NETFLIX
NETFLIX

Diretor de 'A Pequena Sereia' e 'A Bela e a Fera' estreia primeira animação fora da Disney

Em coletiva virtual, Glean Keane comentou o novo 'A Caminho da Lua', da Netflix, com estreia marcada para o segundo semestre de 2020; assista ao trailer

Leandro Nunes, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2020 | 10h35

A distância parece ser a grande motivação da jovem Fei Fei. Com lançamento programado para este ano, o diretor Glen Keane comentou o trabalho de sua mais nova produção após deixar a Disney. Nome responsável por A Pequena Sereia e A Bela e A Fera, ele participou de uma coletiva virtual, acompanhada pelo Estadão, para falar sobre da animação A Caminho da Lua, filme original da Netflix.

Na história, Fei Fei, uma jovem de origem chinesa, deseja conhecer a lendária deusa da Lua. Para tanto, ela se empenha em construir um foguete e alcançar a Lua. O musical narra a aventura da garota pelo satélite natural da Terra, que está repleto de criaturas escondidas.

Para trazer o cenário de uma típica família chinesa, o filme buscou inspiração em arquiteturas e elementos visuais em uma turnê pela região de Wuzhen and Nanxun, na China, conta Keane. "Visitamos esta maravilhosa cidadezinha de água que tornou-se a cidade de Fei Fei. E foi incrível. As pessoas nos convidavam para suas casas e nós temos que jantar com uma família chinesa. Eu nunca soube o que era realmente como na China, e as pessoas eram tão calorosas e amigáveis."

O diretor também relembrou dos sucessos Disney, de A Pequena Sereia, e A Bela e a Fera, com protagonistas mulheres, como em A Caminho da Lua. "Nós todos enfrentamos probabilidades impossíveis em nossa vida, nada pode parar um personagem que vê seu objetivo, de alguma forma, de Ariel viver fora do mar, é o mesmo tipo de faísca que existe em Fei Fei. Para uma menina de 12 anos, construir um foguete para a lua é loucura. Isto é impossível. Como isso vai acontecer? Nada vai impedi-la."

A mudança de estúdio fez Keane refletir sobre a carreira criando animações para a Disney e agora imerso nos desafios propostos pela Netflix e o impacto da pandemia. "A Netflix é um estúdio realmente único, pois não existe um estilo da casa. Há uma inclinação para cada visão pessoal do criativo. Nós fizemos tudo em uma velocidade incrível. Dentro de quatro meses, cinco meses, teve o filme inteiro com as oito canções escritas, com storyboard."

Por se tratar de um filme que narra a vida de uma família chinesa, a produtora de A Caminho da Lua, Peilin Chou comentou os equívocos sobre a pandemia do novo coronavírus e o preoconceito com o povo Chinês. "Ver essa família chinesa, com personagens que possuem anseios e desejos e esperanças é algo que pode nos ajudar a se aproximar. Somos todos apenas pessoas e estamos conectados da mesma maneira. De certa forma, é como poder visitar a China através de um filme de animação e realmente experimentar as pessoas e a cultura."

Assista ao trailer: 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.