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Comediante Ankito morre, aos 85 anos, de câncer

Astro de chanchadas da década de 50, o paulistano vinha participando do humorístico da TV Globo Zorra Total

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2009 | 00h47

O comediante Ankito morreu na segunda-feira, 30, no Rio, de câncer, aos 85 anos. Havia um ano e meio ele tratava um tumor no pulmão. Astro de chanchadas da década de 50, o paulistano, que se chamava Anchizes Pinto, vinha participando do humorístico da TV Globo Zorra Total. Ele morava em um sítio no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, com a mulher, a atriz Denise Casais. Seu corpo será enterrado nesta terça-feira, 31, no Cemitério do Catumbi.

 

Denise lançou em fevereiro a biografia Ankito, Minha Vida... Meus Humores, pela Funarte, que levou 15 anos para escrever. Lançado para apresentar Ankito às novas gerações, o livro - de quase 200 páginas e com muitas fotos de seu acervo particular, além de reproduções de cartazes de filmes - demorou a sair justamente por causa do seu grave estado de saúde. A noite de autógrafos, com a presença do humorista, atraiu fãs e colegas.

 

Ankito começou a carreira de ator ainda adolescente, fazendo teatro mambembe (também deu expediente no Cassino da Urca, como acrobata). Descoberto pelo pianista Benê Nunes, estreou no cinema - meio que o consagrou em dezenas de filmes - em 1952, em É Fogo na Roupa, de Watson Macedo.

 

Com o amigo Grande Otelo, contracenou em 12 títulos. Eles alcançaram o sucesso com De Pernas pro Ar (1956), É de Chuá (1958), Os Três Cangaceiros e Pistoleiro Bossa Nova (ambos de 1959), todos dirigidos por Victor Lima. "Sempre me senti muito à vontade no cinema, que se tornou meu veículo preferido para trabalhar", afirmou em entrevista ao Estado, em 2000, ao voltar a atuar no teatro a convite de Paulo José, em A Controvérsia. Também participou, na televisão, de novelas, minisséries e programas de humor.

 

Ankito nasceu no Brás, em família de artistas circenses: seu pai era o palhaço Faísca; seu tio, Piolim. Trabalhou no picadeiro muitos anos, como malabarista, acrobata e palhaço, e se orgulhava muito dessa origem. "Meu maior orgulho foi ter nascido em circo e ter aprendido tudo o que sei por lá, com meus avós e meus pais." Como gostava de dizer, "quem vem do circo, sabe fazer de tudo".

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