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De 2011 não passa: elas vão casar!

Temporada de 'Tapas & Beijos' terminará com Fátima e Sueli no altar

Patrícia Villalba,

13 de novembro de 2011 | 00h00

RIO - Há um desafio não declarado nos bastidores da Globo para o autor que quiser se arriscar criar um programa de humor tão bacana quanto A Grande Família que por 12 anos a fio segue agradando de A a Z. Gente corajosa sonhou com isso, mas se alguém conseguiu foi Tapas & Beijos, não por acaso de autoria do Cláudio Paiva, o responsável pela adaptação de A Grande Família (do original de Oduvaldo Vianna Filho) como a conhecemos hoje. "O programa foi projetado para ser bom", resume ele ao telefone com o Estado, tentando explicar o sucesso do seriado protagonizado por Andréa Beltrão e Fernanda Torres. Boa audiência às terças (22h15) e cada vez mais engrenado - por isso, mais engraçado - o programa já está garantido na programação do ano que vem da Globo.

 

"A gente faz televisão para a massa, então escrevemos para ela. O que vai tornar o programa um produto de prestígio é a maneira como você monta a equipe e a qualidade que você emprega na produção", detalha o autor, que tem desenvolveu o programa com o diretor Maurício Farias, que também comandou A Grande Família.

 

Paiva nega que tenha mirado na classe C para criar o universo divertido de Fátima (Fernanda Torres) e Sueli (Andréa Beltrão), duas mulheres de 30 e poucos, proletárias, e que cuja vida amorosa, como define o autor, "se desenvolve em horário comercial e é discutida na calçada, enquanto alguém descarrega um caminhão de cerveja". "Não quisemos nada romântico ou o amor idílico. É a vida adulta como ela é", observa Paiva, que revela ter tido a ideia da série a partir de uma experiência pessoal.

 

"Não que eu tenha trabalhado numa loja de noivas", brinca, referindo-se ao trabalho das protagonistas, vendedoras no bairro de Copacabana. "Completei bodas de prata no ano passado, e fiquei pensando como é raro encontrar casais que durem tanto tempo juntos. Por isso, me deu vontade de falar de relações afetivas", conta. "Na Grande Família, eu falava dos meus pais, da minha infância no subúrbio. No Tapas & Beijos, tem mais a ver com a minha vida adulta, das relações afetivas que se desenvolvem em torno do trabalho - afinal, eu conheci minha mulher (a escritora Maria Silvia Camargo) numa redação de jornal."

 

 

A loja de noivas foi escolhida como cenário pelo simbolismo e a ironia de duas balzaquianas da pá virada que não se acertam no amor, mas estão sempre às voltas com os casamentos dos outros. "Lá no começo, chegamos a nos questionar, dizendo que ‘ah, ninguém mais casa hoje em dia...’. Depois, com as pesquisas, descobrimos que é muito pelo contrário"

 

Solteironas, é?. Com os relacionamentos como matéria-prima, Paiva partiu para criar Fátima e Sueli, que embora solteiras e passadas dos 30, estão longe de ser "solteironas". Ou seriam neo-solteironas? "O legal de a base do seriado ser as duas é que vida amorosa de uma mulher como elas é toda na base do afeto - uma mulher dessas não precisa de nenhum homem para sustentá-la", explica o autor. "O programa tem uma marca feminina muito forte, mas que não é mansa."

 

Solteironas ou não, o fato é que a dupla termina a temporada casada - Fátima (Fernanda Torres) com Armane (Vladmir Britcha); Sueli (Andréa Beltrão) com Jorge (Fábio Assunção). A novidade será anunciada na Djalma Noivas no último episódio da série e o altar será montado num especial de fim de ano, que deve ir ao ar na semana do Natal. "Será um final de novela, como elas merecem", adianta o autor, que já planeja o que será das amigas no ano que vem. "Teremos dois casais, e eles serão vizinhos. Vamos explorar os reflexos disso. E a ideia, claro, é provocar, para que a série ande."

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