Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Comédia imagina a rotina de argentinos no Brasil durante a Copa

Série 'Copa do Caos' acompanha amigos que, na tentativa de ir ao Rio, acabam se metendo em furadas

João Fernando, O Estado de S. Paulo

19 de março de 2014 | 19h30

Apesar de serem rivais dos brasileiros de longa data, os argentinos estão levando fé de que estádios inacabados, manifestantes nas ruas e preços surreais não são impedimentos para a bola rolar no maior campeonato de futebol do planeta. Pelo menos para a dupla de protagonistas de Copa do Caos, série de ficção da MTV, com estreia marcada para esta quinta-feira, 20, às 22h30. 

“A América do Sul é caótica e na Copa vai ser igual. Em todos os países (que sediaram o evento) houve caos. As pessoas daqui enfrentam o poder, o que não acontece em outros continentes, onde estão totalmente submetidos às regras”, avalia o ator hermano Juan Isola. Na trama, ele é Charly, que, na companhia do amigo Pipo (Hernán Franco), sai de Buenos Aires rumo ao Rio de Janeiro, onde pretendem assistir a uma partida da seleção argentina no Maracanã. 

Por engano, a dupla desembarca em São Paulo e, de cara, é achacada por um taxista que avisa que as corridas são cobradas em dólares no período dos jogos. Juan não vê problema nos preços exorbitantes nas cidades-sede da Copa. “Em qualquer evento turístico, elevam os preços. Isso eu concordo, pois favorece o povo brasileiro. Na Copa, o pequeno comerciante também tem de ganhar dinheiro”, sentencia o argentino, que alterna espanhol e portunhol durante a entrevista.

Com pouco dinheiro, os dois vão para um albergue de Miguel (Alexandre Freitas), primo de Charly, que acompanha a tendência do País e cobra R$ 3 mil em um pacote de quatro dias para duas pessoas na época dos jogos. 

Para manter o plano de ir ao Rio, os protagonista procuram trabalho e tentam bicos como mascotes da Copa, médicos e até cantores, em um concurso de jingles sobre o mundial de futebol. Para a missão de gravar uma música, Pipo e Charly convocam Clara (Jéssica Drago), a recepcionista do albergue, para quem vivem jogando charme. 

Os atores só aprenderam português ao chegar para gravar a série, primeira produção brasileira de ficção desde que a MTV voltou ao controle da Viacom. Além de receberem orientações de diretores brasileiros e argentinos, eles tiveram contato com o idioma ao frequentar bares da Vila Madalena, onde fica o albergue que serviu de locação, e da Rua Augusta. “Descobri que, bebendo, falo melhor o português”, brinca Hernán Franco. O ator lamenta não ter conhecido o resto do País para dar sua impressão. “Cada vez que me perguntam isso, não sei o que responder. Só conheci São Paulo. O jeito de falar das pessoas é confuso. As palavras têm significados diferentes.”

Os dois acreditam que a Copa será tranquila mesmo com as manifestações. “Como estrangeiro, não sei de que lado ficar. Não sei se vai ser uma grande festa, mas vai ser uma festa”, aposta Hernán. Juan torce para que os jogos aconteçam normalmente. “Espero que seja em paz.” 

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