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China aperta o cerco contra programas de televisão estrangeiros

Apesar dos controles, programas estrangeiros estão amplamente disponíveis para downloads ilegais e DVDs pirateados

Michael Martina, Reuters

20 de junho de 2016 | 12h53

A China vai aumentar as restrições a programas de televisão estrangeiros e de inspiração estrangeira, informou a agência reguladora do setor no país, na tentativa de incentivar a produção de atrações locais que divulguem o patriotismo e as tradições chinesas.

O presidente chinês, Xi Jinping, adotou um rigor inédito para reprimir a internet e opiniões de censores que não refletem aquelas dos líderes do Partido Comunista, incluindo penalidades mais severas pelo que o governo classifica como a disseminação de boatos pelas redes sociais.

Canais de televisão via satélite não devem exibir mais do que dois programas importados ao longo do ano no horário nobre das 19h30 às 22h30, relatou a agência estatal de notícias Xinhua, citando a Administração Estatal de Imprensa, Publicação, Rádio, Filme e Televisão.

"Só programas inovadores independentes com genes culturais, características e estilo chineses podem sustentar temas do sonho chinês, valores socialistas centrais, patriotismo e tradições culturais chinesas de destaque", informou o órgão, de acordo com a reportagem do final de domingo da Xinhua.

Os canais não terão permissão de exibir programas com direitos autorais estrangeiros ou inspirados por programas estrangeiros, como o popular show de calouros Voice of China, sem pedir aprovação com dois meses de antecedência, disse a agência.

Apesar dos controles governamentais, programas estrangeiros estão amplamente disponíveis através de downloads ilegais e DVDs pirateados. Muitos também são encontrados legalmente on-line por meio de acordos de distribuição com sites locais.

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