEO e fundadora do grupo Stenna, Carolina Vargas, há 15 anos trabalhando com produtoras e distribuidoras de conteúdo de entretenimento. “A Disney não precisa de Fundo Setorial para levantar produções originais. Mesmo assim, vai levar uns dois anos para conteúdos locais novos chegarem à plataforma. Assim, vejo um crescimento grande no lançamento, mas não sei se sustenta a subida crescente que eles estão planejando.”

A subida crescente se refere à grande adesão que a plataforma da Disney teve nos Estados Unidos e em outros 28 países. Em menos de um ano, já são 60 milhões de assinantes, segundo a empresa — para comparação, a Netflix possui cerca de 190 milhões em 190 países.

Tecnologia

A visão de Lerner, exposta em raras entrevistas sobre o assunto até aqui, porém, concorda com a de analistas que afirmam que o brasileiro tem uma alta adesão à tecnologia, mesmo tendo saído atrás de países mais desenvolvidos, como os Estados Unidos e os países da Oceania. 

“Tecnologicamente, o Brasil é um dos públicos que mais tem aderência ao consumo de conteúdo”, explica a consultora estratégica de entretenimento e conteúdo Patricia Weiss, há 20 anos envolvida na discussão. “Não importa se vai acumular uma série de assinaturas. Quem tem o mínimo de poder aquisitivo, vai assinar. O consumidor brasileiro vai pagar ainda menos do que com a TV a Cabo, que ainda é muito cara. Daí o movimento nos últimos anos de transferência de conteúdo para as plataformas digitais.”

Vargas, porém, se diz preocupada com a entrega do produto ao cliente final, uma questão com que a Netflix, por exemplo, lida há quase 10 anos no Brasil. “Para entregar o conteúdo regional, fora dos grandes centros, é necessário um fluxo de internet considerável. Alguns serviços já em atuação, por exemplo, não funcionam direito no Nordeste. A Disney vai precisar desse fluxo. Quem entrega é o provedor regional, que são concorrentes diretos das plataformas, porque vendem conteúdo de programação para a região. O que eles fazem então? Eles bloqueiam o tráfego de outras plataformas.”

Para ela, a experiência final do consumidor vai ser diferente em diferentes regiões. “Os serviços regionais estão crescendo. Aqui no Brasil existe uma guerra de poder por isso. São mais de mil cidades em que as grandes operadoras de internet compram ou alugam banda dos provedores, que por sua vez, quando juntos, detêm uma participação de mercado que chegou a quase 40% em agosto, incomodando as grandes.”

A relação custo benefício da qualidade de internet é outra questão, aponta Patricia Weiss. Em comparação a outros mercados, o tráfego de dados ainda é muito caro no País. “O Brasil apresenta qualidade de tecnologia diante de muito dinheiro do consumidor. Acredito muito que o Brasil precisa evoluir nessa relação de custo benefício. Mas quanto mais empresas como a Disney em atuação, melhor para o brasileiro. Porque essa presença também desenvolve critérios no mercado e no consumidor. Se cada vez mais ele vê coisas diferentes, cada vez mais ele vai escolher melhor.”

Catálogo

A força da marca Disney também é alardeada pela empresa como um trunfo em relação aos concorrentes, até porque são décadas e décadas de construção de imagens, conteúdos, entretenimento dentro e fora dos cinemas e das telas — não é preciso consultar pesquisas para perceber que o sonho de muitos brasileiros e brasileiras é “ir para a Disney”. Mesmo assim, a concorrência, puxada pela Netflix, antecipou o momento em que as grandes empresas, como a Disney (mas também a Warner, por exemplo), ofereceriam suas plataformas próprias de streaming, e passou a investir pesado em produção própria. Muitas das melhores séries contemporâneas são produzidas diretamente para a internet, como Fleabag (Amazon Prime Video), The Crown (Netflix), The Morning Show (Apple TV+) e outras. Esse movimento suaviza o impacto da retirada de conteúdos das plataformas, segundo fontes ouvidas pela reportagem.

“Quem mais sofre ameaça no momento é a TV por assinatura, porque olhando para o preço, não dá para comparar”, explica Weiss. “De cara, o consumidor não necessariamente vai escolher entre uma plataforma e outra. O mercado de consumo de conteúdo em vídeo, mesmo que de baixa qualidade, é muito grande. De cara, o brasileiro vai colocar para dentro, vai adquirir.”

Para o presidente do comitê de vídeo digital do IAB Brasil e diretor geral para LATAM na Magnite (plataforma global de tecnologia que facilita a venda de publicidade digital em diversos meios), Rafael Pallarés, a força do catálogo da Disney oferece aos usuários a possibilidade positiva de montar portfólios de conteúdos próprios. “Estudos nos EUA indicam que a maior parte das pessoas não está disposta a pagar mais do que US$ 20 em assinaturas mensais, o que dá em média dois serviços e meio em cada residência”, explica.

“O limite no Brasil é mais baixo por casa. Chegando com catálogo forte, eles vão ter uma posição privilegiada. À medida que eles estão focando em montar bases de usuários, eles tiram o catálogo deles de outros serviços e isso força uma decisão”, opina Pallarés. “Nas empresas que têm produção muito grande de conteúdo é uma tendência fazer isso. Esse segmento é muito fragmentado, tem muitos players envolvidos, tem mais níveis do que a TV a cabo.”

No primeiro momento, a análise do conteúdo disponível do Disney+ aponta para um público mais jovem, embora as produções como filmes da Marvel e da Pixar tenham potencial de atingir todas as idades. “Quando a Disney fala que ‘nosso conteúdo é para família’, é criança. E as famílias deixam de assinar TV a cabo porque as crianças já nascem no streaming. Esse público tem que ser um alvo para qualquer plataforma”, diz Patricia Weiss. A analista também antecipa a chegada do Hulu.com e dos conteúdos da Fox no Brasil, ambos agora sob propriedade da Disney. “Esse momento de lançamento não deixa de ser uma transição para o conteúdo mais adulto também.” O Conto da Aia e This Is Us, duas das séries americanas de maior sucesso nos últimos anos, por exemplo, são produções originais dessas empresas.

Para Caroline Vargas, do grupo Stenna, outras plataformas, especialmente a Netflix, têm uma atualização de conteúdo mais frequente do que a Disney, o que pode ser um diferencial na concorrência. “A Disney tem o mesmo conteúdo há tantos anos. Qual é o ‘refresh’? São conteúdos maravilhosos, mas caríssimos… Star Wars já deu… vai ter lá também, claro, mas e aí? Fora os fãs eufóricos, tem outra ponta. Pelo nosso trabalho que vem de tempos com a Ancine e as TVs por assinatura contra pirataria, acredito que a massa do consumidor brasileiro não vai pagar por outra plataforma.”

“A Netflix fez uma boa retomada de conteúdo internacional, com produções coreanas, indianas, que fazem sucesso por aqui também”, continua. “Não é fácil se manter no streaming vendendo direto para o consumidor final. Nesse sentido, acredito que entre ter algo específico para a criança e algo que pode atingir toda a família, o consumidor prefere pagar os R$ 21,90 para atingir toda a família.”

A própria Netflix, porém, admite a concorrência pesada que já existe (nos EUA) e que ainda vem por aí. Em uma entrevista recente ao The Hollywood Reporter, o co-CEO da empresa, Reed Hastings, diz que a empresa quer bater a Disney em animações para a família. “Isso vai demorar um pouco”, disse. “Quer dizer, eles são realmente bons nisso. Estamos ambos bastante focados em construir nosso grupo de animação e, você sabe, é uma competição amigável. Ambos queremos fazer histórias incríveis para os consumidores e queremos subir o parâmetro nessa área. Sabemos que eles serão um desafio e um competidor pelos próximos 50 anos.”

Preço

Embora ainda não haja um anúncio oficial da Disney, o presidente da empresa para a América Latina, Diego Lerner, já afirmou que o pacote básico será na mesma faixa de preço da assinatura mais barata da Netflix, R$21,90. 

“A Disney+ tem uma tática de preço perspicaz, que é cobrar o básico do mercado”, analisa Patricia Weiss. O consumidor deve olhar especificamente, mesmo que na soma das assinaturas o valor seja maior. O americano olha o orçamento anual, mas o consumidor brasileiro não pensa muito no que deve guardar. Apesar de que minha mãe dizia que dinheiro aqui não dá em árvore”, ri.

Ela cita a chegada do Amazon Prime como exemplo. “Analisando o volume e a quantidade de opções de conteúdo, o brasileiro adquiriu. Porque se o consumidor gosta de uma série, duas, e percebe que tem muitos filmes, pensa ‘bom, é mais opção, maravilha’.”

Carolina Vargas, do grupo Stenna, concorda que o preço é bom, mas acredita que a quantidade de assinaturas vai pesar na hora da decisão do consumidor. “A gente nota um comportamento do consumidor que busca conteúdos exclusivos acontecendo em muitas plataformas. Lá fora, a fidelização existe porque existem diversos tipos de pagamentos, mas aqui vai fazer muita diferença. Lançou um filme novo da Marvel? O consumidor deve assinar, assistir, depois cancelar. Temos que pensar que R$21 reais era um saco de arroz. Penso muito nessa questão da relação de popularização.”

Concorrência

Para Rafael Pallarés, do IAB Brasil e da Magnite, o que é inexorável é a migração para o ambiente do streaming. “Isso afeta todas as gerações, é uma tendência de consumo não só de conteúdo por streaming, mas existe também uma demanda por conteúdo ao vivo na internet.”

Por conta disso e da questão do acúmulo de assinaturas, ele acredita também no sucesso de plataformas baseadas em publicidade, como é o Youtube, e como será o PlutoTV, serviço da ViacomCBS que também chega ao Brasil em 2020, em dezembro. O acesso é gratuito e o usuário troca a experiência por assistir aos anúncios.

“Nos grandes conglomerados, como a Comcast (dona da NBCUniversal), Viacom, AT&T, o que você nota é que muitos têm uma combinação de serviços, eles já entendem que precisam ter um portfólio de soluções para aliar a receita de assinaturas por streaming a outras, até para ter mais alcance”, explica. Nos EUA, 70% dos usuários do Hulu.com (da Disney), utilizam o serviço sem assinatura mas com publicidade.

A analista Patrícia Weiss explica ainda que as plataformas aprendem com a trajetória dos outros, num mercado em plena expansão mas com várias possibilidades de modelos de negócio. 

“O Disney+ tem uma referência no streaming que é a trajetória da Netflix. Na Disney, o DNA do negócio não é só diversão, mas entretenimento em geral. Quem inventou o primeiro case de entretenimento de marca de sucesso foi ele. Já a HBO explicou ao mundo o que deveria ser a TV, em questão de linguagem. Transformou a indústria e a percepção da audiência. A melhor experiência de consumo, não importa o gênero, ainda é a Apple. O Prime Video faz parte de uma empresa que ajudou a restringir a nossa percepção visual de tudo que existe, até as redes sociais (a Amazon). Mas quando consumimos conteúdos deles na plataformas, percebemos que ainda tem o que evoluir. Ainda não parece ser da Amazon, até na combustão de produção de conteúdo, relativamente lenta.”

Reestruturação

Ao mesmo tempo que a Disney  faz os preparativos finais para sua expansão na América Latina, também anunciou agora em outubro uma reestruturação global, que dá pistas sobre o futuro da companhia. Uma nova divisão – de Mídia e Distribuição – foi criada, separada da parte de criação e produção, e a empresa também cedeu mais poderes aos líderes dos seus estúdios, responsáveis pelos conteúdos, descentralizando decisões sobre onde os novos produtos vão estrear, se no streaming, nos cinemas ou mesmo na televisão.

Em diversas matérias na imprensa americana, analistas de mercado afirmam que ainda não está claro como a reestruturação vai funcionar, mas a notícia dá uma pista – assim como a informação de que um dos principais investidores do grupo, Dan Loeb, pediu ao CEO Bob Chapek que cerca de US$ 3 bilhões distribuídos pela empresa como dividendos sejam investidos em produção de conteúdo para o streaming.

Com os parques fechados e os cruzeiros suspensos pelo futuro próximo, o que está claro é que a Disney vem depositando cada vez mais fichas no seu serviço de streaming, cujo crescimento impressionante – 60 milhões de assinantes em apenas nove meses de operação – foi catalisado pela pandemia

Quem ganha na “guerra” das plataformas é o consumidor (e também o mercado produtor), que terá mais opções para colocar na telinha, a hora que quiser.

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Streaming no Brasil: compare a Netflix com outras plataformas

Uma comparação dos serviços oferecidos pelas principais plataformas de streaming disponíveis por aqui, como Amazon Prime e Globoplay, e que têm no catálogo filmes e séries

Guilherme Sobota - O Estado de S.Paulo

O mercado brasileiro de streaming vem consolidando modelos de negócios desde a chegada da Netflix ao País em 2011. Quase uma década depois, o Disney+ vai ser lançado em território nacional (e em toda a América Latina) no dia 17 de novembro de 2020, e antes do leitor ter que se preocupar com quais assinaturas escolher (se isso for uma necessidade), o Estadão preparou um comparativo entre 13 das principais plataformas de streaming já disponíveis por aqui.

Entre preços e conteúdos disponíveis, buscamos oferecer ao leitor os principais dados de cada plataforma para quem busca novas assinaturas ou mesmo expandir os horizontes em termos de conteúdo de entretenimento em vídeo.

O 'Estadão' listou as principais informações sobre as plataformas de streaming de vídeo no Brasil; veja abaixo  Foto: Reprodução de tela

Veja a seguir o comparativo.

NETFLIX

  • Preços/mês

R$ 21,90 (uma tela, 480p de resolução)

R$ 32,90 (duas telas, 1080p de resolução)

R$ 45,90 (quatro telas, 4K + HDR, quando disponível)

  • Descrição do serviço:

A Netflix começou a operação brasileira em 2011, e desde então passou por diversas mudanças e adequações para permanecer como a líder do segmento. Em 2013, a plataforma também passou a produzir conteúdos originais, em uma variedade de formatos e destinados a diferentes audiências. De realities shows de culinária a séries documentais investigativas, passando por conteúdos infantis e até interativos, a plataforma oferece uma grande variedade de opções para todas as idades.

  • Principais séries originais (cotação no site IMDB):

BoJack Horseman (8.6), Stranger Things (8.8), Olhos Que Condenam (9), The Crown (8.7), GLOW (8), The Witcher (8.5), Narcos (8.9), Orange Is The New Black (8.1), Mindhunter (8.6), Dark (8.6), House of Cards (8.9)

  • Prós: Variedade, qualidade do sinal
  • Contras: Curadoria confusa e pouco atrativa dentro da plataforma

Tela de introdução da Netflix  Foto: Reprodução de tela

AMAZON PRIME VIDEO

  • Preço/mês: 

R$ 9,90 (três telas)

  • Descrição do serviço:

A Amazon ainda busca equilibrar a oferta de séries e produções originais consistentes (como a incrível Fleabag) com a quantidade relativamente baixa de novos conteúdos. Analistas de mercado comentam ainda que a plataforma — a página pela qual o usuário navega — nem parece da Amazon, conhecida por, em outros setores, buscar a melhor experiência do consumidor.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Fleabag (8.7), The Marvelous Mrs. Maisel (8.7), The Boys (8.7), The Grand Tour (8.7), Goliath (8.2), Mozart in the Jungle (8.2), Transparent (7.8) 

  • Prós: Alta qualidade no conteúdo original, assinatura conjunta com outros serviços
  • Contra: interface confusa da plataforma

Tela de introdução do Amazon Prime Video  Foto: Reprodução de tela

GLOBOPLAY

  • Preços: 

R$22,90 (mensal) ou R$ 19,90 (por mês no plano anual)

R$49,90 (mensal) ou R$ 42,90 (por mês no plano anual) + canais Globosat, como Sportv, Globo News, GNT, Multishow e Canal Brasil, até cinco acessos simultâneos

R$84,90 (mensal) + Premiere (jogos de futebol)

  • Descrição do serviço:

Há cerca de cinco anos a Rede Globo decidiu levar o “padrão Globo de qualidade” para o universo do streaming, e em 2020 lançou os pacotes com canais da TV por assinatura e mais vídeos por demanda. Além das novelas clássicas que vão entrando no serviço mês a mês, novos conteúdos originais e brasileiros, desenvolvidos por produtoras nacionais, também são incluídos. Outro destaque é a boa curadoria de cinema, com muitos filmes brasileiros (e ainda mais com a opção do Canal Brasil) e estrangeiros premiados e raros de encontrar.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Todas as Mulheres do Mundo (8.4), Segunda Chamada (8.9), Diário de um Confinado (7.8), Em Nome de Deus (8.5), Arcanjo Renegado (9)

  • Prós: Assinatura completa dá acesso aos canais ao vivo, boa curadoria de séries e filmes
  • Contras: Ausência de séries “clássicas”

Tela de introdução do Globoplay  Foto: Reprodução de tela

HBO GO

  • Preço:

R$34,90 (mensal, até cinco dispositivos)

  • Descrição do serviço:

A HBO ensinou ao mundo que a produção de televisão poderia ser muito mais do que distrações, programas de culinária, desenhos infantis e dramalhões seriados intermináveis. Muitas das melhores séries da história estão neste catálogo de produções originais, e a qualidade dos produtos oferecidos é estável, sempre no alto. Porém, essa é de longe a pior plataforma de navegação quando se fala de streaming. Muitos usuários e analistas do mercados relatam problemas de reprodução dos vídeos (lentidão, constante travamentos, baixa qualidade da imagem) e não há recursos simples, como continuar a ver uma série do episódio em que parou para o seguinte. 

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Família Soprano (9.2), Game of Thrones (9.3), Six Feet Under (8.7), Curb Your Enthusiasm (8.7), The Wire (9.3), Veep (8.3), Band of Brothers (9.4), Westworld (8.7), Succession (8.6). As brasileiras Psi (8.2), Magnífica 70 (7.8), O Negócio (8.1), Mandrake (7.9)

  • Prós: o melhor catálogo do mundo
  • Contras: a pior plataforma do mundo

Tela de introdução do HBO Go Foto: Reprodução de tela

APPLE TV+

  • Preço:

R$ 9,90 (mensal, com até cinco telas)

R$ 26,50 ou R$ 37,90 (plano mensal, com Apple Music, Arcade e iCloud, a ser lançado ainda em 2020 no Brasil)

  • Descrição do serviço:

A Apple também ensinou alguma coisa ao mundo: como consumir o que quer que seja, música, aparelhos que nem sabíamos que precisávamos, um carregador com fio de borracha atrás do outro e… agora, streaming de vídeo. A plataforma do Apple TV+ é a mais convidativa para o usuário, embora o catálogo, por enquanto, seja reduzido (a empresa planeja pelo menos mais 30 séries e produções originais para o ano que vem). The Morning Show, o maior sucesso da empresa até agora, foi indicado a três Globos de Ouro e a oito Emmys, dos quais levou um.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Pequenas Coisas (9.2), Ted Lasso (8.7), The Morning Show (8.4), Long Way Up (8.4), Wolfwalkers (8.4), Beastie Boys Story (7.8)

  • Prós: Excelente navegação e alta qualidade do produto
  • Contras: catálogo limitado

Tela de introdução do Apple TV+  Foto: Reprodução de tela

MUBI

  • Preço:

R$27,90 (por mês, até cinco telas)

R$202,80 (por ano, o que dá R$16,90 por mês, até cinco telas)

  • Descrição do serviço:

A melhor curadoria de conteúdo de cinema por streaming está no Mubi, sem discussão. Recentemente, a plataforma também adicionou uma biblioteca de conteúdo, disponível para o assinante além de um filme novo (no serviço) por dia. O Mubi também tem um banco de dados sobre filmes e a revista eletrônica The Notebook. O serviço se especializa em cinema de arte internacional e já foi descrito como uma cinemateca digital.

  • Principais produções originais:

Na verdade, o Mubi se posiciona mais como um serviço de curadoria e distribuição, portanto não há produções originais. Mas muitos lançamentos exclusivos ocorrem na plataforma, especialmente de filmes selecionados pelos grandes festivais de cinema

  • Prós: Curadoria excelente e plataforma agradável
  • Contras: A plataforma agrada um tipo específico de consumidor, o cinéfilo

Tela de introdução do Mubi  Foto: Reprodução de tela

NOW

  • Preços:

A plataforma não pode ser adquirida separadamente ou comprada como um pacote adicional, mas está inclusa nos planos de telefonia móvel, fixa e de internet da Claro. De R$39,90 a R$99,90 por mês (alguns conteúdos como filmes novos são pagos separadamente)

  • Descrição do serviço:

A plataforma para clientes da Claro e da NET tem lançamentos do cinema, séries, conteúdos pagos e gratuitos, infantil, programas de TV, esportes e notícias ao vivo. O setor mais atingido pelo crescimento das plataformas de streaming é justamente a TV por assinatura, que no Brasil sempre teve preços pouco acessíveis — então não seria surpresa se num futuro próximo o NOW se tornasse uma plataforma independente na internet, sem ser vinculada aos planos de telefonia e internet.

  • Prós: Rapidez com que lançamentos do cinema chegam à plataforma
  • Contras: Ser um serviço vinculado à uma assinatura de comunicação (telefonia ou internet) e ainda ter conteúdo pago separadamente

Tela de introdução do Now  Foto: Reprodução de tela

OLDFLIX

  • Preços:

R$12,90 (uma tela)

R$14,90 (duas telas)

R$16,90 (três telas)

  • Descrição do serviço:

O serviço do Oldflix pode ser meio inóspito assim como o velho oeste de dezena dos seus filmes de catálogo, mas se o leitor proucura uma plataforma com uma diversidade de filmes cults, clássicos ou apenas antigos, esse é o lugar certo para procurar. Serviço brasileiro em atividade há cerca de quatro anos, o Oldflix tem uma performance discreta, mas um catálogo de tamanho bastante justificável na relação custo benefício.

  • Prós: presença de filmes e séries antigas difíceis de encontrar
  • Contras: não há aplicativo nativo para as Smart TVs

Tela de introdução do Oldflix  Foto: Reprodução de tela

LOOKE

  • Preço: 

R$16,90 (por mês, uma tela)

R$19,90 (três telas)

R$25,90 (cinco telas)

A partir de R$1,89 (aluguel de filmes)

A partir de R$14,90 (compra de filmes)

  • Descrição do serviço:

Serviço brasileiro criado em 2015, o Looke acumula conteúdos de diferentes plataformas, como o essencial SPCine Play e de diversos festivais de cinema realizados durante a quarentena da pandemia, bem como lançamentos e filmes de catálogo com diversidade acentuada. Arte1 Play, Playkids, Conteúdos BBC, filmes novos e antigos são alguns dos canais também disponíveis na plataforma. Com um vasto catálogo a ser distribuído e uma interface convidativa, o Looke exige um pouco de compreensão do consumidor ao experimentar falhas pontuais na entrega de vídeo e áudio. Mesmo assim, uma boa opção.

  • Prós: catálogo vasto, opção de alugar filmes sem necessariamente comprar uma assinatura
  • Contras: Problemas pontuais na entrega do conteúdo com qualidade (travamentos, telas pixeladas, baixa qualidade de imagem)

Tela de introdução do Looke  Foto: Reprodução de tela

NETMOVIES

  • Preços:

R$18,90 (mensal na plataforma) ou R$7,99 no Youtube. A plataforma passa a ser gratuita no dia 30 de outubro de 2020, como serviço de streaming baseado em publicidade.

  • Descrição do serviço:

A NetMovies, criada no Brasil para seguir os passos da Netflix, acabou sendo adquirida pelo Looke em 2015. São cerca de 2,5 mil títulos, incluindo clássicos, documentários, lançamentos e até shows musicais. Em 2020, a plataforma lançou um clube no Youtube, com preço reduzido, além de oferecer conteúdo gratuito em seu canal, que hoje acumula 874 mil inscritos. Em outubro de 2020, mudando o modelo de negócio, a plataforma passa a ser AVOD (Advertising Supported Video on Demand), ou seja, abre mão dos planos de assinatura, e passa a oferecer conteúdo gratuito baseado em publicidade (com anúncios). Iniciativas bastante interessantes.

  • Prós: filmes gratuitos no Youtube e assinatura com preço baixo; a partir de 30 de outubro, o serviço é gratuito
  • Contras: plataforma pouco amigável (o serviço promete um relançamento)

Tela de introdução do NetMovies  Foto: Reprodução de tela

STARZPLAY

  • Preço:

R$14,90 (mensal, até quatro telas)

  • Descrição do serviço:

Vinculada ao canal americano Starz, de propriedade do estúdio Lionsgate, o Starzplay é uma das plataformas mais recentes em atividade no Brasil, e chegou oferecendo conteúdo de qualidade, embora as produções originais para TV não sejam, ainda, tão conhecidas por aqui. Atuando como distribuidora, porém, a plataforma oferece acesso a sete temporadas de Mad Men, e às primeiras temporadas de Normal People e High Fidelity (do Hulu, serviço da Disney), entre outros conteúdos. Destaque para os filmes do estúdio, como as franquias Rambo e Jogos Vorazes.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

The Spanish Princess (6.8), Power (8.2), P-Valley (6.6), Hightown (6.3)

  • Prós: preços promocionais de assinatura, vinculação a outras plataformas, como o Prime Video e a Apple TV
  • Contras: ainda não há produção local, e as séries originais não são tão bem avaliadas

Tela de introdução do Starzplay  Foto: Reprodução de tela

CRUNCHYROLL

  • Preços:

R$25 (por mês, uma tela)

R$32 (por mês, até quatro telas, conteúdo offline)

R$315 (por ano, o que dá 16% de desconto na mensalidade)

  • Descrição do serviço:

Destinado aos animes (as animações japonesas), o Crunchyroll tem mais de 30 mil episódios dos programas, a maior parte legendado (em português) e é atualizado diariamente com as novas programações diretos do Japão. A assinatura também dá acesso a versões digitais de mangás (com tradução ao inglês) e descontos numa loja específica. Muitos usuários, porém, reclamam do player da plataforma em fóruns.

  • Séries mais vistas:

Dragon Ball Super, One Piece, The Ancient Magus' Bride, Food Wars! Shokugeki no Soma, BORUTO: NARUTO NEXT GENERATIONS, Naruto Shippuden, Black Clover, Gintama

  • Prós: muito conteúdo exclusivo, dando cobertura a um nicho importante do mercado
  • Contras: Usuários reclamam do player, que apresenta travamentos, telas pixeladas, baixa qualidade de imagem

Tela de introdução do Crunchyroll Foto: Reprodução de tela

YOUTUBE PREMIUM

  • Preços:

R$20,90 (por mês, uma tela)

R$31,90 (por mês, com até cinco telas)

R$12,50 (por mês para estudantes)

  • Descrição do serviço:

Com a assinatura, o usuário pode consumir toda imensa biblioteca de conteúdo do Youtube sem anúncios — os quais, todo mundo percebeu, estão cada vez mais frequentes nos vídeos da plataforma. A plataforma de música, concorrente do Spotify e da Amazon Music, também está incluída no valor. A empresa sob o comando da Google também chegou a investir em produções originais, algumas elogiadas pela crítica e sucesso de público, como a série Cobra Kai, comprada mais tarde pela Netflix.

  • Produções originais:

Whindersson – Próxima Parada; O Novo Futuro Ex-Ator do Porta, Fred Be a Pro – Fred, One Billion Women World Tour, Manual do Mundo, Los Bragas

  • Prós: o usuário se livra dos anúncios da plataforma grátis
  • Contras: diante da imensidão do conteúdo disponível, a curadoria fica totalmente a cargo do usuário (ou do algoritmo)

Tela de introdução do Youtube Premium  Foto: Reprodução de tela

 

DISNEY+

O serviço de streaming da Disney começa a operar no Brasil no dia 17 de novembro. Em seu catálogo, além das animações que são o forte da empresa, também contará com filmes da companhia e produções da Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic. 

 

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Não quer assinar o Disney+? Veja séries concorrentes de Netflix, HBO, Amazon e Globoplay

Conteúdo da Disney será exclusivo da nova plataforma; concorrência tem boas alternativas

Guilherme Sobota - O Estado de S. Paulo

O Disney+ — o serviço de streaming da Disney que chega ao Brasil no dia 17 de novembro de 2020 — vai concentrar o catálogo da empresa na plataforma, ou seja: conteúdos Disney, Marvel, Pixar, Star Wars e National Geographic só poderão ser acessados ali. Isso retira diversas atrações das plataformas concorrentes, como Netflix e Amazon Prime Video, mas como essas empresas de bobas não têm nada, há anos elas vêm investindo em produções originais, antecipando esse movimento.

Com isso em mente, o Estadão preparou uma lista, comparando alguns dos conteúdos do Disney+ com as produções originais de outras plataformas, assim o leitor pode pesar na hora de decidir entre qual plataforma escolher, se isso for uma necessidade orçamentária de cada um.

'Vingadores - Ultimato' é uma das grandes atrações na chegada da Disney+ no Brasil; filme teve a maior bilheteria da história do cinema  Foto: Disney/ Marvel

1) O que vem na Disney+: Mulan

O novo remake com atores reais chega diretamente à plataforma (sem passar pelos cinemas) no dia 4 de dezembro, e será integrado ao valor da assinatura (ou seja, o assinante não precisa pagar a mais para ver o filme, como funcionou em outros países). Releitura atualizada de um dos filmes mais controversos da empresa, Mulan foi recebido com frieza mundo afora, embora a pandemia tenha atrapalhado e muito o lançamento do filme da diretora Niki Caro. 

Nota no site IMDB: 5,4

  • O que tem na Netflix: O Tigre e o Dragão: A Lenda Verde (2016)

O filme de 2016 é uma sequência do aclamado O Tigre e o Dragão, a obra de Ang Lee que amealhou 10 indicações ao Oscar. Uma produção original Netflix, e coprodução americana e chinesa, o filme foi massacrado pela crítica mundo afora, então pelo menos isso eles também têm em comum. 

Nota no site IMDB: 6.1

  • O que tem na Amazon Prime Video: Late Night (2019)

Apesar de ser dedicado ao público adulto, a comédia romântica original da Amazon, com Emma Thompson e Mindy Kaling (de The Office, também roteirista do filme), traz uma história de relações femininas no mundo do trabalho (especificamente, em um talk show na TV), e embora a atriz não entregue uma performance tão marcante quanto na série, é uma produção bem interessante no contexto do movimento #MeToo nos EUA. 

Nota no IMDB: 6,5

  • O que tem no Globoplay: Aruanas (2019)

A série da Globoplay traz um estrelado elenco de mulheres (Taís Araújo, Leandra Leal, Débora Falabella) que fazem parte de uma ONG ambiental, lutando contra o garimpo ilegal na Amazônia. Dramas pessoais e familiares, romance e um quê de aventura e thriller compõem a série, já renovada para a segunda temporada. 

Nota no IMDB: 7

  • O que tem na HBO Go: Euphoria

Uma das grandes séries do ano passado vai agradar aos adolescentes sedentos por conteúdo e que poderiam ver em Mulan inspirações e diversidade. Embora seja pensada e montada para adultos, adolescentes mais velhos certamente se identificam com as personagens incríveis e complexas da série, também renovada para a segunda temporada. 

Nota no IMDB: 8;4

2) O que vem na Disney+: O Mandaloriano (série Star Wars)

A série dirigida por Jon Favreau (diretor de Homem de Ferro) ganhou nada menos do que sete Emmys em setembro, e é uma das principais atrações da Disney+ nesse seu lançamento. Já confirmada para a segunda temporada, a série do universo Star Wars conta a história de um caçador de recompensas que vaga pela galáxia, longe da autoridade da Nova República. 

Nota no IMDB: 8.7

  • O que tem na Netflix: The Witcher

A concorrência entre as duas produções foi direta, e em janeiro, quando divulgou seus resultados financeiros, a Netflix chegou a se gabar de que a série era mais popular que O Mandaloriano. A premissa é até parecida: um caçador de monstros tenta encontrar seu lugar no mundo. É uma tentativa da Netflix em produzir uma saga, que já contava com um sucesso anterior no formato livro e videogame.

Nota no IMDB: 8,2

  • O que tem na Amazon Prime Video: Star Trek: Picard

Continuações das séries produzidas no universo Jornada nas Estrelas em 1987 e 2002, a série tem o trunfo de trazer de volta um dos principais personagens da saga, o capitão Picard, vivido aqui também pelo incomparável Patrick Stewart. Elogiada pela crítica e pelos fãs, a série original da Amazon é outra das competições diretas de O Mandaloriano.

Nota no IMDB: 7.5

  • O que tem no Globoplay: Desalma

O suspense de caráter sobrenatural estreou essa semana na Globoplay, e traz Cássia Kis como a bruxa líder de uma comunidade ucraniana no Sul do Brasil. De Ana Paula Maia e com direção de Carlos Manga Jr., a série é uma das principais apostas do streaming da Globo para 2020.

Nota no IMDB: ainda indisponível

  • O que tem na HBO Go: Game of Thrones

Precisa dizer algo? Mesmo com o final contestado pelos fãs e odiado pela crítica, Game of Thrones é a série de TV mais importante dos anos 2010 e ressignificou o que é produzir fantasia e entretenimento, já totalmente inserida na era do streaming.

Nota no IMDB: 9.3

3) O que vem na Disney+: Todos os filmes da Marvel

A franquia de maior sucesso da história do entretenimento global acumula cifras bilionárias, fãs mais do que fiéis, fortuna crítica e elencos estelares. Hoje em dia, poucas coisas chegam aos pés da Marvel quando o assunto é super-heróis, mas muitos dos filmes (de maneira irregular e pouco benéfica para a cultura, diria Martin Scorsese) trazem discussões mais humanas sobre assuntos universais. Talvez seja o maior chamariz do Disney+ no primeiro momento de lançamento.

  • O que tem na Netflix: O universo Marvel da Netflix

Essa é uma questão ainda a ser esclarecida melhor pelas empresas, mas é provável que as produções originais da Netflix no Universo Marvel sigam na plataforma. Jessica Jones, Demolidor, Punho de Ferro, Luke Cage, O Justiceiro e Os Defensores criaram um braço importante da franquia no streaming nos últimos anos, mas apesar de boas resenhas em algumas delas, todas foram canceladas e não terão mais temporadas.

  • O que tem na Amazon Prime Video: The Boys

A série original da Amazon, de um dos escritores de Supernatural (Eric Kripke), é uma das mais bem sucedidas investidas de uma empresa no tema dos super-heróis dos últimos anos. Apesar de ter tido apenas uma indicação ao Emmy (edição de som em série de TV), a produção com um elenco sem grandes estrelas já criou uma sólida base de fãs e também agrada à crítica. Na série, o grupo de vigilantes busca outros super-heróis — corruptos — que abusam dos seus poderes.

Nota no IMDB: 8.7

  • O que tem no Globoplay: Arcanjo Renegado

De cores realistas, a série original da Globoplay não tem super-heróis no sentido comum da palavra, e os diretores Heitor Dhalia e André Godoi procuraram buscar um equilíbrio no retrato dos policiais na tela. Mas os dramas pessoais de diversos personagens, dentro e fora da polícia, muitas vezes ilustram problemas reais muito mais sérios do que a Marvel um dia sequer imaginou.

Nota no IMDB: 7.9

  • O que tem na HBO Go: Watchmen

Vencedora de nada menos do que 11 prêmios Emmy em setembro, a minissérie da HBO teve amplo sucesso de crítica e público. A produção é inspirada no universo dos quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons lançado nos anos 1980, e discute eventos de violência racial na cidade de Tulsa, no Oklahoma, historicamente um local marcado pelo racismo, e ganhou novas luzes com os eventos do Black Lives Matter em 2020. Não há planos da HBO, por enquanto, para uma nova temporada.

Nota no IMDB: 8.1

4) O que vem na Disney+: Black is King

O filme e álbum visual lançado pela cantora Beyoncé, nome por trás da direção, roteiro e produção executiva, foi inspirado em O Rei Leão e lançado na plataforma em julho deste ano. Na história, um rei africano é separado de sua família e parte em uma jornada para recuperar o trono, seguindo as orientações de seus ancestrais.

Nota no site IMDB: 5,4

  • O que tem na Netflix: Homecoming

Também com Beyoncé como foco principal, o documentário de 2019 surgiu como um projeto colaborativo com o serviço de streaming e traz os bastidores da apresentação da cantora no Coachella do ano anterior. Fez sucesso nas redes sociais, alcançando mais de 16 milhões de visualizações nas páginas da Netflix e da cantora.

Nota no site IMDB: 7,4

  • O que tem na Amazon Prime Video: Guava Island

O criativo filme do estreante Hiro Murai (de Atlanta) é estrelado por dois nomes de peso da música americana, Donald Glover e Rihanna. Inspirado em um conto folclórico, acompanha a jornada de um músico determinado a produzir um festival para os habitantes da Ilha Guava.

Nota no site IMDB: 6,7

  • O que tem no Globoplay: Gonzaga - De Pai Pra Filho

O drama de Breno Silveira foi inspirado na biografia de Luiz Gonzaga e Gonzaguinha, dois dos maiores cantores e compositores brasileiros. Lançado em 2012 no circuito de cinema nacional, foi também exibido em formato de microssérie na Rede Globo, e hoje está disponível no serviço de streaming da emissora.

Nota no site IMDB: 7,3

  • O que tem na HBO Go: Shakira In Concert: El Dorado World Tour 

O show no Forum de Los Angeles da turnê mais recente da colombiana Shakira, a El Dorado World Tour de 2018, está disponível exclusivamente na HBO, com direito a cenas de bastidores. Hits como La Bicicleta, Hips Don’t Lie e Waka Waka fazem parte do repertório. 

Nota no site IMDB: 8,2

5) O que vem na Disney+: Os Eleitos e o Nat Geo

A série original National Geographic é um drama que retrata os primórdios do programa espacial americano, baseado no livro do jornalista Tom Wolfe sobre o período, e foi uma das primeiras séries a estrear diretamente no Disney+. Além disso, conteúdo da National Geographic, documentários e produções sobre dezenas de temas científicos diferentes, também vai para a plataforma.

  • O que tem na Netflix: Space Force

A nova série original de Greg Daniels e Steve Carrell (sim, a dupla do The Office americano, uma das melhores produções da história da comédia na TV) não guarda a mesma potência da série anterior da dupla, mas a história do general Naird, responsável pela criação de uma força especial (e espacial) no exército americano, vale os episódios. Foram quatro indicações ao Emmy 2020.

Nota no IMDB: 6.8

  • O que tem na Amazon Prime Video: Documentários de esportes

Já que a Amazon (ainda) não entrou no mercado de transmissões ao vivo, a empresa deve ter visto uma oportunidade de nicho nos documentários sobre esportes, porque são muitos. O mais recente é Fernando, uma série documental em cinco partes que conta a trajetória do piloto espanhol Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1.

Nota no IMDB: 7.8

  • O que tem no Globoplay: Em Nome de Deus

A Globo tem uma larga tradição na produção de conteúdo jornalístico e documental, e não é surpresa que essa experiência tenha passado ao streaming da emissora. A série nasceu no Conversa com Bial, o programa da TV aberta comandado pelo jornalista, e virou uma das principais novas produções da Globoplay. A terrível história do médium João de Deus, que (perdoem o trocadilho) enganou Deus e o mundo.

  • O que tem na HBO Go: Um extenso catálogo de documentários

A HBO tem um catálogo exemplar em mais de um gênero televisivo, e o documentário é um deles. Com frequência, a emissora atualiza sua programação com novas produções, às vezes sobre temas muito sérios (acusações de pedofilia contra Michael Jackson) e às vezes quase ridículos (uma fraude contra o McDonald’s nos anos 1990 que envolvia desvio de selinhos de um jogo Monopoly).

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