De novo policial, agora corrupto

Ele tem 23 anos de carreira - começou com 9. Já fez mais de 50 personagens, entre policial, ladrão, engenheiro, bom moço, virgem... E, como gosta de dizer, "o Neto de Tropa de Elite não foi o primeiro nem será o último personagem com perfil policial" que ele pretende fazer. Sem medo do estigma, Caio Junqueira conversou com o Estado sobre seu novo papel na série A Lei e o Crime, o passado na Globo e o contrato com Record, o primeiro que ele assina por longo prazo. Em algum momento você teve receio de fazer o seriado, por já ter estado em Tropa de Elite?Tropa não foi o primeiro e nem vai ser o último trabalho em que eu vou fazer esse perfil policial. E o meu personagem em A Lei e o Crime, o Romero, é um grande presente. Ele convive com o conflito de ser policial, mas um policial corrupto.Você acha que existe uma glamourização desse tipo de personagem ligado ao crime?Quando você expõe um personagem, existem milhares de percepções e críticas. Se você expõe a realidade do jeito que ela é, em um veículo de massa, é inevitável que se criem todas essas questões. O mais importante é que se exponha a realidade . Como foi a composição do Romero?O personagem é tão bem escrito que já veio quase pronto. Além disso, eu e o André Ramiro já havíamos feito uma imersão muito profunda do mundo da polícia durante o Tropa de Elite, não só na preparação, mas também nas filmagens e depois do filme.Como é o seu personagem na série?Ele é um pai de família que defende a prole dele, mas que representa muito a lei da força. Quando o cunhado dele, o Nando (Ângelo Paes Leme), mata o seu pai, ele vai atrás de vingança. Ele é o retrato dos policiais corruptos que vivem em função das brechas da lei em beneficio próprio.Como foi a sua saída da Globo?Trabalhei muitos anos na Globo e sempre fiz trabalhos por obra. Em 2003/2004 eu fiz Escrava Isaura, da Record. Voltei para a Globo para fazer Desejo Proibido e, nesse meio tempo, fiz Tropa de Elite. Quando estava acabando a novela, recebi uma proposta da Record. E foi muito interessante, porque depois de 23 anos de televisão, foi o meu primeiro contrato longo, de três anos.

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