'Criei um padrão de celebridade'

Convenhamos: demorou muito para Pamela Anderson ganhar o seu reality show. A grande sex symbol dos anos 1990 sempre teve sua vida pessoal esmiuçada pela mídia. Que o digam suas fitas pornográficas amadoras (sim, foram duas!), que fizeram um tremendo sucesso nos primórdios da internet. Curiosamente, isso fez dela "pioneira" numa maneira muito utilizada hoje para se tornar uma celebridade. Por telefone, Pamela conversou com o Estado sobre Pam: Girl on the Loose, seu reality que estréia em janeiro no Brasil, pelo canal E!.Por que tanta demora para ganhar um reality show?(Risos) Eu recebo convites para estrelar um desde que inventaram esse tipo de programa. Sempre achei que isso era algo assustador, que mostrava sua vida demais. Mas pensei: "Quer saber? Eu gosto desse desafio, de realizar trabalhos que justamente não acho que seriam a minha praia". Daí eu falei com o E! e fiz algumas exigências: de que o programa fosse realmente um show de realidade, sem coisas combinadas, de que ele fosse filmado como um vídeo caseiro, sem closes, e também que meus filhos não aparecessem. E toparam tudo! Aí eu não pude dizer não. É TV moderna e os americanos adoram programas de realidade. No que o seu programa difere do reality de Denise Richards e de outros shows do gênero?Deixe-me ver... Ele é bem mais real: eu o considero um documentário dividido em oito partes. Vou mostrar que sou mãe, trabalhadora e que faço muitos trabalhos de caridade. Eu vim do Canadá, de uma cidade bem pequena, e minha primeira experiência foi logo uma Playboy. Daí quando vi me apaixonei por um roqueiro e tive duas lindas crianças. Minha vida mudou aí. Ainda tenho meus momentos loucos, claro. Hoje estou mais dedicada em fazer boas coisas com o mundo. Sempre senti que podia ser professora ou até mesmo uma embaixatriz da ONU. Então quem esperar aquela Pamela "sex symbol" vai ficar decepcionado...Eu definitivamente sou eu mesma no programa. Apenas faço umas fotos artísticas para o David LaChapelle. Mas eu não apareço nua, nua. Sei que a minha imagem é associada a nudez, não me importo. Não tentei explorar esse lado.Como você vê o remake de Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile)? Se pintasse um convite para fazer outro Baywatch (SOS Malibu), você toparia?Meu Deus! Eu o amava do jeito que ele era. As pessoas me dizem para eu fazer um filme do Baywatch, não sei mais o que do Baywatch... Mas eu não quero arruiná-lo. Foi um ótimo show - inocente, mas bonito. Não teria como ele ser o mesmo de novo.Paris Hilton e Kim Kardashian ganharam realities após seus vídeos pornôs caseiros caírem na web. Você criou um novo jeito de ser uma celebridade?Infelizmente criei uma tendência horrível! É claro que não tive essa intenção, nunca ganhei nada com os vídeos. As pessoas que fizeram depois foi por publicidade e de propósito. Briguei muito na Justiça e o jeito foi seguir a minha vida. Mas você está certo, parece que eu criei um padrão! (risos)  

Gustavo Miller, de O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2008 | 21h19

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