Corpo de Roberto Gómez Bolaños, o Chaves, é enterrado na Cidade do México

Cerimônia reuniu familiares, amigos e vários fãs de Chespirito

O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2014 | 19h03

O corpo do humorista Roberto Gómez Bolaños foi enterrado na tarde desta segunda-feira, 1°, no cemitério Panteón Francés, na Cidade do México, após várias homenagens no fim de semana. Outras personalidades como Maria Félix, Joaquín Pardave, Pedro Infante e Javier Solís estão enterradas no mesmo local. A cerimônia reuniu familiares, amigos e vários fãs de Chespirito. No último domingo, 30, mais de 40 mil pessoas foram ao Estádio Azteca prestar homenagens a Roberto Gómez Bolaños.

Faixas vermelhas penduradas decoraram a estrutura monumental do estádio Azteca. "Siganme los buenos!", pediam, um convite ao último adeus a um dos ídolos máximos dos mexicanos. O estádio, imponente templo do futebol com sua capacidade para 110 mil pessoas, tem suas cercas decoradas com imagens de Pelé e Maradona, que aqui ergueram as taças dos Mundiais de 70 e 86.

Antenas de Chapolin, roupas surradas de suspensório, cabelos presos em maria-chiquinhas tortas como a Chiquinha infantilizavam um público formado por famílias inteiras, de crianças a idosos, que já se aglomerava na entrada principal às 10h, hora local. Comerciantes vendiam de camisetas a flores brancas, martelos do Chapolin, tiaras brilhantes com antenas, balões e velas.

Às 14h45, também da hora local, um padre acompanhado por dois coroinhas entrou na área do evento, onde um púlpito foi improvisado, para dar início à missa católica que seria a parte final da homenagem a Roberto Gómez Bolaños. Nas leituras da missa, uma mensagem de repúdio à violência - um tema em voga no México, inflamado por manifestações sociais - e sobre o significado da morte.

A essa altura da tarde, o público começou a deixar o Azteca. A missa teve ainda Ave Maria cantada ao vivo e comunhão dos familiares que estavam na área reservada. Em seguida, um grupo de cerca de 100 crianças surgiu, todas uniformizadas de Chaves e Chapolin, cada uma com uma caixa branca nas mãos. Posicionados ao redor do caixão, acompanharam com coreografia a música-tema do evento, uma melodia infantil de despedida a Chespirito. Caixas abertas, as crianças soltaram pombas ao ar - ato que não teve o efeito esperado já que a maioria delas não voou.

Um grupo de mariachis, então, deu o toque final de dramalhão mexicano ao acompanhar a saída do caixão. Florinda Meza, viúva de Bolaños, que não quis discursar na cerimônia, optou por um gesto simbólico: apanhou uma das pombas e caminhou ao centro do gramado para soltá-la ao ar. Mas o efeito dramático acabou saindo pela culatra e o momento foi cômico e um tanto desconsertante. A pomba não voou, Florinda se irritou com os câmeras que a seguiam de perto e a cerimônia foi encerrada às 16h, no melhor estilo Chaves.

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