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Com que roupa eu vou?

Figurino da competição do Domingão rende polêmica e espetáculo à parte

Keila Jimenez, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2009 | 00h15

Embalagem é tudo. Claro que os "Carlinhos de Jesus" adormecidos em galãs fora de forma divertem. No entanto, não há quem não repare nos figurinos da Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão. Tá, vai, os homens não reparam na roupa, e sim na ausência dela. Mas, independentemente do olhar, os modelitos dos ilustres pés de valsa são parte importante da competição.

"Claro que já há uma expectativa do público e dos artistas em torno da roupas e já aprendemos a lidar com essa pressão", conta a figurinista do quadro, Vera Queiroz. Tarefa nada fácil, uma vez que o trabalho é realizado a toque de caixa. "Recebo a escala dos ritmos e de quem serão os participantes a menos de um mês da estreia", conta ela. "Mas a maioria dos figurinos é feita de uma semana para outra. Na quarta-feira, os artistas provam a roupa alinhavada, crua. Na quinta, eles já provam mais acabada. Faço também uma prova de vídeo", explica Vera. "Os participantes ainda fazem um último ensaio no sábado com a roupa final que vão usar no domingo."

O trabalho de Vera também passa pela prova do estica e puxa. Além de mais flexíveis, os figurinos da Dança dos Famosos têm de ter costura reforçada, bordados que não pinicam. E movimento. As peças femininas usam como base um body colado ao corpo, para facilitar a movimentação.

"Não dá para usar vidrilhos no acabamento. Arranham os bailarinos na hora das pegadas, pode até cortar", diz ela. "Decote redondo também não, porque os peitos da dançarina podem pular para fora", continua. "No acabamento, entram nossas criações. Usamos fio-dental para segurar as franjas das roupas. É mais resistente que a linha de costura e não é duro como linha de pesca, não compromete o movimento da roupa."

E afinal, a melhor embalagem ajuda a vencer a competição? "Não, mas sei que uma roupa bonita faz diferença. Portanto, se fiz algo mais interessante para um artista em uma etapa, na outra, tento agradar mais ao outro para equilibrar", conta Vera, que já foi acusada de privilegiar Christiane Torloni na edição do quadro em 2008. O alvo da polêmica foi um vestido usado pela atriz no passo doble. "Era um vestido com 80 metros de tecido, que pesava 6,5 quilos . Só a Christiane poderia usá-lo. Ela me disse que dominava a dança sevilhana", conta Vera. "Não a privilegiei, apenas dei ao público o melhor do espetáculo."

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