Discovery cancela programa sobre autópsia de Michael Jackson

O canal de TV Discovery anunciou na sexta-feira ter cancelado os planos de encenar num documentário a autópsia do corpo do popstar Michael Jackson.

BOB TOURTELLOTTE, REUTERS

31 de dezembro de 2010 | 17h16

Como motivos, o canal citou os depoimentos judiciais sobre a morte do cantor que começam na semana que vem e a preocupação dos responsáveis pelo espólio.

O programa "Michael Jackson's Autopsy: What Really Killed Michael Jackson" (A Autópsia de Michael Jackson: O Que Realmente Matou Michael Jackson, em tradução livre) estava programado para ir ao ar em países do oeste da Europa e na Grã-Bretanha em 13 de janeiro.

"Dado o início dos procedimentos legais na semana que vem e o pedido vindo do espólio de Michael Jackson, a exibição do documentário médico relacionado à autópsia oficial de Michael Jackson foi adiado indefinidamente", disse num comunicado a Discovery Networks International.

O cantor de "Thriller" morreu de uma overdose de droga receitada no dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos, semanas antes de voltar ao palcos.

A autópsia em Los Angeles mostrou que o popstar morreu de uma overdose do poderoso propofol, que ele usava para ajudá-lo a dormir.

O documentário do Discovery, que ainda não estava programado para ir ao ar nos Estados Unidos, não era oficial, era um relato fictício de como deveria ter sido a autópsia e dos seus resultados.

Fãs de Michael em todo mundo protestaram, num abaixo-assinado on-line lançado neste mês, e os responsáveis pelo espólio do cantor enviaram nesta semana uma carta para o Discovery chamando o programa de "insensível" e "de um mau gosto chocante."

Uma propaganda impressa do documentário mostra um corpo coberto com um lençol. Uma das mãos, à mostra, vestia a conhecida luva do cantor.

O médico de Michael Jackson, Conrad Murray, admitiu ter dado propofol ao cantor, remédio que costuma ser usado em cirurgias. Murray foi indiciado pela morte de Michael. Ele se diz inocente.

A sessão de depoimentos, para avaliar se há evidências suficientes para o médico ir a julgamento, começa no dia 4, em Los Angeles.

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