Demme, um nome para ser lembrado

Prova é a nova edição de seu multipremiado filme 'O Silêncio dos Inocentes', que deu Oscar ao diretor

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2007 | 21h41

Jonathan Demme é o tipo de diretor que poderia ter se acomodado após o grande sucesso de O Silêncio dos Inocentes, que faturou, em 1991, o Oscar em todas as categorias principais (melhor filme, diretor, roteiro, ator e atriz). No entanto, fez uma carreira com obras de temas difíceis e incontornáveis, como o avanço da aids e o racismo nos EUA.   O Silêncio dos Inocentes trata igualmente de um assunto incômodo, a antropofagia. O filme volta ao mercado numa edição especial da Fox, na caixa Suspense, junto a outros dois thrillers (O Amigo Oculto e Por um Fio, dirigidos por outros cineastas). O Silêncio dos Inocentes é uma assustadora obra de interpretação, em que se destaca o inglês Anthony Hopkins como um psicopata canibal, preso e entrevistado por uma agente do FBI (Jodie Foster) à procura de um serial killer que tira a pele de suas vítimas.   Nas mãos de um cineasta insensível, seria um grand-guignol vagabundo. Nas de Demme, ganha outra dimensão. Aos 63 anos, é um autor sintonizado com sua época. Nos anos 1980, dirigiu documentários com grandes bandas (Talking Heads, ente elas). Nos anos 1990, após O Silêncio dos Inocentes, realizou o tocante Filadélfia, sobre um advogado demitido por ser gay e soropositivo. Ele acabou de lançar seu documentário (Man from Plains) sobre os esforços de Jimmy Carter para acabar com o apartheid palestino. Alguns de seus melhores filmes, entre eles Sob o Domínio do Mal e Bem Amada, estão disponíveis em DVD.

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