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David Schwimmer volta à ativa e agora protagoniza a série 'Feed the Beast'

Ator ficou conhecido pelo imenso sucesso de 'Friends'

Kathryn Shattuck, THE NEW YORK TIMES

14 de junho de 2016 | 20h15

Apesar da força de sua imagem, David Schwimmer é atraído por personagens em conflito, quebrados, falhos, sofridos. Mas o protagonista de Bankerot, a série dinamarquesa que inspirou Feed the Beast, da AMC, novo trabalho de Schwimmer, era tão bêbado que até ele teve de estabelecer limites. “Meu coração estava com ele”, diz Schwimmer rindo, “mas tínhamos de tentar criar um personagem convincente de um homem nessa situação de tristeza absoluta e falta de entusiasmo pela vida”.

Em Feed the Beast, Schwimmer faz o papel de Tommy, um sommelier arrasado, que cria um filho mergulhado em silêncio desde que testemunhou a morte da mãe num atropelamento e fuga. Jim Sturgess faz seu velho amigo Dion, um chef atrapalhado e ex-condenado que acha que a melhor coisa para todos eles seria abrir um restaurante em seu nativo Bronx – mesmo tendo ele incendiado seu estabelecimento anterior e devendo uma grande quantia à máfia.

O ano vem sendo bom para Schwimmer, de 49 anos, com um bem recebido perfil de Robert Kardashian em The People v. O. J. Simpson: American Crime Story, da FX, e o papel atual, seu primeiro num série regular em mais de uma década.

Morando no East Village com a mulher, a artista britânica Zoe Buckman, e a filha deles de 5 anos, Cleo, o homem para sempre conhecido como o Ross de Friends fala sobre a arte de servir vinho e o apelo duradouro de certas séries.

Você resistiu em participar de uma série regular desde que Friends acabou, em 2004. Por quê?

Quando estudava se assumiria um compromisso tão grande, pensei em algumas coisas: o personagem é alguém de quem eu realmente gosto e me sento desafiado a fazer? O criador do programa é alguém com o qual possa me ver casado por seis ou sete anos? Ele será meu parceiro no crime? Foi o que me perguntei no primeiro encontro com Clyde Phillips. Mas, o fato de ele filmar localmente, facilitou muito a decisão, porque não quero ficar longe de minha filha.

Você treinou para fazer um sommelier?

Corri para falar com meu amigo Josh Nadel, que supervisiona vinhos e bebidas nos restaurantes Andrew Carmellini: “Quero um curso intensivo”. Começamos então a degustar e falar sobre as diferentes regiões vinícolas. Filmei-o servindo com aquela suave virada de pulso que faz com que o vinho não respingue e o rótulo fique sempre à vista. Achava que conhecia um pouco de vinho, mas não sabia nada.

No set, o vinho é de verdade?

Usamos diferentes combinações de suco de uva e suco de mirtilo. Apenas em uma cena, eu pedi vinho verdadeiro, porque era servido em close-up. Eu mesmo comprei a garrafa: queria deixar felizes os fanáticos por vinho que vissem a cena. Também tinha de degustar, então era preciso realismo.

Quais seus planos para o verão?

Vou levar minha filha a Chicago. Vamos fazer uma maratona de teatro pai/filha de duas semanas.

Friends é extremamente popular no Netflix entre millennials (nascidos entre 1980 e 1995). Isso o surpreende?

Fico espantado. E me pergunto se Friends ainda estará em cartaz quando minha filha ficar adulta. Qual o segredo dessa série? Será uma sensação de nostalgia – “Uau, olhe como eram os anos 1990”? Ou será porque a série é anterior às mensagens de texto e à mídia social, com seis pessoas sentadas num sofá e conversando – algo tão estranho à atual ideia que se tem de jovens adultos? Hoje, as pessoas ainda podem sentar juntas no sofá, mas cada uma estará olhando no celular em vez de conversarem. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

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