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Da Barra Funda a NY

Trocada por Ana Paula Padrão, a jornalista Adriana Araújo nega ter sido traída pela Record

Alline Dauroiz, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 23h19

Com passaporte carimbado para Nova York, a jornalista Adriana Araújo contraria as línguas alheias e garante não ter ficado magoada ao perder o posto de âncora do Jornal da Record para Ana Paula Padrão. "Fiquei passada com a imprensa dizendo que eu tinha sido traída", diz. "Não sou dessas pessoas que ficam ligando para colegas para plantar notícias."

Segundo a versão da moça para os fatos, em setembro do ano passado, quando ela foi chamada para renovar seu contrato com a rede (que vencia em janeiro de 2009), a Record a avisou que ela ficaria só por mais um tempo à frente do noticiário. Além de apresentadora, portanto, seu novo contrato (até 2012) abrange as funções de repórter, editora e correspondente internacional. Foi fácil depois ligar o desconfiômetro, quando em janeiro, ela ouviu os primeiros rumores sobre a ida de Padrão para a Record.

"Uma semana antes do anúncio oficial, dia 30 de abril, o Douglas Tavolaro (diretor de Jornalismo da Record) me contou sobre a Padrão e colocou à minha disposição todos os programas da casa. Valorizaram meu trabalho", defende Adriana. "Só ficaria muito, mas muito chateada, se eles tivessem me tirado do ar, sem contraproposta."

Ser correspondente internacional, afirma, era o que faltava para sua carreira. Antes dos três anos na bancada do JR, a mineira de 37 anos foi repórter por 12 anos do Jornal Nacional e Jornal Hoje, na Globo.

"Sabe o que foi mais difícil nisso tudo? Apresentar o jornal por mais uma semana, sem poder contar nada para o Celso Freitas." Com o companheiro de bancada, ela diz que criou uma relação de afeto.

Em parceria com a repórter Heloísa Vilela, que está em Washington, Adriana cobrirá o noticiário econômico no centro financeiro de Wall Street, mas também falará de política, comportamento, moda, gastronomia e do comportamento dos nova-iorquinos", conta.

Prevista para junho, a mudança da jornalista tem prazo inicial de um ano. "Isso pode ser estendido até 2012. Mas é um tempo para eu e minha filha nos acostumarmos", diz. Aliás, a herdeira Giovanna, de 11 anos, é a mais empolgada com a novidade. "Quando as notícias sobre mim começaram a sair na internet, minha filha disse: "Ah! Relaxa, mãe! Pensa na Broadway (risos)!"

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