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'Constantine' sai dos quadrinhos e vira série

Angélica Celaya, atriz da superprodução, fala sobre experiências sobrenaturais do elenco e confessa ser fã de ‘O Clone'

João Fernando, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2014 | 16h00

 O elenco da série Constantine, cujo personagem-título é um caçador de demônios, tem lidado com forças sobrenaturais na ficção e na realidade. “Estávamos gravando de madrugada, em um cemitério. Ficamos andando. Aí, ouvi um assovio e fiquei pensando de onde vinha, Perguntei ao coveiro e ele disse que era de um homem que tinha morrido e que sempre assoviava aquela hora. Eu disse, claro”, diverte-se Angélica Celaya, uma das protagonista da atração inspirada nos quadrinhos Hellblazer, que estreia na sexta-feira, às 22h30, no canal Space.


Ao lado de John Constantine (Matt Ryan), ela dá vida a Zed, uma das personagens cujos dons vão além dos humanos comuns. Na trama, ela é uma artista plástica que tem visões sobre o protagonista. “Ela fica no apartamento desenhando e pintando, pirando porque tudo o que ela tem na mente é John Constantine. Ela pode sentir o que vai acontecer. E, por alguma razão, sempre o vê”, explica a atriz, que aparecerá mais a partir do segundo episódio. 

Zed fica ainda mais afetada ao se deparar com Constantine. “Ela o encontra e vê que as visões são reais. Ela nem acredita que pode tocá-lo. Fica animada, porém, ao mesmo tempo, assustada ao pensar por que precisa encontrá-lo, por que ele aparece na vida dela”, detalha a atriz. O personagem passa os episódios procurando pistas de espíritos do mal que atacam e possuem corpos de mortais.

Angélica conta que mudou a relação com produções que abordam o sobrenatural após integrar o elenco da série. “Você vê filmes de terror e volta para casa. Aí, acorda com sede às 3 da madrugada e fica com medo de buscar um copo d’água porque acha que vai aparecer alguém que vai te matar ou um boneco assassino vai andar no corredor. Depois que você aprende como se gravam essas cenas e histórias, pensa: ‘Agora, eu posso buscar minha água no meio da noite. Sei o que estará me esperando no corredor”, conta. “Já fiz parte do público que fica com medo. Hoje, já sei me defender. A série virou uma terapia para mim para acabar com meus medos do sobrenatural.”

A quantidade de efeitos, aliás, é uma das marcas da série, repleta de computação gráfica por cota dos anjos e demônios. Constantine, obra da DC Comics, que já foi transformada em filme estrelado por Keanu Reeves, exibido em 2005, segue uma tendência da TV norte-americana em rodar séries derivadas de estrelas dos quadrinhos. Atualmente, estão no ar Gotham, sobre o comissário Gordon, aliado de Batman, além de The Flash e Arrow, todas exibidas no Brasil pela Warner.

Além da parte tecnológica, Constantine teve investimento em profissionais conhecidos por outras produções para TV. A própria Angélica deu expediente na segunda versão de Dallas. Na atração, estão ainda Harold Perrineau (Lost) e Charles Halford (True Detective). O produtor executivo é Daniel Cerone, o mesmo de Dexter e The Mentalist, e o diretor é Neil Mareshall, de Game of Thrones.

Reviravoltas em sequência marcam a trama da versão televisiva de Constantine. “Cada episódio tem um vilão diferente. Nunca sei o que vou gravar na semana que vem. Agora, estou no 11.º. Na semana que vem, começa o novo e ainda não sei o que vai acontecer. Eles (roteiristas) não dão dicas. Quando descobrimos o que vai acontecer, é como um presente de Natal”, exagera Angélica, que conversou com o Estado por telefone na semana passada.

Com experiência em produções norte-americanas e latinas, por causa de seu pai mexicano, a atriz, de 32 anos, tem fixação pela novela O Clone (2001), de Gloria Perez. “Eu era adolescente quando vi essa novela do começo ao fim. Corria da escola para casa para assistir”, confessa ela, fã da protagonista vivida por Giovanna Antonelli. “Eu me vesti como ela no Halloween. Queria ser a Jade, eu a amo! Por favor, diga a ela que sempre quis ser parecida com ela, aquele cabelo comprido, o jeito que ela mexia os quadris”, derrete-se.

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