Como ele deduz tudo isso?

The Mentalist, em cartaz na Warner, foi uma das estréias mais comentadas da temporada nos EUA. Sei que muita gente vai me xingar, mas ainda não sei o que há de tão especial em Patrick Jane, personagem de Simon Baker que é vidente demais para o meu gosto. Explico. Uma amiga pediu uma descrição sobre a série e, quando terminei, ela me perguntou: "Ah, é uma espécie de Monk, sem TOC?" Não, não é. Patrick usa a observação e a dedução para ajudar a polícia a desvendar crimes. Mas, diferentemente de Monk, o público não fica sabendo como o moço chegou às mais malucas conclusões em questão de minutos. Não que The Mentalist seja ruim. Mas alguns detalhes me deixaram profundamente irritada. No piloto, por exemplo, o detetive vê a mãe de uma menina que foi assassinada repelir o marido durante o velório e já deduz tudo: o pai abusava da filha e a mãe sabia que ele havia matado a garota. Aí o leitor pensa: "Houve uma cena de repulsa." Até posso concordar, mas em outro crime, Patrick vê um homem morto, na sala de autópsia, coberto com um lençol e, após menos de um minuto - e zero contato com o defunto -, fala: "Ele é gay." Ah, vá! Como ele pôde saber disso ao observar o cara nessa situação, morto, imóvel e coberto? Isso é que é um "gaydar" eficiente! Mas fiquei feliz ao ver o vencedor do Emmy Zeljko Ivanek em um episódio da série - e novamente perturbado. Já Eleventh Hour ainda vai ter de suar muito para me convencer. O dr. Jacob Hood não é uma versão masculina de Dana Scully, de Arquivo X? Dizem que o original britânico é bem bacana. Bem, geralmente isso acontece. É raro aparecer um The Office nos EUA.

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