Coadjuvantes no centro da cena

Todo telesseriado americano que se preze tem um nerd no elenco. As variações são numerosas: há o geek, que é o viciado por tecnologia, o gamer (videogames), o trekker (Jornada nas Estrelas), os RPGistas (loucos por jogos de Role Playing Games, em especial de temas medievais), o fandom, que é aquele que curte um quadrinho, programa de TV ou filme em especial. Há também os otakus, loucos pela cultura japonesa. São milhares de termos!

Gustavo Miller, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2009 | 00h16

O nerd é carismático. Numa história de comédia, por exemplo, inspira ótimas piadas por causa de seus trejeitos. Numa trama policial ou de ficção, é aquele gênio que entende de computadores, matemática ou física, sempre em busca de um jeito de salvar (ou eliminar) o mundo.

Mas se eles sempre foram postos em um plano secundário, servindo de escada para o protagonista se destacar ainda mais, nos últimos anos isso mudou. De meros coadjuvantes, os nerds viraram estrelas e ganharam suas próprias séries. Três delas valem menção.

A comédia britânica The It Crowd mostra o dia a dia de três funcionários do departamento de TI de uma empresa. Uma vez, no meio de um incêndio, um dos rapazes chamou o Corpo de Bombeiros por e-mail! Chuck, que tem a sua 2ª temporada estreando hoje na Warner (19h), traz um técnico de informática que vira agente especial da noite para o dia.

A última, e mais famosa, é The Big Bang Theory, sobre a vida de dois físicos que dividem o apartamento. Tudo na história tem uma alma nerd: das camisetas de super-heróis a uma cortina de banho da Tabela Periódica. Eles vão sempre à loja de quadrinhos, adoram festas à fantasia (por que será?) e tem uma noite da semana dedicada apenas para jogar videogame.

Os diálogos, riquíssimos, em alguns momentos são muito complexos. O público parece não se importar. Em seu ano 2, Big Bang bateu recordes de audiência nos Estados Unidos, tendo picos de 13 milhões de espectadores por episódio.

Assim, vai ser difícil tirar os nerds do topo.

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