'Dance, Dance, Dance' é o novo formato de trama na televisão

Nova novela da Band estréia na segunda, com Juliana Barone e Ricardo Martins em romance regado à tango

Bruna Fioreti, do Jornal da Tarde,

30 Setembro 2007 | 13h43

Rosto colado, semblante de concentração, passos ensaiados. A dança voltou à moda com o sucesso de novelinhas como High School Musical. E a Band soube aproveitar a onda: lançou o fenômeno comercial Floribella, em 2005, e, a partir de segunda-feira, 1, exibe mais um folhetim do gênero no horário nobre. Dance, Dance, Dance escala a ex-Globo Juliana Barone e o estreante Ricardo Martins para viver um romance à base de tango, a partir das 20h15. Segundo a direção da emissora do Morumbi, ninguém ali tem a pretensão de liderar no Ibope, tampouco está com medo de enfrentar o lançamento simultâneo de Duas Caras, na Globo. A novela musical entra na programação para conquistar o público com os elementos de sempre: conflito entre pobres e ricos, amores impossíveis e personagens que almejam fama fácil. Como trunfo, a Band aposta no apelo da dança e do romance açucarado. "Ninguém está aqui para inventar a roda", admite o diretor do folhetim, Del Rangel. A "mocinha-cantora" está de volta. Como Juliana Silveira em Floribella, a atriz Juliana Barone canta na trilha de Dance e arrisca passos em praticamente todos os capítulos. O protagonista, vivido por Ricardo Martins, também embala a trama. E outros membros do elenco cantam no CD, que será lançado em novembro. É um espetáculo por capítulo, para o qual Juliana, Ricardo e o núcleo dos dançarinos se preparam há tempos. "O resultado é muito bom, é qualidade de cinema", diz Rangel, reiterando o slogan da trama: "A novela com cara de filme". A razão disso é a gravação em HD (alta definição). No quesito enredo, predomina o clichê. Sofia (Juliana Barone) é a mocinha romântica e lutadora que sai do interior e vai tentar a carreira de bailarina profissional na cidade grande. Hospedada numa animada pensão, ingressa na escola de artistas Fundação Verônica Marques e começa a treinar diariamente. Antes disso, em uma fazenda no interior de São Paulo, conhece o rico Rafael (Ricardo Martins), por quem se apaixona. A família, encabeçada pelo pai Lúcio (Eduardo Galvão), se opõe ao romance com a menina pobre. No caminho dos pombinhos, está a pretendente Amanda (Dayene Mesquita), também bailarina. A dança é o fio condutor da trama. Por isso, a protagonista precisava ter um quê de bailarina. Juliana Barone está na mira da Band há três anos, segundo a diretora de programação, Elisabetta Zenatti. Desde junho deste ano, a atriz treina três vezes por semana por cerca de quatro horas. Isso sem contar o trabalho diário de coreografia no estúdio. "O mais difícil é o balé", conta a intérprete de Sofia. "Ter sido paquita e me apresentado no palco tem me ajudado muito nesse trabalho." Ao contrário dela, a maior parte dos dançarinos do folhetim precisou priorizar o treino de interpretação. Nem por isso pôde descuidar do preparo corporal. Ricardo Martins, por exemplo, faz dança contemporânea e de salão, aula de canto e vai começar a aprender violão. No reforço da atuação, conta com o apoio dos atores mais experientes com quem contracena, Eduardo Galvão e Juliana Barone. "Ela me ajuda o tempo todo, nossa química é ótima."  Com história de amor típica, dança em excesso e uma protagonista na faixa dos 20 anos, Dance, Dance, Dance tem potencial para atrair o público adolescente e jovem, como admite Elisabetta. Mas a novela, ela garante, "é para toda a família". E o medo da concorrência? Isso parece não abalar a Band. "Nossa novela e Duas Caras vão ser as duas primeiras feitas em alta definição. Então, é uma boa data de estréia."

Mais conteúdo sobre:
Dance, Dance, Dance

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.