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Crítica 'La Casa de Papel', 4.ª temporada: série ganha mais ação e suspense

É interessante observar que, passadas quatro temporadas, a estrutura do roteiro e os ingredientes seminais da trama estão preservados

Adriana Del Ré, O Estado de S. Paulo

31 de março de 2020 | 05h00

Mais ação e mais suspense. Em sua nova temporada, La Casa de Papel volta a apostar suas fichas em dois elementos que estão na base da narrativa da série, mas aumenta ainda mais o tom. E isso garante momentos de tensão e sobressaltos. O elenco, já bem entrosado, ganha um novo membro, que cumpre um papel importante, mas que não podemos revelar aqui. Mas preste atenção: você vai identificá-lo logo no começo. 

Esta 4.ª parte da série funciona como um desdobramento da 3.ª parte, assim como a 2.ª temporada dava continuidade à 1.ª. Mas há uma diferença significativa entre essas duas dobradinhas: a 2.ª temporada não conseguiu manter o mesmo fôlego da temporada de estreia, que arrebatou o público pela combinação de elenco, história e ritmo. Já na 3.ª fase, a série retomou a boa forma e, enfim, a 4.ª temporada supera a anterior. 

É interessante observar que, passadas quatro temporadas, a estrutura do roteiro e os ingredientes seminais da trama estão preservados. Estão lá os flashbacks; a cantoria que marca algum momento alegre da história; a queda de braço entre bandidos, por quem o público sente empatia, e policiais, que ganham ares de vilões. Mas, acima de tudo, perpetua a ideia de que não existem planos perfeitos diante da imprevisibilidade de ação e sentimentos do ser humano. 

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