Craig Sjodin/Divulgação
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Charmoso, sim, mas sem forçar a barra

Nathan Fillion contou ao TV como foi escolhido para viver um escritor atraente na série Castle

Etienne Jacintho - LOS ANGELES,

20 de março de 2010 | 16h00

Nathan Fillion já fez participação em séries como Buffy - A Caça Vampiros, Lost e Desperate Housewives, onde chamou a atenção dos produtores de Castle. Mistura de CSI com A Gata e o Rato, Castle lembra Bones, mas tem um tom ainda mais leve. Recém-chegada ao AXN (quartas, 22h), Castle, nos EUA, já está em sua 2.ª temporada e vai bem. Tanto que a editora Hyperion, com apoio da rede ABC, publicou Heat Wave, livro policial assinado pelo personagem Richard Castle, o escritor fictício. A obra virou best-seller e já está sendo preparado um novo título para sair em setembro.

 

A série ainda tem outro mérito: receber em seus episódios como convidados especiais autores reais de best-sellers policiais, entre eles Stephen J. Cannell, criador também de séries como Anjos da Lei, Esquadrão Classe A e Silk Stalkings. Ao Estado, Nathan Fillion contou como foi escolhido para viver o escritor charmosão e como vê o sucesso de Castle.

 

De Desperate para Castle. "Estava em Desperate Housewives, quando marquei entrevista com os produtores de Castle. Eles foram ao set e, quando entraram no trailer, eu disse: ‘Parem de procurar. Sou o cara. Sei como fazer o papel.’ Estava vestindo uma roupa em tons pastéis, então, prossegui: ‘Esse não sou eu. Imaginem um visual mais rude, mais charmoso, mais sacana. Entendo o papel.’ Aí pensei: ‘A) Isso pode soar muito metido; B) Isso pode funcionar.’"

 

Sucesso de Castle. "Fazemos uma série adorável e temos um ótimo elenco, além de ótimos roteiristas. Apesar de que, nessa indústria, você pode ter uma boa série que não vinga. Acho que vai muito de época. O público quer esse tipo de entretenimento. A série é leve e bem executada. Quer dizer, é sobre crime e mistério, mas dá para assistir com os filhos."

 

Charme. "Quando uma pessoa lê no roteiro a palavra charmoso, pode fazer um ‘oi, você!’ (faz cara de conquistador barato). Isso não é charmoso e, sim, forçado e é uma armadilha. E as pessoas fazem isso o tempo todo. No meu caso, tem a ver com a levantadinha de sobrancelha e esse cabelo caindo na minha testa (risos)!"

 

Na mesa, com escritores. "No início, acreditei que fosse ser algo intimidador, porque (os autores) são homens poderosos e eu, um ator, fingindo ser um deles. Fato é que, quando eles vieram ao set, não era o ambiente deles - tirando Stephen Cannell, que lidou bem com a situação. Eles estavam tensos e olhando em volta como quem diz: ‘O que faço agora?’ E percebi que eu era o cara com um olho em terra de cegos (risos)!"

 

Detetives da vida real. "Ao filmar o piloto, havia detetives de verdade no set. Esses caras não são chocados com a maldade que vêm todos os dias. Na verdade, eles são bem divertidos. Suas histórias geralmente começam com: ‘Tinha esse cara, que foi morto...’ e, depois, tudo vira entretenimento. Eles usam o humor para equilibrar o cotidiano. Depois de um tempo, isso vira um trabalho como qualquer outro. Eles são só pessoas que vão ao emprego, encontram os amigos e tentam fazer um bom trabalho. É fantástico."

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