Criador diz sentir inveja da série

Foi o autor americano Jeff Lindsay que, de maneira magistral, manipulou e subverteu referências da literatura policial para criar o personagem vivido na TV pelo ator Michael C. Hall. Mas, agora, depois do grande sucesso de Dexter, ele chega a confessar que de vez em quando sente uma ponta de inveja quando vê alguma "solução genial" criada pelos roteiristas da série de TV. "Já aconteceu de eu assistir a algum episódio e pensar 'por que não pensei nisso antes'?", diz.Em entrevista ao Estado em setembro, na ocasião do lançamento de Dexter - A Mão Esquerda de Deus (Editora Planeta), Lindsay disse que procura se manter o mais afastado possível da equipe que trabalha com seu personagem na TV - "para não influenciar, nem ser influenciado". Darkly Dreaming Dexter, no original, é o primeiro de uma série de três títulos e foi a base para a primeira temporada da série. Os outros dois - Dearly Devoted Dexter e Dexter In The Dark - têm lançamento previsto no Brasil para o ano que vem."Eu costumo sonhar com o Dexter, mas ainda não o vejo em sonhos como o Michael C. Hall", brincou o autor, que acaba de fazer uma participação como ator na temporada da série. Se ele não sonha, a gente sonha. Ou, ao menos, não consegue conter as imagens de Hall passando pela mente quando lê o livro que deu origem a Dexter. O que nos leva a crer, de pronto, que não poderia haver outro destino para a obra de Lindsay senão uma adaptação para a TV ou o cinema. E que não poderia - ou deveria - haver outro Dexter senão um com aquele olhar enviezado de Hall.

Patrícia Villalba, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2008 | 00h42

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