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Com humor, 'Mister Brau’, a nova série das terças, fala sobre ascensão social

Astro excêntrico toma vaga de ‘Tapas & Beijos' a partir da terça-feira, 22; no elenco Lázaro Ramos, Taís Araújo e outros

Cristina Padiglione, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2015 | 03h00

Mister Brau (Lázaro Ramos) e sua Michele (Taís Araújo) estão na área. Astro internacional da música, o personagem de alguma forma se materializou num Lázaro que foi submetido a aulas de canto, fonoaudiologia e repertório especialmente criado para a série que a Globo põe no ar nesta terça, 22, na vaga de Tapas & Beijos. Só uma coisa não muda: o diretor. Responsável pelos primeiros de tantos anos de A Grande Família e, depois, pela criação de Tapas & Beijos, com Cláudio Paiva, Maurício Farias se mantém no comando do horário, agora para botar de pé um projeto de Jorge Furtado. A ideia de Brau, que incomoda os vizinhos de um condomínio na Barra da Tijuca com sua rotina pouco convencional, vem da cabeça do cineasta gaúcho. 

“O seriado de alguma forma tinha essa coisa da inadequação ou a dificuldade de uma classe em ascensão, entrando em espaços em que ela não transitava, mas isso soou meio bobo, e a partir daí, a série foi se modificando”, disse Farias ao Estado.

“Por outro lado, quando eu comecei a fazer uma avaliação para mim, percebi que todos nós, a não ser quem é filho de nobre, em algum lugar da nossa história, vamos encontrar alguém da nossa linhagem que veio do nada”, afirmou.

Para imaginar o que seria a vizinhança de Brau, Farias pensou em Tim Maia, Raul Seixas, Rita Lee, “artistas que em algum momento, nas suas carreiras, tiveram momentos controversos, quebraram com as normas, avançavam”. Ali estão figuras normalmente com muita personalidade, que provocam reações nas pessoas, pelo jeito de levarem a vida.

Musical, o enredo de Brau mereceu um mergulho do diretor no que seria o DNA desse artista. “O que eu achei que era interessante e norteou toda a arte do programa foi buscar, especialmente no Rio, o conhecimento da origem dele e toda a nobreza que há na origem dos artistas brasileiros afrodescendentes, buscar um pouco da arte pura. A gente tem Gil, eu vou mergulhar mais fundo e tratar disso como uma parte que não é exatamente trabalhada, é naturalmente deles.”

Está aí o ponto de partida para imaginar um artista brasileiro de renome internacional. Para dar a dimensão de sua grandeza, Brau comentará qualquer coisa sobre um show que deverá fazer com a cantora Shakira, que, naturalmente, acaba não dando certo. Para a criação do tipo, facilitou muito o fato de Lázaro já ter cantado em outras produções, como Ó Paí, Ó, e ter alguma experiência em aulas de canto. Por trás de toda essa fama, existe ainda uma abordagem sobre o preconceito de gente dita fina por quem alcança alguma ascensão social.

Ao diretor de Comunicação da Globo, Sérgio Valente, experiente publicitário com anos de DM9 nas costas, Farias e Furtado pediram um trato de imagem. “Ele entrou com a visão publicitária do que ele achava. Queríamos saber para onde ele, Sérgio, achava que a gente deveria ir, juntando a isso nossos desejos de transformar Brau num personagem forte, que canta músicas com refrão chiclete – hits que grudam nos ouvidos. 

A Globo criou um site de fato para Brau, com clipes e história própria. Os figurinos, oportunos a um astro, não economizam em brilho e cores. O elenco conta ainda com Fernanda de Freitas, George Sauma e Luís Miranda, e a temporada inicial soma 13 episódios. 

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