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Dan Stulbach está pronto para comandar a bancada do 'CQC'

Âncora estreia dia 9 sem receio de ser comparado a Marcelo Tas

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2015 | 19h45

Pela primeira vez em 12 anos, Dan Stulbach pisa em uma TV aberta que não é a Globo. A chegada à bancada do CQC, programa que passará a ancorar a partir do dia 9, na tela da Band, tem lhe valido uma série de experiências inéditas, a começar pela mudança de casa. O ator estará cercado por Marco Luque e Rafael Cortez, sentado bem na cadeira onde o público se habituou a ver Marcelo Tas por sete anos. A própria troca de um pelo outro, ambos de personalidades e trajetórias bastante distintas, já prevê uma concepção completamente nova ao programa, sem reformas significativas no tradicional formato que abriga os homens de preto. “Acho que eu não entro pra substituir o Tas, entro pra fazer o CQC.” 

O ator falou com exclusividade ao Estado, pouco antes de entrar em cena no palco do Tuca, teatro que tem lotado para a peça Meu Deus, com ele e Irene Ravache. As comparações com Tas no CQC talvez até fossem mais latentes se o novo ocupante do posto viesse do stand up ou de um universo mais próximo ao de Tas, o que não é o caso. Dan é sobretudo ator e diretor. Foi casualmente se descobrindo competente na função de apresentador, desde o programa semanal que comanda na rádio CBN, Hora de Expediente. Depois veio uma proposta do canal GNT para comandar o Saia Justa masculino produzido durante as férias das titulares - o que deverá virar programa fixo do canal, desde que a Band o libere para tanto - e, finalmente, um convite da Globo para ocupar a vaga de Fátima Bernardes no Encontro, também nas férias da apresentadora.


E o que teria motivado a direção da Band a convidá-lo. “Não sei”, admite. “Fiz essa pergunta para os Diegos (Guebel, diretor de conteúdo da Band e um dos criadores do formato, na Argentina, e Barredo, da produtora Eyeworks/Cuatro Cabezas) e ouvi respostas muito legais.”

Pouco antes de iniciar a conversa com a Band, Dan ainda negociava com a Globo uma proposta que previa expedientes como apresentador e ator. Primeiro cotado para o papel de Téo Pereira, personagem de sucesso de Paulo Betti na novela Império, Dan esteve no ar pela última vez no seriado Segunda Dama, com Heloísa Périssé, no ano passado. 

Assegura que a proposta financeira não foi fator determinante para aceitar o convite da Band. “Dava quase no mesmo do que poderia ter sido na Globo”, diz. A grande tentação foi aterrissar em um programa que ele sabe ser o único meio de informação, ainda que involuntariamente, de uma geração nem sempre antenada com o noticiário tradicional. São espectadores que muitas vezes buscam entretenimento e acabam tomando gosto pela informação.

É nesse contexto que Dan aprecia muito a ideia de dar seu pitaco e contribuir para dias melhores, por meio daquela bancada. Sabe que a nova função o coloca - e bem ele, que tanto preza pela discrição de suas opiniões e vida privada - em uma esfera de maior exposição. Mas não se acanha, nem nesses tempos em que a política tem motivado reações tão passionais, alimentadas pela democratização das redes sociais. “É um pouco o que eu já faço no Saia Justa, guardadas as devidas proporções: dou minha opinião, mas não necessariamente defendo este ou aquele partido, esta ou aquela pessoa, até porque, ao longo da vida, já tive vários partidos e várias pessoas em quem acreditei e desacreditei. Exatamente por isso, acredito na mudança da opinião e acredito muito na diferença. Eu sempre digo isso porque o Brasil é, ou pelo menos foi, o país da aceitação da diferença. Foi o país pra onde os meus pais (poloneses) puderam vir depois de terem as famílias dizimadas e serem aceitos aqui como eles eram. Eu fui criado a partir de uma aceitação da diferença. Com todas as nossas diferenças sociais, as nossas discussões de cotas, nossa busca por um ideal social, acho que a gente tem na identidade brasileira essa aceitação da diferença.”

De quebra, Dan propôs à Band a criação de um núcleo de dramaturgia e põe fé de que a emissora volte a ter um olhar para esse segmento. Mas não condicionou sua contratação a isso. A Band tem um passado do qual se orgulhar, nesse terreno, abandonado por questões econômicas. “Fazer dramaturgia na TV está cada vez mais barato, tecnologicamente, e tem cada vez mais gente escrevendo. Há mais acesso à câmera, muita produtora em São Paulo, muito ator em São Paulo, muita demanda por espaço”, acredita. O momento, no entanto, pede exclusividade à nova função. Dan ainda não propôs nada de dramaturgia à Band. Quer primeiro tomar seu assento no CQC.

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