'Conversa Com Bial' se consolida como um dos melhores talk-shows da TV brasileira

'Conversa Com Bial' se consolida como um dos melhores talk-shows da TV brasileira

Em sua 2ª temporada, programa atinge a marca de 200 edições, com bom ritmo e vários convidados por tema

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 06h01

Quando Pedro Bial foi confirmado, em 2016, como o substituto de Jô Soares – que se despedia de seu Programa do Jô, na Globo –, especulava-se o que o então novo dono do horário na emissora traria ao formato. Jornalista com muitos anos de experiência, Bial havia deixado o Big Brother Brasil, que comandou por 16 edições, para assumir a nova empreitada. Ou seja, o entretenimento era um campo com o qual ele também estava familiarizado. Em maio do ano passado, Conversa Com Bial estreou com Cármen Lúcia e Fernanda Torres no sofá dos convidados, e Bial visivelmente tateando seu tom como apresentador de talk-show. Estava ansioso, admite ele, ao Estado

+++ ‘Rita Lee foi o nosso talismã’, diz Bial sobre a 1ª temporada de seu programa, que está de volta

Agora, mais de 200 edições depois daquela estreia (marca alcançada no último dia 21, com o best-seller Dan Brown), Pedro Bial tem hoje um dos melhores programas do gênero da TV brasileira. A ideia de reunir vários convidados para debater um mesmo tema se consolidou na 2.ª temporada, que atualmente está no ar. O que rendeu emocionantes programas, como os dedicados ao autismo e à adoção.

Numa difícil ‘escolha de Sofia’, Bial cita alguns de seus programas eleitos, como com a compositora e escritora Rita Lee e com o do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, ambos da 1.ª temporada, mas a nova safra de entrevistas parece estar mais pulsante em sua memória. 

Aliás, este ano é que Bial teve certeza de que ele e sua equipe acertaram, conta o apresentador. “Eu já estava bastante contente ano passado, principalmente no segundo semestre. Acho que a gente encontrou uma linguagem própria, mas o início deste ano me animou muito, porque a gente vem conseguindo uma média de qualidade muito alta, a meu ver – e eu sou bastante rigoroso com meu próprio trabalho. Então, a 2.ª temporada veio reforçar um sentimento de satisfação, de sucesso, que se insinuou no segundo semestre do ano passado.”

E o que eles desejavam para esta 2.ª temporada? Se aprofundar mais nos temas? “A gente gosta dos programas com temas, mas a gente sempre chega aos temas depois de ter encontrado um personagem que nos leve a ele”, explica Bial. Assim foi com Amanda Paschoal, autista e ativista da causa, que participou do programa sobre autismo ao lado da psiquiatra infantil Raquel del Monde e do jornalista Luiz Fernando Vianna, pai de um menino autista, e, na plateia, a jornalista Andrea Werner, também mãe de um autista. No final, Amanda cantou Máscara, sucesso de Pitty. “A presença da Amanda Paschoal foi fundamental. Ela, por si só, valia um programa, mas, a partir dela, a coisa cresceu e apontou para vários lados.”

Ele destaca ainda em seu Conversa Com Bial, que tem direção artística de Monica Almeida, as entrevistas internacionais e os musicais. “Um programa de TV em geral e os talk-shows em particular refletem a pessoa que apresenta o programa. Não tem jeito: acaba ficando com a cara, o pensamento e a personalidade daquela pessoa. Quando conversei com o Jô no ano retrasado, ele falou: o que faz a diferença é a pessoa atrás da bancada”, comenta ele.

“Não concordo com aquela máxima do jornalismo que a gente sempre tem de ouvir o outro lado. Acho muito pouco, não tem só um outro lado, há centenas de lados. Não ter uma versão oficial da história, mas várias versões enriquece a democracia, aperfeiçoa nossas relações.” 

4 Destaques:

Rita Lee

Na 1ª temporada; ela virou a ‘santa padroeira’ do programa

Autismo

Importante entrevista com a autista Amanda Paschoal

Cazuza

Participação da mãe Lucinha Araújo, que ainda cantou

Adoção

Milton Nascimento apresentou seu filho adotivo

 

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