Alê de Souza/Divulgação
Alê de Souza/Divulgação

De volta ao 'Amor & Sexo', Fernanda Lima fala sobre o programa, carreira e família

Nesta 10ª temporada, sai da bancada Xico Sá e entra um novo integrante, o humorista Eduardo Sterblitch

Entrevista com

Fernanda Lima

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2017 | 05h00

Fernanda Lima encontrou seu lugar ao sol na TV e isso não é de hoje. Ela, que começou a carreira como modelo, arriscou alguns trabalhos como atriz, mas foi como apresentadora que mostrou sua real vocação - desde seus tempos de MTV. E Amor & Sexo caiu como uma luva para ela - ou ela que caiu como uma luva para Amor & Sexo? Dedicada, passou a estudar sobre assuntos que são caros ao programa, como mulher, sexualidade e afins. Nesta quinta, 26, ela volta ao comando do Amor & Sexo, que chega à sua 10.ª temporada (leia mais abaixo). Ao Estado, a gaúcha Fernanda, aos 39 anos - e mãe de gêmeos, de 8, que teve com o marido Rodrigo Hilbert -, fala sobre a nova temporada, carreira e família.

Qual o desafio de não deixar Amor & Sexo cair na rotina?

O programa é aquele que a gente já conhece, tem esse compromisso de aliar informação com música, que é algo que a gente preza muito, com dança, eu usando roupas meio fantasiosas. Isso foi ficando cada vez mais encorpado. Então, nesta temporada, talvez a gente tenha colocado ainda uma tinta mais pesada em tudo isso: se a gente gostava de música e fazia um musicalzinho de abertura de 40 segundos, agora faz um musical de 3 minutos e meio, 5 minutos, se a gente gostava de cor, ele vem mais colorido. A gente valorizou o que achava que já fazia legal.

O primeiro programa será sobre mulher. E já é possível ter uma ideia de como será com a chamada de vocês dançando Run The World, de Beyoncé, que fala do empoderamento da mulher. Essa questão volta forte?

Sim, nesses últimos cinco anos que estou mais à frente do roteiro também, a gente acaba, mais ou menos, repetindo os temas. Só que as coisas estão mudando tão rapidamente que, mesmo a gente falando dos mesmos temas, a cada ano, eles avançam. Por exemplo, no ano passado, a gente fez um programa sobre a mulher que é mãe e que tem de amamentar em público, sim, porque é um direito dela e ninguém tem nada a ver com isso. Neste ano, a gente vem com a coisa do comportamento, da saia curta, a música de abertura é fortíssima, brasileira, que fala que piranha é um peixe voraz do Rio São Francisco. Quer dizer, piranha, meu amigo, é um peixe, para com essa palhaçada de ficar chamando mulher com tudo que é coisa que você acha que pode, vamos rever tudo isso.

Você teve algumas experiências como atriz. Sente falta de atuar?

Não sinto, porque não exerci esse ofício. O que fiz lá atrás em novelas parece que foi mais uma chance de eu estar na casa, tendo algo para fazer. Não tenho falta disso, eu teria vontade ainda de ter uma experiência atuando, mas não sei se vou ter tempo, e acho que, para fazer alguma coisa como atriz, eu que não tenho experiência, preciso ser preparada. 

Essa é uma lição que a novela Bang Bang deu para você (Fernanda foi criticada na época)?

É, não me arrependo de ter feito Bang Bang, porque adorei fazer, e fui uma iniciante como 90% dos atores e atrizes que entram para fazer novela. Não vejo jovenzinhos entrando com experiência, eles entram com vontade. No meu caso, parece que, como eu já tinha um passado na TV como apresentadora, é como se eu não tivesse tido esse direito de ser uma novata na atuação. Fiquei supermagoada na época, mas hoje vejo que eu estava ali aprendendo como um monte de gente que aprende no carão, no ar. Talvez se eu não tivesse aceitado fazer Bang Bang, não estaria fazendo Amor & Sexo.

 

Você fará 40 anos (em junho). Hoje suas prioridades são diferentes de dez anos atrás?

Com 29, eu estava grávida de dois meninos, estava me realizando como mulher, eu sempre quis ter filhos. Era um momento de vida em que eu estava dando o meu primeiro relax, porque nunca parei. Desde que saí de casa, aos 14 anos, lutei muito, mal tive uma adolescência, eu estava sempre viajando, trabalhando e batalhando. Quando tive filhos, dei uma leve paradinha - um pouquinho, né -, tipo ‘agora vou curtir’. Mas logo me cobrei de voltar. Aí foi sem parar. Agora, com 39 anos, estou pensando que preciso dar uma acalmada, não parar de trabalhar, mas preciso me dar ao direito de usufruir um pouco do que conquistei. Este ano, comecei a remexer um pouco a minha vida. Falei: todos os dias de manhã, vou estar em casa com as crianças. Assim, parei de malhar, de arrumar compromisso e não sei o quê. Neste momento, fico pensando que é importante de eu estar com as crianças. Eles vão fazer 9 anos, o mundo está muito complicado e não quero deixar passar. Quero estar com eles. 

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