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A hora da Disney. Empresa fez investimentos pesados em sua plataforma de streaming DISNEY +

Chegada da Disney+ vai estimular público a mergulhar no conteúdo

Empresa fez investimentos pesados em sua plataforma de streaming; até o fim de setembro, já eram 73 milhões de assinantes em 29 países

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 05h00

A hora do Disney+ no Brasil está chegando: a nova plataforma de streaming fica disponível nos países da América Latina na próxima terça-feira, 17, com todo o catálogo de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. O preço da assinatura anual, até amanhã, é de R$ 237,90 – na terça e depois o preço vai para R$ 27,90 por mês ou R$ 279,90 no plano anual. Um período gratuito de 7 dias estará disponível para quem quiser testar.

Para a Disney, o lançamento no continente representa a consolidação da plataforma agora em escala global – até o fim de setembro, já eram 73 milhões de assinantes nos 29 países em que a plataforma está em operação.

O presidente da empresa no Brasil, Hernán Estrada, está com altas expectativas. “Na América Latina, o Brasil é reconhecido como o mercado que mais tem optado por streaming e por digital, de maneira mais rápida. O marco de negócios é fantástico, o consumidor curte. Brasil é prioritário no mundo inteiro, mesmo com a importância que a TV aberta tem por aqui”, disse ele ao Estadão.

Estrada afirma que a pandemia não afetou o lançamento da plataforma, já que o trabalho pôde ser feito de maneira remota. “A Disney está fazendo uma aposta corajosa e agressiva em termos de mudanças, de modelo de negócios, de plataformas, com muito esforço, muito investimento”, diz. “Isso tudo acontece como uma resposta a comportamentos dos consumidores.”

Para isso, a empresa fez investimentos na plataforma, que pretende ser uma atração para além do conteúdo – todo o catálogo de Disney, Marvel, Pixar, Star Wars e National Geographic, além de produções originais, totalizando cerca de 7,5 mil conteúdos, entre episódios de séries, filmes, documentários e curta-metragens, que podem ser baixados em até 10 dispositivos. A plataforma oferece extras de algumas produções, como vídeos de bastidores, permite a criação de sete perfis de usuários e tem opção de controle dos pais. Alguns conteúdos podem chegar à resolução 4K HDR.

Questionado sobre como espera que os consumidores se comportem – acumulando assinaturas de diferentes serviços, por exemplo –, Estrada diz que essa é a pergunta do milhão. “Toda a concorrência da indústria procura essa resposta. O mercado ainda está em formação. Muitos jogadores entram, as audiências descobrem e os comportamentos mudam.”

 

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'O Brasil tem os melhores fãs do mundo', diz presidente da Marvel Studios

Kevin Feige aponta que séries como ‘WandaVision’ estarão conectadas aos filmes da marca

Mariane Morisawa ESPECIAL PARA O ESTADO , O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2020 | 05h00

Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, está empolgado com a chegada do Disney+ ao Brasil, na próxima terça-feira. “Você sabe que o Brasil tem os melhores fãs do mundo, e especificamente os melhores fãs da Marvel do mundo”, disse ele em entrevista ao Estadão, por telefone. Uma de suas últimas viagens foi justamente ao País, para a CCXP, em dezembro passado. “Esse público, em particular, vai mergulhar no conteúdo do Universo Cinematográfico Marvel na plataforma.” 

Todos os 23 longas produzidos nos últimos dez anos vão estar disponíveis na estreia, divididos por fase, por ordem de lançamento e cronológica. “Uma das coisas legais a acontecer neste ano difícil foi que muita gente me disse ter passado tempo vendo os filmes que não tinha visto ainda. Eu amo quando transformamos fãs casuais em fãs hardcore. E acho que o Disney+ é o lugar perfeito para isso acontecer.”

A pandemia fez com que pela primeira vez não houvesse nenhum lançamento com a assinatura Marvel nos cinemas, com exceção de 2009. Pior: a companhia também deixou para o ano que vem a estreia de suas séries feitas especialmente para o Disney+. Mas Feige disse estar entusiasmado de supervisionar também as séries de televisão – programas como Agentes da S.H.I.E.L.D e Demolidor eram feitos pela Marvel TV para canais como a ABC nos Estados Unidos ou para a Netflix. “Tudo aconteceu na hora perfeita”, disse Feige. “Estávamos terminando o que chamamos agora de Saga do Infinito, com Vingadores: Guerra Infinita e indo para Ultimato, quando a Disney nos disse que iam lançar o streaming. Foi muito empolgante podermos exercitar nossa criatividade num novo meio e num novo formato.” 

Isso significa que as séries agora fazem oficialmente parte do mesmo universo e estão conectadas aos filmes – sim, vai ser preciso ver os programas no Disney+ para entender a narrativa contínua dos longas. As três primeiras – WandaVision, Falcão e Soldado Invernal e Loki – acontecem depois dos eventos de Vingadores: Ultimato. No caso de Loki (Tom Hiddleston), reencontramos o levado e amado irmão de Thor logo depois de ele pegar o Tesseract e desaparecer em Ultimato. Outros personagens que vão estrelar séries do Disney+, como Ms. Marvel, She-Hulk e Cavaleiro da Lua, podem no futuro também aparecer no cinema. “Pela primeira vez, de forma bem direta e conectada, as histórias vão se entrelaçar entre o Disney+ e os filmes”, contou Feige.

A primeira série, WandaVision, uma espécie de sitcom com Wanda Maximoff, conhecida como Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), e Visão (Paul Bettany), vai ser lançada em janeiro. O trailer provocou reações de surpresa com o formato de sitcom, com cenas em preto e branco. “Eu acho que a reação foi perfeita: o quêeeee? O que estão aprontando agora? O que é isso? Porque eu acho que é isso que mantém a originalidade, não saber o que esperar”, afirmou Feige. Para ele, WandaVision é o pontapé inicial ideal. “Porque é uma carta de amor não apenas para os personagens e sua história nos quadrinhos, mas também à televisão.”

Bettany se mostrou igualmente animado. “A série é tão doida quanto o trailer”, contou o ator em entrevista ao Estadão. “E fica mais doida ainda. Filmamos na frente de uma plateia. A história vai percorrendo as décadas, ficando mais complexa, como um quebra-cabeças que você precisa resolver para descobrir o que de fato está acontecendo nessa cidade, com esse casal. Mal posso esperar para as pessoas verem. Na verdade, eu mal posso esperar para ver! Estou empolgado.”

O Disney+ representa uma expansão do universo Marvel, com experimentação de formatos e a chance de explorar melhor os atores e os personagens. “Podemos exibir o talento de Paul Bettany e Elizabeth Olsen em cada episódio. Conhecemos os personagens há anos, mas eles nunca tiveram chance de ter suas próprias tramas”, informou Feige. “E isso vale para Falcão e Soldado Invernal e para o amado Loki.”

Como Kevin Feige consegue fazer tudo isso e manter a coesão do universo é uma questão. “Eu tenho uma equipe ótima”, garantiu, modestamente. “Nós somos um time relativamente pequeno, que trabalha há tempos junto, porque costumamos promover as pessoas de dentro. Todos compartilhamos a mesma paixão e sabemos que é um privilégio trabalhar nesses projetos.”

A covid-19 interrompeu a produção de algumas séries e filmes e jogou as datas de lançamento para 2021, quando o mundo espera ter uma vacina. Mas, segundo Feige, pouca coisa precisou ser reformulada. “A ordem dos longas continua a mesma. E nós já voltamos a produzir faz alguns meses, o que era importante.

Os protocolos e medidas de segurança são de primeira linha. E estão indo bem. Conseguimos terminar tudo o que tinha sido interrompido pela pandemia”, disse ele, que espera poder estrear os filmes em breve nos cinemas, “como deve ser”, antes de eles viverem para sempre no Disney+. Mas considera o serviço de streaming o milagre do ano. “Foi bom, porque permitiu que as pessoas mergulhassem nos filmes que já fizemos e ficassem empolgadas pelas séries que estão chegando.” Agora chegou a vez dos brasileiros.

Promoção de boas vindas

Às vésperas de estrear no Brasil, a Disney+ – o serviço de streaming da Disney – anunciou uma promoção para o público que antecipar a assinatura da plataforma, no dia 17. Quem assinar até amanhã (16), véspera do lançamento, vai pagar 237,90 no plano anual, o que equivale a R$ 19,82 por mês.

Uma economia de 16%: depois do dia 17, o valor mensal de assinatura será R$ 27,90 e o anual custará R$ 279,90. O ‘Estadão’ comparou os valores com os de outras plataformas no link.

A Disney+ vai concentrar o catálogo da empresa na plataforma, ou seja: conteúdos Disney, Marvel, Pixar, Star Wars e National Geographic só poderão ser acessados ali e deixarão outras plataformas de streaming. 

 

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