Alex Silva/AE
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Conselheiros da Fundação que rege a TV Cultura elegem novo presidente

Belisário dos Santos foi o escolhido, com 26 votos, para ocupar o cargo pelos próximos três anos

Cristina Padiglione,

14 de maio de 2012 | 11h55

A Fundação Padre Anchieta (FPA), mantenedora da TV Cultura, da TV Rá-Tim-Bum (canal pago), da Cultura Marcas e das rádios Cultura AM e FM, elegeu hoje Belisário dos Santos Jr. para a presidência de seu Conselho Curador. Ele recebeu 26 votos, contra 15 de seu adversário.

A escolha do nome para ocupar o cargo pelos próximos três anos deveria ter ocorrido em 16 de abril passado, mas houve então empate, em 21 a 21 votos, entre Jorge da Cunha Lima (ex-presidente da Fundação e do próprio Conselho) e Belisário dos Santos Jr. (que concorria ao posto pela primeira vez). Na ocasião, cinco membros faltaram. Para vencer, o candidato deveria obter 24 votos – ou a maioria dos presentes, mais um.

O Conselho da FPA é composto por 47 membros, sendo três vitalícios, 20 natos (representantes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, de secretarias estaduais, universidades e outras instituições), 23 eletivos e um representante dos empregados. Só podem ser elegíveis personalidades indicadas no mínimo por oito conselheiros e, para serem eleitas, elas devem contar com a maioria dos votos (24).

Segundo o estatuto da Fundação, “compete ao presidente” do Conselho: “a representação da Fundação perante as entidades internacionais e nacionais, públicas e privadas, representativas ou de atuação institucional no setor da comunicação social” e “a direção e supervisão das atividades do Conselho e sua convocação”.

A Fundação Padre Anchieta completa em setembro 45 anos, com uma equação a resolver: como TV pública disposta a difundir educação e cultura, a TV Cultura não rege sua programação pelos números do Ibope, mas tem a missão de fazer esse conhecimento chegar ao público, o que não a livra da necessidade de avaliar pesquisas de audiência.

Em tese, a função do Conselho Curador é garantir autonomia à FPA, abastecida sobretudo por repasse de verba do governo de São Paulo, e por recursos produzidos por suas emissoras, como a venda de apoio cultural e o comércio de DVDs gerados pela programação. Nesse quesito, o paiol do Cocoricó é líder.

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