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Com produção de cinema, 'Rei Davi' estreia na Record

Minissérie custou à emissora R$ 23 milhões e teve gravações no Canadá

AE, Agência Estado

24 Janeiro 2012 | 11h03

Em um culto da Igreja Batista, a escritora Vivian de Oliveira ouviu falar no Rei de Israel. "Fui gostando dele", lembra. O encantamento e a admiração se estenderam a leituras da Bíblia e, em reunião com a Record, à ideia de levar à TV a vida do homem de origem humilde como pastor de ovelhas, mas predestinado à grandeza de governar Israel (em 1.035 a.C.). A história de bravura caiu nas graças da emissora de Edir Macedo, foi esmiuçada em luxo e riqueza de detalhes, e virou minissérie grandiosa de 29 episódios. Com orçamento e produção de cinema, "Rei Davi" estreia hoje às 23h.

Gravações no Canadá, mais de mil peças de figurino costuradas e bordadas, mais de 850 armas - escudos, espadas e lanças - para equipar os 150 figurantes cabeludos e barbudos custaram ao bispo a bagatela de R$ 23 milhões. Cada capítulo saiu em média por R$ 800 mil, o dobro do que a Globo costuma gastar em seus folhetins de horário nobre. Mas Vivian garante: "Valeu cada centavo". Para fazer jus ao investimento, a autora leu, exaustivamente, cinco versões diferentes da Bíblia e fez revisões e ajustes até chegar à obra final com o diretor, Edson Spinello. "Optei, por exemplo, a deixar de fora a história de Abigail", conta ela, em menção a uma das mulheres de Davi. Ordem da direção, para manter a linha politicamente correta no conteúdo religioso? Vivian nega. "Nunca houve interferência de Edir Macedo", diz ela, que já havia escrito "A História de Ester" (2010). Além disso, a direção de arte ficou a cargo de Maruja Girelli - que assinou as produções globais "Memorial de Maria Moura" (1992), "A Muralha" (2000), "Os Maias" (2001) e "JK" (2006).

De modo geral, o roteiro da minissérie é fiel ao relato bíblico: Leonardo Brício é Davi, cuidador de ovelhas que tem a vida mudada quando começa a tocar harpa para o rei Saul, interpretado por Gracindo Jr. O monarca se encanta pelo garoto e passa a tratá-lo como filho. A jovem Mical (Maria Ribeiro), sua filha maquiavélica, se interessa por ele. Mas Davi se torna guerreiro, e logo herói ao matar o gigante Golias. Ele se casa com Mical e desperta a inveja de Saul. "Ele percebe que Davi é o novo escolhido de Deus para ocupar o reino", explica Vivian. Saul e Davi tornam-se rivais. Davi cumpre seu destino e torna-se Rei, mas seus conflitos só se complicam quando ele se apaixona por outra mulher, Bate-Seba (Renata Domínguez).

Para viver Davi desde os anos de infância aos seus 70 anos, o diretor Edson Spinello deu início aos workshops em maio. Por fim, decidiu-se por dividir o papel: Leandro Leo vive o jovem tocador de harpas; Leonardo Brício, Davi em tempos áureos. O ator, que foi criado vendo filmes bíblicos e no meio de bichos na fazenda de seu padrinho, fez aulas de hebraico além de ensaios de guerra.

Outro nome de peso no elenco é Maria Ribeiro (Tropa de Elite), que leu a biografia de Cleópatra para dar uma postura ríspida a sua Mical. Como Bate-Seba, Renata Domínguez, a outra figura feminina, recebeu cinco camadas de aplique, sem falar das aulas de culinária, a que todo o elenco feminino se submeteu, para aprender a desossar pato e fazer pães. De volta do Canadá, as externas seguiram para Rio de Janeiro e Diamantina (MG). "O mais difícil foram as chuvas de Minas", diz o diretor, que teve que lidar com atrasos nas gravações. "Não é novela do Manoel Carlos, que dá para usar as praias do Leblon", cutuca Spinello. As informações são do Jornal da Tarde.

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