Baptistão
Ilustração de família assistindo a serviços de streaming Baptistão

Com a chegada da HBO Max, há espaço para tantos serviços de streaming?

Nos últimos três anos, consumo de vídeo online no mercado brasileiro cresceu 84%, tendência que só aumentou com a pandemia

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

26 de junho de 2021 | 23h00

Com a chegada da HBO Max, nesta terça, 29, a pergunta na cabeça de todo o mundo é: afinal, há espaço para todos esses serviços de streaming de vídeo? Só no último ano, desembarcaram no mercado plataformas como Disney+, Paramount+, Belas Artes à La Carte, Reserva Imovision e Supo Mungam Plus, que se juntaram à Netflix, Amazon Prime Video, Apple TV+, Starzplay, Mubi, Telecine e Globoplay. Em agosto, a Disney lança o Star+, com conteúdo mais adulto que do Disney+. Em setembro, chega o Discovery+.

A resposta provável para a pergunta é não. Mas o mercado brasileiro é atraente. Segundo pesquisa da KPMG, 86% de 1.012 respondedores afirmaram consumir streaming. Nos últimos três anos, o consumo de vídeo online cresceu 84%, uma tendência só acelerada pela pandemia. Numa pesquisa da Kantar Ibope Media, 58% dos respondedores disseram ter assistido a mais streaming pago no período, e 68% aumentaram sua dieta de serviço gratuito. Um relatório da Sherlock Communications revelou que 45% dos brasileiros assinaram pelo menos um serviço em 2020, com 16% aderindo a duas plataformas, 6%, a três, e 2%, a quatro.

E o brasileiro já costuma ver bastante vídeo: 80% no caso dos vídeos online gratuitos (contra 65% dos consumidores em outros países), 72% para vídeos em redes sociais (no mundo, 57%) e 62% em serviços de streaming pagos (50% no mundo). Por dia, cada usuário de VOD pago no País passou 1h49 vendo conteúdo. “O brasileiro tem uma relação muito forte com o vídeo, na comparação com outros países”, disse Adriana Favaro, diretora de Desenvolvimento de Negócios da Kantar Ibope Media, ao Estadão. “A pandemia antecipou muitas tendências nas quais já estávamos de olho. O vídeo passou a ser mais protagonista nesse período.”

As perspectivas são otimistas. Há expectativa de que o mercado brasileiro passe de US$ 689 milhões em faturamento para US$ 1,25 bilhão até 2025. A Digital TV Research previa que o mercado latino-americano cresceria de 42 milhões em 2019 para 81 milhões em 2025. No fim de 2020, revisou a meta para 100,3 milhões. “O brasileiro é ávido por novidades, e a pandemia acelerou isso. O mercado nacional é gigante”, disse Marcio Kanamaru, sócio-líder de Tecnologia, Mídia de Telecomunicações da KPMG no Brasil.

A região ainda sofre com a falta de acesso à banda larga. Tanto que as pesquisas apontam um alto uso de smartphone para assistir a vídeos – o País tem 220 milhões de celulares. Segundo a KPMG, 30% dos brasileiros usam o celular para assistir a seus conteúdos, um número que sobe para 39% para quem tem menos de 25 anos. Um relatório da Penthera apontou um índice ainda mais alto, de 53%. Dos 1.200 latino-americanos entrevistados, 92% já ficaram frustrados com sua experiência no streaming, com 43% dizendo esperar no máximo dois buffers para desistir do conteúdo. A expectativa é que a chegada do 5G possa mudar o cenário – daí o otimismo em relação ao crescimento do mercado. “Quem mora nas periferias tem qualidade de 4G muito baixa. O 5G deve chegar mais facilmente a todo lugar, porque vão ser necessárias muito mais antenas para funcionar”, disse Ricardo Queiroz, sócio da PWC, responsável por um estudo sobre esse mercado no Brasil.

Não admira, portanto, que, diferentemente da aposta num lançamento global do Amazon Prime Video e da Apple TV+, e de um foco primeiro na Europa do Disney+, HBO Max e Paramount+ tenham escolhido a América Latina como seu segundo mercado depois dos Estados Unidos. “Muitos latinos ainda não estão aproveitando o streaming da maneira como esperamos. Então, acreditamos haver um espaço enorme para entrarmos e divertimos a América Latina”, disse Luis Durán, gerente-geral da HBO Max na região, em entrevista ao Estadão em maio. No anúncio do Paramount+ no País, JC Acosta, presidente da ViacomCBS International Studios & Networks America, demonstrou grandes expectativas para o Brasil. “A Pluto TV (serviço de streaming gratuito da companhia) foi lançada com grande sucesso, então esperamos o mesmo com o Paramount+”, disse. 

Para Ricardo Queiroz, o País é um mercado interessante. “Não é só um teste. O Brasil é sempre vanguarda no consumo de dados, acesso a WhatsApp. Eles olham o mercado brasileiro com carinho porque somos digitais, gostamos de ver séries, de redes sociais.” O Brasil é sempre apontado como um dos três mercados principais da Netflix, e a Disney+ também conquistou rapidamente os espectadores locais. Plataformas locais como a Globoplay não demonstram preocupação. “Observamos essa competição de uma maneira extremamente positiva e que trará benefícios ao consumidor”, disse Tiago Lessa, head de Marketing, Aquisição e Engajamento de Produtos e Serviços Digitais Globo. “A tendência é que as plataformas globais convivam com forças locais, mas o fato de termos um DNA brasileiro colabora muito para que a gente idealize e produza, como nenhum outro player, conteúdos totalmente aderentes ao nosso público.”

Mas talvez não haja espaço para todas essas plataformas. “Como não há números exatos, é difícil de saber. O mercado vai se ajustar, como sempre”, disse Jean-Thomas Bernardini, presidente da Reserva Imovision. “Na minha opinião, as plataformas muito pequenas vão ter dificuldade. No streaming, as despesas são muito altas, e a margem de lucro é pequena. Se não tem um caixa, fica mais difícil.”

Para Marcio Kanamaru, as plataformas de streaming de público mais específico podem ter dificuldades, mas existe espaço. “Elas precisarão de criatividade para desenvolver parcerias com empresas que tenham os mesmos valores.” No relatório da KPMG, 47% dos respondedores aceitariam assinar outra plataforma. “O brasileiro entende que o streaming faz parte de sua vida. Mas o preço é importante, e o conteúdo ainda manda”, afirma. A aceleração pode ter sido acima do esperado em 2020 por causa da pandemia, mas não se espera que caia muito quando o coronavírus for domado. “Muito dessa mudança veio para ficar. O grande desafio vai ser fidelizar o consumidor”, disse Favaro. Nos EUA, é cada vez mais comum o consumidor-bumerangue, que pula de serviço em serviço.

André Sturm, do Belas Artes à La Carte, acredita que o streaming vai passar por algo parecido com o que houve com a TV por assinatura. “Aos poucos, o mercado se fechou em praticamente dois operadores e houve uma eliminação de muitos canais”, afirmou. E isso não vale só para as plataformas chamadas de nicho, ou de gosto. Ricardo Queiroz é categórico. “Não vai ter mercado para todo mundo. Eu acredito fortemente que o próximo passo vai ser uma concentração, uma união de forças”, disse. Nos EUA, essa consolidação já começou, com a junção do Discovery (que lança o Discovery+ em setembro no Brasil) e da WarnerMedia, dona da HBO Max, por exemplo. No Brasil, Disney+ fez parceria com a Globoplay. “A tendência é de fusões horizontais, entre serviços de vídeo, mas também a criação de modelos de streaming múltiplos. Por exemplo, é provável que as grandes companhias de streaming entrem em games”, afirmou Kanamaru. A chegada do 5G também permitirá a incorporação de tecnologias imersivas como a realidade aumentada. O mercado, assim, teria menos “players”, com combinação de diversos tipos de entretenimento sob o mesmo serviço. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Famílias abandonam TV aberta e se desdobram em bancar streaming

Grande número de opções atrai público para as plataformas no Brasil

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2021 | 23h00

Não é exagero afirmar que os serviços de streaming estão mudando a dinâmica de convivência em muitas famílias. A possibilidade da utilização de diversas plataformas, como celulares e laptops, transformou o conceito de sala de estar – que não é mais aquele local em que todos se reúnem para assistir a um único programa ou filme.

Além de ressaltar individualidades, o streaming nos ensinou a “maratonar” e nos fez perder a paciência com o chamado “intervalo comercial”. Claro, a consequência dessa revolução tecnológica e comportamental trouxe um novo gasto mensal – já considerado fixo e básico por muitos usuários.

Vejam o caso da família dos empresários Bruno Carramenha, 36 anos, e Márcio Uesugui, 31 anos, pais da produtora cultural Débora Bueno, 21 anos, e de Wesley Carramenha, 10 anos. Assinantes de três serviços de streaming, eles estão prestes a contratar uma quarta opção. “Em casa, cada um desenvolveu um hábito diferente. O Márcio, por exemplo, gosta de ver séries e documentários pelo celular, antes de dormir. A Débora usa muito o Laptop. Já o Wesley é quem assiste a desenhos no sofá da sala”, contou Carramenha. 

Por enquanto, com a assinatura de Netflix, Amazon Prime e Globoplay, a família tem um gasto estimado de R$ 100 mensais. Apesar disso, já existe uma previsão de gastar um pouco mais – com o desejo de assinar o Disney+. “Sonho com o dia em que irão lançar um serviço com todos os serviços de streaming em um só pacote. Você paga, sei lá, R$ 180, e leva tudo o que existe em termos de streaming”, comentou Carramenha.

Para a família, a opção pelos serviços de streaming vai além do entretenimento. Márcio Uesugui, por exemplo, tem uma marca de roupas e acessórios e acredita estar “mais antenado” com as tendências acompanhando os lançamentos de filmes e séries. Além disso, séries e documentários do universo LGBTQIA+ são usados por Carramenha e Uesugui como fontes de referência para o próprio trabalho de influenciadores digitais no Instagram Papais a Bordo (@papais_a_bordo).

Já a família da advogada Caroline Nogueira, 27 anos, assina cinco serviços de streaming – e estima um gasto mensal de R$ 150. “No passado, minha família usou muito videolocadoras. Lembro muito de ir para uma locadora na sexta-feira e alugar filmes para todo o fim de semana. De alguma forma, os serviços de streaming trouxeram esse passado de volta, acho que substituem as locadoras”, contou Caroline. 

Apesar de cada membro da família se identificar com um estilo diferente de entretenimento, Caroline afirmou que a variedade de opções fez com que eles “trocassem mais figurinhas sobre cinema e séries”. “O que acontece é que a gente acaba influenciando o gosto um do outro. Eu indico uma séria para minha mãe; ela me fala de algo que assistiu e gostou muito...”, enumerou.

Atualmente, na casa de Caroline a TV aberta está reservada apenas para eventos, a maioria deles esportivos, como uma corrida de Fórmula 1, jogo de futebol e, eventualmente, noticiário.

Para quem divide apartamento, como é o caso da relações-públicas Beatriz Barrocal Fernandes, 23 anos, e a economista Raquel Guardia, 26 anos, existem facilidades econômicas. Elas vivem em três pessoas e, atualmente, assinam quatro plataformas (mas já estão pensando em uma quinta opção). “Em casa, cada um paga um serviço ou dois. Além do mais, dividimos senhas para que cada uma tenha acesso a todos os serviços”, contou Beatriz. 

A variedade mantém a paz no apartamento. Já que Raquel prefere filmes de terror; enquanto Beatriz gosta de romances e “coisas fofas”. Apesar das diferenças, as duas concordaram em abandonar a TV aberta. “Eu nem lembrava que existia intervalo comercial”, disse Raquel. “Assistir à novela sem os intervalos é uma experiência completamente diferente”, completou Beatriz. 

Na mesma linha vai a jornalista Shirley Legnani. “Tirando o noticiário, eu já não sei mais o que acontece na TV aberta. Aqui em casa, todo mundo usa os serviços de streaming. Aliás, sem os streamings e o vinho seria impossível passar por essa pandemia”, brincou Shirley.

A consultora de loja Maira Rachel Oliveira da Silva, 26 anos, conta que as plataformas de streaming mudaram completamente sua vida. “A gente se adaptou de uma forma que virou praticamente um vício. A mobilidade que esse tipo de serviço oferece é imbatível. Eu assisto pelo celular, na rua ou quando estou no meu horário de almoço. Eu apoio meu celular em algum lugar e assisto mesmo”, revelou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Brasileiros querem sabor local em serviços de streaming

Quase um terço dos brasileiros têm interesse em séries e filmes nacionais, o que impulsiona produções como os documentários sobre Adriano e Anderson Silva

Mariane Morisawa, Especial para o Estadão

26 de junho de 2021 | 23h00

Os brasileiros podem estar loucos para ver o especial de Friends, podem devorar os novos episódios de Lupin, mas também gostam bastante de conteúdo em língua portuguesa. Segundo relatório da Sherlock Communications, 32% dos entrevistados brasileiros querem séries e filmes com sabor local. É uma marca latino-americana: 37% dos colombianos e 36% dos peruanos também querem se ver na tela. 

Não é por acaso, portanto, que as plataformas globais estejam investindo tanto em conteúdo feito na região. Em 27 de maio, o Paramount+ anunciou mais de 20 projetos originais, incluindo uma série do Porta dos Fundos e documentários sobre o jogador de futebol Adriano e o lutador Anderson Silva. “Estamos fazendo uma abordagem ‘glocalizada’”, disse JC Acosta, presidente da ViacomCBS International Studios & Networks America. Um dia antes, a HBO Max tinha anunciado mais de cem produções originais até o fim de 2022. “Queremos contar nossas histórias para o mundo”, disse Luis Durán, gerente-geral para a América Latina. Mas ele também ponderou que o custo baixo de produção na região significava poder produzir mais conteúdo global para a plataforma.

O Star+, que só chega dia 31 de agosto, anunciou 66 projetos feitos na América Latina, incluindo uma série sobre o fim da escravidão no Brasil e a comédia How to Be a Carioca. “Há mais de 20 anos, desenvolvemos e produzimos conteúdos originais da melhor qualidade, pensando nas preferências dos públicos da nossa região”, disse Diego Lerner, presidente da The Walt Disney Company Latin America, no material de imprensa. Somados às produções sendo feitas pelo Disney+, são mais de 130 projetos sendo tocados pela empresa.

Talvez por isso a Globoplay esteja indo tão bem. A companhia não divulga números, mas, em entrevista ao site Deadline, Erick Bretas, diretor de digital, disse que a plataforma tinha 30 milhões de usuários, nos modelos por assinatura e com anúncios. “Talvez haja uma questão cultural, porque falam mais nossa linguagem, conversam mais conosco do que alguém chegando com cultura externa”, disse Ricardo Queiroz, sócio da PWC responsável no Brasil por um estudo sobre o mercado. Ter sotaque local é, assim, uma estratégia não só para conquistar consumidores da região como para ter conteúdos exportáveis e globalizados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O 'Estadão' listou as principais informações sobre as plataformas de streaming de vídeo no Brasil; veja abaixo Reprodução de tela

Streaming no Brasil: compare a Netflix com outras plataformas

Uma comparação dos serviços oferecidos pelas principais plataformas de streaming disponíveis por aqui, como Amazon Prime, Disney +, Globoplay, HBO Max e a estreante Star+

Guilherme Sobota , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Atualizado

O 'Estadão' listou as principais informações sobre as plataformas de streaming de vídeo no Brasil; veja abaixo Reprodução de tela

O mercado brasileiro de streaming vem consolidando modelos de negócios desde a chegada da Netflix ao País em 2011. Quase uma década depois, o Disney+ foi lançado em território nacional (e em toda a América Latina) no dia 17 de novembro de 2020.  De lá pra cá, novas plataformas estrearam no Brasil (Paramount +, Reserva Imovision, Itaú Cultural PlayHBO Max). Nesta terça-feira, 31 de agosto de 2021, a Star+ inicia suas operações no País. A próxima a desembarcar em território nacional é a Discovery+, em setembro.

Muita coisa? Antes do leitor ter que se preocupar com quais assinaturas escolher (se isso for uma necessidade), o Estadão preparou um comparativo entre as principais plataformas de streaming já disponíveis por aqui.

Entre preços e conteúdos disponíveis, buscamos oferecer ao leitor os principais dados de cada plataforma para quem busca novas assinaturas ou mesmo expandir os horizontes em termos de conteúdo de entretenimento em vídeo.

 

 

 

Veja a seguir o comparativo:

 

NETFLIX

  • Preços/ mês:

R$ 25,90 (uma tela, 480p de resolução)

R$ 39,90 (duas telas, 1080p de resolução)

R$ 55,90 (quatro telas, 4K + HDR, quando disponível)

  • Descrição do serviço:

A Netflix começou a operação brasileira em 2011, e desde então passou por diversas mudanças e adequações para permanecer como a líder do segmento (a atualização de preços mais recente ocorreu em julho de 2021). Em 2013, a plataforma também passou a produzir conteúdos originais, em uma variedade de formatos e destinados a diferentes audiências. De realities shows de culinária a séries documentais investigativas, passando por conteúdos infantis e até interativos, a plataforma oferece uma grande variedade de opções para todas as idades.

  • Principais séries originais (cotação no site IMDB):

BoJack Horseman (8.6), Stranger Things (8.8), Olhos Que Condenam (9), The Crown (8.7), GLOW (8), The Witcher (8.5), Narcos (8.9), Orange Is The New Black (8.1), Mindhunter (8.6), Dark (8.6), House of Cards (8.9)

  • Prós: Variedade, qualidade do sinal
  • Contras: Curadoria confusa e pouco atrativa dentro da plataforma

 

 

 

AMAZON PRIME VIDEO

  • Preço/mês: 

R$ 9,90 (três telas)

  • Descrição do serviço:

A Amazon ainda busca equilibrar a oferta de séries e produções originais consistentes (como a incrível Fleabag) com a quantidade relativamente baixa de novos conteúdos. Analistas de mercado comentam ainda que a plataforma — a página pela qual o usuário navega — nem parece da Amazon, conhecida por, em outros setores, buscar a melhor experiência do consumidor.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Fleabag (8.7), The Marvelous Mrs. Maisel (8.7), The Boys (8.7), The Grand Tour (8.7), Goliath (8.2), Mozart in the Jungle (8.2), Transparent (7.8) 

  • Prós: Alta qualidade no conteúdo original, assinatura conjunta com outros serviços
  • Contra: interface confusa da plataforma

 

 

 

GLOBOPLAY

  • Preços: 

R$22,90 (mensal) ou R$ 14,90 (por mês no plano anual)

R$49,90 (mensal) ou R$ 42,90 (por mês no plano anual) + canais Globosat, como Sportv, Globo News, GNT, Multishow e Canal Brasil, até cinco acessos simultâneos

R$ 43,90 (mensal) ou R$ 29,90 (por mês no plano anual) Combo Globoplay + Disney Plus

R$ 49,90 (mensal) Combo Globoplay + Telecine

R$ 69,90 (mensal) ou R$ 59,90 (por mês no plano anual)  Combo Globoplay + Disney Plus + canais Globosat, como Sportv, Globo News, GNT, Multishow e Canal Brasil, até cinco acessos simultâneos

R$ 74,90 (mensal) Combo Globoplay + Canais Globosat ao vivo + Telecine

R$ 84,90 (mensal) ou R$ 65,90 (por mês no plano anual) + Premiere (jogos de futebol)

R$ 99,90 (mensal) ou R$ 94,90 (por mês no plano anual) Combo Globoplay + Canais Globosat ao vivo + Premiere

  • Descrição do serviço:

Há cerca de cinco anos a Rede Globo decidiu levar o “padrão Globo de qualidade” para o universo do streaming, e em 2020 lançou os pacotes com canais da TV por assinatura e mais vídeos por demanda. Além das novelas clássicas que vão entrando no serviço mês a mês, novos conteúdos originais e brasileiros, desenvolvidos por produtoras nacionais, também são incluídos. Outro destaque é a boa curadoria de cinema, com muitos filmes brasileiros (e ainda mais com a opção do Canal Brasil) e estrangeiros premiados e raros de encontrar.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Todas as Mulheres do Mundo (8.4), Segunda Chamada (8.9), Diário de um Confinado (7.8), Em Nome de Deus (8.5), Arcanjo Renegado (9)

  • Prós: Assinatura completa dá acesso aos canais ao vivo, boa curadoria de séries e filmes
  • Contras: Ausência de séries “clássicas”

 

 

 

APPLE TV+

  • Preços:

R$ 9,90 (mensal, com até cinco telas)

R$ 26,50 ou R$ 37,90 (Apple One plano mensal, com Apple Music, Arcade e iCloud)

  • Descrição do serviço:

A Apple também ensinou alguma coisa ao mundo: como consumir o que quer que seja, música, aparelhos que nem sabíamos que precisávamos, um carregador com fio de borracha atrás do outro e… agora, streaming de vídeo. A plataforma do Apple TV+ é a mais convidativa para o usuário, embora o catálogo, por enquanto, seja reduzido (a empresa planeja pelo menos mais 30 séries e produções originais para o ano que vem). The Morning Show, o maior sucesso da empresa até agora, foi indicado a três Globos de Ouro e a oito Emmys, dos quais levou um.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

Pequenas Coisas (9.2), Ted Lasso (8.7), The Morning Show (8.4), Long Way Up (8.4), Wolfwalkers (8.4), Beastie Boys Story (7.8)

  • Prós: Excelente navegação e alta qualidade do produto
  • Contras: catálogo limitado

 

 

MUBI

  • Preços:

R$27,90 (por mês, até cinco telas)

R$202,80 (por ano, o que dá R$16,90 por mês, até cinco telas)

  • Descrição do serviço:

A melhor curadoria de conteúdo de cinema por streaming está no Mubi, sem discussão. Recentemente, a plataforma também adicionou uma biblioteca de conteúdo, disponível para o assinante além de um filme novo (no serviço) por dia. O Mubi também tem um banco de dados sobre filmes e a revista eletrônica The Notebook. O serviço se especializa em cinema de arte internacional e já foi descrito como uma cinemateca digital.

  • Principais produções originais:

Na verdade, o Mubi se posiciona mais como um serviço de curadoria e distribuição, portanto não há produções originais. Mas muitos lançamentos exclusivos ocorrem na plataforma, especialmente de filmes selecionados pelos grandes festivais de cinema

  • Prós: Curadoria excelente e plataforma agradável
  • Contras: A plataforma agrada um tipo específico de consumidor, o cinéfilo

 

 

 

NOW

  • Preços:

A plataforma não pode ser adquirida separadamente ou comprada como um pacote adicional, mas está inclusa nos planos de telefonia móvel, fixa e de internet da Claro. A partir de R$99,90 por mês para planos de internet, a patir de R$99,90 por mês para planos de celular e a partir de R$ 79,90 por mês para palnos de TV (alguns conteúdos como filmes novos são pagos separadamente)

  • Descrição do serviço:

A plataforma para clientes da Claro e da NET tem lançamentos do cinema, séries, conteúdos pagos e gratuitos, infantil, programas de TV, esportes e notícias ao vivo. O setor mais atingido pelo crescimento das plataformas de streaming é justamente a TV por assinatura, que no Brasil sempre teve preços pouco acessíveis — então não seria surpresa se num futuro próximo o NOW se tornasse uma plataforma independente na internet, sem ser vinculada aos planos de telefonia e internet.

  • Prós: Rapidez com que lançamentos do cinema chegam à plataforma
  • Contras: Ser um serviço vinculado à uma assinatura de comunicação (telefonia ou internet) e ainda ter conteúdo pago separadamente

 

 

 

OLDFLIX

  • Preços/ mês:

R$12,90 Básico (uma tela)

R$14,90 Padrão (duas telas)

R$16,90 Premium (três telas)

  • Descrição do serviço:

O serviço do Oldflix pode ser meio inóspito assim como o velho oeste de dezena dos seus filmes de catálogo, mas se o leitor proucura uma plataforma com uma diversidade de filmes cults, clássicos ou apenas antigos, esse é o lugar certo para procurar. Serviço brasileiro em atividade há cerca de quatro anos, o Oldflix tem uma performance discreta, mas um catálogo de tamanho bastante justificável na relação custo benefício.

  • Prós: presença de filmes e séries antigas difíceis de encontrar
  • Contras: não há aplicativo nativo para as Smart TVs

 

 

 

LOOKE

  • Preços: 

R$16,90 (por mês, três telas)

A partir de R$1,89 (aluguel de filmes)

A partir de R$14,90 (compra de filmes)

  • Descrição do serviço:

Serviço brasileiro criado em 2015, o Looke acumula conteúdos de diferentes plataformas, como o essencial SPCine Play e de diversos festivais de cinema realizados durante a quarentena da pandemia, bem como lançamentos e filmes de catálogo com diversidade acentuada. Arte1 Play, Playkids, Conteúdos BBC, filmes novos e antigos são alguns dos canais também disponíveis na plataforma. Com um vasto catálogo a ser distribuído e uma interface convidativa, o Looke exige um pouco de compreensão do consumidor ao experimentar falhas pontuais na entrega de vídeo e áudio. Mesmo assim, uma boa opção.

  • Prós: catálogo vasto, opção de alugar filmes sem necessariamente comprar uma assinatura
  • Contras: Problemas pontuais na entrega do conteúdo com qualidade (travamentos, telas pixeladas, baixa qualidade de imagem)

 

 

 

NETMOVIES

  • Preços:

A plataforma é gratuita (serviço de streaming baseado em publicidade).

  • Descrição do serviço:

A NetMovies, criada no Brasil para seguir os passos da Netflix, acabou sendo adquirida pelo Looke em 2015. São cerca de 2,5 mil títulos, incluindo clássicos, documentários, lançamentos e até shows musicais. Em 2020, a plataforma lançou um clube no Youtube, com preço reduzido, além de oferecer conteúdo gratuito em seu canal, que hoje acumula 874 mil inscritos. Em outubro de 2020, mudando o modelo de negócio, a plataforma passa a ser AVOD (Advertising Supported Video on Demand), ou seja, abre mão dos planos de assinatura, e passa a oferecer conteúdo gratuito baseado em publicidade (com anúncios). Iniciativas bastante interessantes.

  • Prós: filmes gratuitos no Youtube
  • Contras: plataforma pouco amigável (o serviço promete um relançamento)

 

 

 

STARZPLAY

  • Preço:

R$14,90 (mensal, até quatro telas)

  • Descrição do serviço:

Vinculada ao canal americano Starz, de propriedade do estúdio Lionsgate, o Starzplay é uma das plataformas mais recentes em atividade no Brasil, e chegou oferecendo conteúdo de qualidade, embora as produções originais para TV não sejam, ainda, tão conhecidas por aqui. Atuando como distribuidora, porém, a plataforma oferece acesso a sete temporadas de Mad Men, e às primeiras temporadas de Normal People e High Fidelity (do Hulu, serviço da Disney), entre outros conteúdos. Destaque para os filmes do estúdio, como as franquias Rambo e Jogos Vorazes.

  • Principais séries originais (cotação no IMDB):

The Spanish Princess (6.8), Power (8.2), P-Valley (6.6), Hightown (6.3)

  • Prós: preços promocionais de assinatura, vinculação a outras plataformas, como o Prime Video e a Apple TV
  • Contras: ainda não há produção local, e as séries originais não são tão bem avaliadas

 

 

 

CRUNCHYROLL

  • Preços:

R$25 + impostos aplicáveis (por mês, uma tela)

R$32 + impostos aplicáveis (por mês, até quatro telas, conteúdo offline)

R$315 + impostos aplicáveis (por ano, o que dá 16% de desconto na mensalidade)

  • Descrição do serviço:

Destinado aos animes (as animações japonesas), o Crunchyroll tem mais de 30 mil episódios dos programas, a maior parte legendado (em português) e é atualizado diariamente com as novas programações diretos do Japão. A assinatura também dá acesso a versões digitais de mangás (com tradução ao inglês) e descontos numa loja específica. Muitos usuários, porém, reclamam do player da plataforma em fóruns.

  • Séries mais vistas:

Dragon Ball Super, One Piece, The Ancient Magus' Bride, Food Wars! Shokugeki no Soma, BORUTO: NARUTO NEXT GENERATIONS, Naruto Shippuden, Black Clover, Gintama

  • Prós: muito conteúdo exclusivo, dando cobertura a um nicho importante do mercado
  • Contras: Usuários reclamam do player, que apresenta travamentos, telas pixeladas, baixa qualidade de imagem

 

 

 

 

YOUTUBE PREMIUM

  • Preços:

R$20,90 (por mês, uma tela)

R$31,90 (por mês, com até cinco telas)

R$12,50 (por mês para estudantes)

  • Descrição do serviço:

Com a assinatura, o usuário pode consumir toda imensa biblioteca de conteúdo do Youtube sem anúncios — os quais, todo mundo percebeu, estão cada vez mais frequentes nos vídeos da plataforma. A plataforma de música, concorrente do Spotify e da Amazon Music, também está incluída no valor. A empresa sob o comando da Google também chegou a investir em produções originais, algumas elogiadas pela crítica e sucesso de público, como a série Cobra Kai, comprada mais tarde pela Netflix.

  • Produções originais:

Whindersson – Próxima Parada; O Novo Futuro Ex-Ator do Porta, Fred Be a Pro – Fred, One Billion Women World Tour, Manual do Mundo, Los Bragas

  • Prós: o usuário se livra dos anúncios da plataforma grátis
  • Contras: diante da imensidão do conteúdo disponível, a curadoria fica totalmente a cargo do usuário (ou do algoritmo)

 

 

 

DISNEY+

  • Preços:

R$ 27,90 (mensal)

R$ 279,90 (anual, à vista)

  • Descrição do serviço:

Com a chegada ao País no fim de 2020, a plataforma de streaming da Disney reúne as melhores obras dos estúdios Disney, Pixar e National Geographic, além das sagas Marvel e Star Wars. Entre os chamarizes da plataforma, além das duas sagas consagradas, está a série de animação Os Simpsons. Os conteúdos são exclusivamente aqueles voltados para famílias, com títulos originais para o serviço além das coleções completas em vários formatos, como filmes, séries, curtas, shows e documentários.

  • Principais séries originais (cotação no site IMDB):

Loki (9.3), O Mandaloriano (8.8), Star Wars: The Bad Batch (8.5), A Vida Secreta dos Chimpanzés (8.5)

  • Prós: Filmes e séries clássicos
  • Contras: Limitação de estúdios, exclusivamente conteúdo para família

 

 

 

PARAMOUNT +

  • Preço:

R$19,90 (mensal) 

  • Descrição do serviço:

Vinculada à ViacomCBS, a Paramount+ reúne obras originais e produções das marcas Showtime, Comedy Central, Nickelodeon, Nick Jr., Smithsonian Channel e MTV. Entre elas, a premiada série Conto da Aia e a Yellowstone, que já tem números de audiência maiores do que The Walking Dead. Nos clássicos, há O Poderoso Chefão, Forrest Gump e Missão: Impossível (do 1 ao 5). Os desenhos animados, puxados pela Nickelodeon, passam por As Tartarugas Ninja e Bob Esponja.

  • Principais séries originais (cotação no site IMDB):

Lioness (8.9), Yellowstone (8.6), Conto da Aia (8.4), Escape at Dannemora (8.0), City on a Hill (7.6), Interrogation (7.4), Strange Angel (7.0)

  • Prós: catálogo nostálgico com obras da TV de décadas passadas
  • Contras: sem tantas produções relevantes atuais

 

 

RESERVA IMOVISION

  • Preços:

R$ 24,50 (mensal) 

R$ 211,68 (anual)

  • Descrição do serviço:

Em abril de 2020 a distribuidora Imovision lançou sua própria plataforma de streaming, a Reserva Imovision. A estreia contou com 250 títulos, que devem alcançar a casa de mil obras até o fim do ano. Entre as exclusividades, estão os filmes Viagem Alucinante, do cineasta franco-argentino Gaspar Noé, e Masculino-Feminino, do franco-suíco Jean-Luc Godard - sempre com foco em produções cult. Há também a opção de alugar filmes avulsos, a preços variados.

  • Principais filmes (cotação no site IMDB):

Pixote: A Lei do Mais Fraco (8.0), A Fita Branca (7.8),  Medianeras (7.5), Masculino-Feminino (7.5), O Beijo da Mulher-Aranha (7.4), Em Pedaços (7.1), O Império da Paixão (7.0)

  • Prós: curadoria de filmes clássicos, obras de cineastas premiados, lançamentos inéditos semanais
  • Contras: atende a um público específico, quem gosta de filmes cult

 

 

FILME FILME

  • Preços:

Grátis (com acesso a 20% do catálogo)

R$ 7,50/mês (mensal)

R$ 90,81 (anual) 

  • Descrição do serviço:

A plataforma reúne produções nacionais e internacionais com enfoque em trazer obras fora do óbvio e diferentes das oferecidas por outros streamings. Com uma curadoria profissional, tem filmes divididos em três categorias:  longas de ficção, documentários e curtas. Cada produção fica disponível por três meses, parte do compromisso do Filme Filme com a qualidade das obras, e não com a quantidade - além de optarem por não utilizar algoritmos.

  • Prós: curadoria profissional, filmes aclamados pela crítica
  • Contra: pouca variedade de filmes, os filmes permanecem na plataforma por tempo limitado (três meses)

 

 

HBO MAX

  • Preços:

R$ 19,90 (mensal mobile)

R$ 27,90 (mensal multitelas)

R$ 54,90 (mensal para o plano trimestral mobile)

R$ 74,90 (mensal para o plano trimestral multitelas)

R$ 169,90 (anual mobile)

R$ 239,90 (anual multitelas)

 

  • Descrição do serviço:

Com previsão de estreia no País no dia 29 de junho, o HBO Max já tem página oficial dedicada para o Brasil com uma prévia do catálogo que estará disponível. O serviço de streaming da HBO contará com séries, reality shows, filmes, documentários e conteúdo para crianças. Terão produções originais HBO, MAX Originals, DC Comics, Warner Bros e outras ainda não divulgadas. Entre as obras, já tem filmes e séries de peso, como Sex and the City, Friends, Harry Potter, Game of Thrones, Watchmen, Euphoria, Gossip Girl e Família Soprano.

 

 

ITAÚ CULTURAL PLAY

  • Preço:

Grátis. Não há cobrança para se cadastrar nem para assistir aos filmes

  • Descrição do serviço:

A plataforma chega com um reforçado cardápio, com 135 títulos de todas as regiões do País, agrupados e organizados em uma grande diversidade de temas e mostras, que contemplam nomes conhecidos, diretoras, realizadores estreantes, autores negros e indígenas, entre outros. Como abre-alas, o canal oferece sete filmes de Glauber Rocha, como a tríade de clássicos Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe e O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. O Itaú Cultural Play também vai reunir acervo de grandes festivais nacionais como o É Tudo Verdade, In-Edit e o Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte. A variedade continua com produções realizadas pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), pela São Paulo Companhia de Dança, além dos institutos CPFL e Alana. O material exibido por dois canais de TV, Arte1 e TVE/Bahia, poderá também ser assistido.

 

  • Prós: clássicos, obras premiadas e produções independentes. É gratuito
  • Contras: Somente produções audiovisuais brasileiras

 

 

 

 

STAR+

 

  • Preços/ mês:

R$ 32,90 (quatro dispositivos em uso simultâneo, downloads limitados em até dez dispositivos e sete perfis)

R$ 45,90 (Combo Star+ e Disney+, cujo preço sozinho é R$ 27,90)

 

  • Descrição do serviço:

Com lançamento em 31 de agosto de 2021 no Brasil, o Star+ é um serviço da Disney com conteúdo mais adulto que o disponível no Disney+. Com os direitos da Ligue 1 (campeonato francês de futebol), La Liga (campeonato espanhol), Premier League (campeonato inglês) NBA (liga norte-americana de basquete) e MBL, possui também foco esportivo. Investe em futuras séries e filmes nacionais (no momento, existem 66 em produção). Leia mais sobre o Star+ aqui. 

 

  • Principais séries originais (cotação no site IMDB):

The Walking Dead (8.2), Only Murders in the Building (sem nota), Genius Aretha (7.9), Solar Opposites (8.0) e Love, Victor (8.1)

 

  • Prós: Conteúdo esportivo
  • Contras: Não possui opções mais enxutas no valor de assinatura

 

 

Colaborou:  Maria Isabel Miqueletto (especial para o Estadão)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.