De volta para o futuro

Flashfowards fazem desta quarta temporada de Lost, a mais surpreendente da série

Gustavo Miller, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2008 | 21h38

"Quem raios está dentro do caixão e como que Jack e Kate saíram da ilha?". Essas foram as duas perguntas que acometeram dez entre dez fãs de Lost assim que a terceira temporada da série acabou. Então dá para imaginar toda a expectativa que circundou a estréia da quarta temporada, que chega em DVD nesse dia 24. E acreditem: a espera valeu a pena.Se em 2007 o enredo foi irregular, chegando a ser modorrento em alguns momentos (desculpa aí, Rodrigo Santoro!), em 2008 os roteiristas da série acertaram a mão. Foram tantas as reviravoltas e novidades apresentadas a cada capítulo, e não seria exagero dizer que esta foi a melhor temporada da turma de Carlton Cuse.A primeira novidade foi o uso do tal flashfoward, um flashback ao contrário: em vez de sabermos o que acontece com os personagens antes de caírem na ilha, recurso narrativo que caracterizou os três primeiros anos, agora se sabe como alguns deles (os Oceanic 6) conseguiram sair dela. Essa nova linguagem deu um grande fôlego à trama, que cada vez mais tem a ilha, com todos os seus mistérios e embates pelo seu comando, como elemento principal.Alguns atores mostraram estar afiados nesta temporada. Vale destacar a atuação de Jorge Garcia (Hurley), que segura o rojão e dá um show logo no primeiro episódio (The Beginning of the End), o desejo de vingança que toma conta de Naveen Andrews (Sayid) e Yunjin Kim (Sun) e as "guerras psicológicas" travadas entre Michael Emerson (Ben Linnus) e Terry O?Quinn (John Locke).Também somos apresentados a novos (bons) personagens, como o trio de cientistas Miles, Charlotte e Daniel Faraday. Por outro lado, o retorno de Michael (Harold Perrineau) à série, o que gerou um grande burburinho entre os lostmaníacos, foi bem frustrante - o próprio ator reclamou muito de sua efêmera participação.Em razão da greve dos roteiristas de Hollywood, a quarta temporada de Lost tem 13 episódios ao todo. Um deles é memorável e entra para a história da teledramaturgia: The Constant, que gira em torno de Desmond Hume e da maluquice de viagem no espaço/tempo. Apesar disso, recomenda-se assisti-lo com uma caixa de lenços por perto.Entre seus extras, o DVD traz erros de gravação, cenas apagadas, entrevistas com os atores, que falam sobre o futuro de seus personagens, e um making of da enorme produção realizada no Havaí. Há também curiosidades, como um filmete que explica a importância das armas para o elenco da produção.E prepare-se: se o episódio final da terceira temporada deu um grande nó na cabeça dos fãs de Lost, o da quarta, ao romper com todos os limites da física, é ainda mais surpreendente.

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