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Da esquerda para a direita: Pedro Alonso (Berlin), Rodrigo de la Serna (Palermo), Alba Flores (Nairobi), Darko Peric (Helsinki) e Esther Acebo (Estocolmo) Netflix

CCXP 2019: elenco de 'La Casa de Papel' anuncia data de estreia da nova temporada

Painel contou com presença de Pedro Alonso, Alba Flores, Darko Peric, Rodrigo de la Serna e Esther Acebo; elenco de 'The Witcher' também marcou presença

Thaís Ferraz, Especial para O Estado

08 de dezembro de 2019 | 20h07

A esperada estreia da quarta temporada de La Casa de Papel ganhou data neste domingo, 8, durante o painel da Netflix na CCXP 2019. Reunidos no evento, Pedro Alonso (Berlin), Alba Flores (Nairobi), Darko Peric (Helsinki), Rodrigo de la Serna (Palermo) e Esther Acebo (Estocolmo) divulgaram que os novos episódios da série chegam ao catálogo da plataforma no dia 3 de abril.

No painel, os fãs puderam conferir algumas cenas inéditas da próxima temporada. Pouco se sabe sobre os próximos episódios, mas o elenco adiantou que serão tempos difíceis.

“O grupo está muito ferido depois de tudo o que aconteceu e precisa se reordenar”, afirmou Alba Flores. Salvar a vida de sua personagem, aliás, será uma das prioridades da quadrilha na quarta temporada.

Flores não deu indicativos sobre o futuro de Nairobi. “O que posso dizer?”, brincou quando questionada sobre o destino da personagem. “Nesta temporada, os roteiristas irão contra as expectativas. Acho que Nairobi vai sofrer”, afirmou.

Apesar do momento complicado, Pedro Alonso é otimista. “Por trás do roubo há uma família. E quanto mais a história se desenvolve, mais profundo se torna o amor entre eles”, disse.

Veja o teaser logo abaixo:

 

The Witcher

A Netflix também dedicou uma parte do seu painel para a série The Witcher, que estreia no dia 20 de dezembro. Baseada na saga homônima do escritor polonês Andrzej Sapkowski, a produção mescla épico e fantasia.

Para surpresa do público, Henry Cavill, que interpreta o protagonista Geralt of Rivia, apareceu no palco do painel. O ator e a criadora da série, Lauren Schmidt Hissrich, exibiram com exclusividade três cenas da produção e o trailer final da série. 

Veja (na ordem) os elencos de La Casa de Papel, The Witcher e também do Esquadrão 6 durante o painel da Netflix na CCXP 2019.

 

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CCXP cresce em tamanho em 2019, mas não em relevância

Presença de artistas e cineastas do primeiro escalão de Hollywood não compensou ausência de novidades anunciadas

André Cáceres, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2019 | 19h00

“Eu ouvi dizer que esta é a maior Comic Con do mundo”, disse Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, ao público que estava presente na Comic Con Experience (CCXP), que aconteceu em São Paulo entre os dias 5 e 8 de dezembro.

Talvez o produtor estivesse apenas sendo educado, mas de fato a CCXP pode se orgulhar de ser um dos maiores eventos da cultura pop no mundo. Em 2019, com apenas seis edições realizadas, a feira esgotou antecipadamente todos os seus ingressos pela primeira vez, registrando um público de 280 mil pessoas – mais de 100 mil visitantes à frente da lendária San Diego Comic-Con (SDCC), que completa meio século no ano que vem.

As atrações da edição 2019 também não deixaram a desejar: além do já citado mandachuva do Marvel Studios, estrelas como Gal Gadot (Mulher-Maravilha 1984), o trio Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac (Star Wars: A Ascensão Skywalker), Margot Robbie (Aves de Rapina), Henry Cavill (The Witcher), o elenco da série La Casa de Papel, além de quadrinistas de peso como Frank Miller, Neal Adams, Mike Deodato Jr., Rafael Coutinho, Laerte e muitos outros. 

A presença de artistas e cineastas (J.J. Abrams, Patty Jenkins) do primeiro escalão de Hollywood certamente provou a força do evento, embora os numerosos cancelamentos de última hora – Iain Glen (Game of Thrones, Novos Titãs), Dafne Keen (His Dark Materials) e Michael Bay (Esquadrão 6) – possam ter tirado um pouco do brilho da programação. 

No entanto, apesar do mérito de ter colocado definitivamente o Brasil no mapa da cultura pop internacional em relativamente pouco tempo, o que deve ser exaltado, a CCXP ainda peca no quesito relevância. 

Retornado à ingrata, porém justificável, comparação com a SDCC, o que se nota é que a edição brasileira do evento aposta nas presenças de peso, mas falha em trazer novidades de fato. Enquanto, em San Diego, os estúdios competem para ver quem anuncia mais séries, filmes e novidades importantes, esses mesmos estúdios parecem não guardar nenhum material novo na manga para apresentar ao público em São Paulo. Há, sim, revelações de trailers, uma ou outra cena inédita de algum filme que ainda está por estrear, ou datas de estreias, mas nada que se compare à relevância do que se anuncia na SDCC.

Além disso, a organização do evento como um todo deixa a desejar: não bastassem os preços altos, as filas grandes e a pouca comodidade oferecida, há visitantes que relataram ter esperado mais de duas horas por um ônibus para a estação Jabaquara do metrô, e a saída do São Paulo Expo é um gargalo importante. Entre erros e acertos, ainda há um longo caminho a percorrer para a CCXP.

Sobe:

Participações

Atores e diretores do primeiro escalão de Hollywood marcaram presença 

 

Público

Pela primeira vez, evento 

esgotou ingressos e registrou 280 mil visitantes

Desce:

Relevância

Não houve grandes anúncios feitos pelos estúdios ao longo do evento

 

Organização

Filas compridas, informações desencontradas e dificuldade para chegar e sair do SP Expo marcaram o evento

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CCXP 2019: Free Guy é ‘carta de amor a De Volta Para o Futuro’, diz Ryan Reynolds

Na comédia de ação, o ator é um funcionário de banco que descobre ser um personagem figurante em um videogame

Thaís Ferraz, Especial para O Estadao

08 de dezembro de 2019 | 16h27

Com estreia prevista para 3 de julho de 2020 nos Estados Unidos, o filme Free Guy - Assumindo o Controle ganhou seu primeiro trailer neste sábado, 7. O vídeo foi divulgado em primeira mão na CCXP 2019, em São Paulo.

Na comédia de ação, Ryan Reynolds é um funcionário de banco que descobre ser um personagem figurante em um videogame. 

O trailer foi apresentado em um painel que contou com a presença de Ryan Reynolds e uma ‘dobradinha’ Stranger Things: o diretor Shawn Levy e o ator Joe Kerry (Steven Harrington), que também fazem parte da produção. Depois, o elenco seguiu para a arena Omelete.

Na passarela da arena, Reynolds cumprimentava o público quando a grade de proteção caiu, por causa da pressão dos fãs. Apesar do susto, o ator reagiu bem.

Kerry deu mais detalhes sobre seu personagem, um programador ‘do mundo real’. “Free Guy é muito sobre ter o controle da sua vida, e isso se aplica também ao meu personagem”, disse.

Intérprete do protagonista, Ryan Reynolds conta que o filme tem alguns elementos de Matrix, mas elogia outro clássico: De Volta para o Futuro, de 1985. “Nós queríamos atualizar essa história. Free Guy é uma carta de amor a De Volta para o Futuro”, disse.

O ator destacou que o filme aposta em vários gêneros— comédia, ação, ficção, aventura. E retoma muitos elementos de games, também.

Para ele, um grande destaque do filme é sua originalidade. “Hoje muitos filmes são baseados em quadrinhos, em heróis que já existem, e é muito raro vocé conseguir fazer um filme dessa escala que seja totalmente original”.

 

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'A política sempre fez parte do Cavaleiro das Trevas', diz Frank Miller na CCXP 2019

Quadrinista americano está no Brasil para participar pela terceira vez do evento; ele lança na semana que vem o próximo capítulo da saga, feito em parceria com o brasileiro Rafael Grampá

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2019 | 17h19

Lenda dos quadrinhos, o americano Frank Miller está em São Paulo para sua terceira (em seis anos) CCXP. Na tarde deste sábado, 7, ele deu uma entrevista coletiva ao lado do brasileiro Rafael Grampá, com quem desenhou a nova edição do seu icônico Batman, The Dark Knight Returns: The Golden Child.

A produção da CCXP 2019 pediu (por uma solicitação da editora de Miller) para os jornalistas não fazerem perguntas sobre os protestos em Hong Kong, mas o americano falou do elemento político do seu quadrinho. "Uma história boa é uma boa história, independente de como você for contar. O Cavaleiro das Trevas sempre se relacionou com política, desde a época do Ronald Reagan. Isso é parte do personagem. É uma paródia política. E a gente se diverte com isso. Quem se afeta é justamente quem deveria ser afetado", disse.

Segundo a impressão passada pelos artistas na entrevista, em The Golden Child a personagem Carrie Kelley ganha ainda mais protagonismo e se torna um contraponto interessante ao Batman.

"Talvez essa entrevista deveria ser chamar 'Frank e Rafa falando sobre sapatos'", disse Miller. "Uma das coisas que me convenceram a trabalhar com o Rafa foi uma imagem, dele, da Carrie Kelly, com algumas alterações inteligentes, ousadas, perfeitas. Parecia o que eu fazia antes, mas tomando uma nova direção mais bem desenhada e muito mais contemporânea. Os óculos estavam melhores, em três dimensões, e muito na moda. Mas isso não era nada. Foram os sapatos e o nível de detalhe neles. Os sapatos da Carrie a partir de agora vão ser um desafio para qualquer artista", completou, fazendo as cercas de 50 pessoas rirem.

Para Miller, Carrie é "a reviravolta final da história", e sua voz é que poderá guiar a franquia para o futuro. "Ela não tem a bagagem de raiva que o Batman traz. Durante a vida toda dele ele foi o mais inteligente e agora isso não é mais verdade. É sempre um interesse meu trazer personagens femininas. Histórias apenas de homens se digladiando se perde mais da metade da diversão."

Foi na primeira vinda de Miller para a CCXP que ele e Grampá se conheceram. "A essência dele é generosidade", disse o brasileiro sobre o colega americano. "Quando comecei a fazer o trabalho, estava nervoso, mas ele me deixou tranquilo."

Miller ainda teve tempo de comentar as continuações de Cavaleiro das Trevas (publicado originalmente em 1986; The Golden Child é o quarto livro). "Quando eu escrevi a primeira história do Cavaleiro das Trevas, terminava com o Batman morrendo. Eu tive que discutir muito com o editor para esse final. Mas aí eu mudei. A DC Comics apoiou totalmente o livro, mas quando eu estava chegando naquele ponto da história decidi que não era esse o final. Decidi que seria o fim da saga, mas sem ele morrer. Fiz minha história do Batman e coloquei isso de lado. Mas o velho continua me achando e me atraindo de volta, independente do que eu faça."

The Golden Child será publicado nos Estados Unidos no próximo dia 11. Miller e Grampá participam de um painel da CCXP 2019 no domingo, 8, às 11h.

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CCXP: 'Hoje há menos foco no seu gênero e mais em bons trabalhos', diz Joelle Jones

Primeira mulher a assumir a série principal do Batman vem ao Brasil para ministrar oficina de roteiro e arte na CCXP

André Cáceres, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2019 | 06h00

A artista Joelle Jones tem apenas 39 anos, mas já deixou uma importante marca no mundo dos quadrinhos: em 2018, tornou-se a primeira mulher a desenhar duas edições seguidas da série principal do Batman. Esse feito demonstra sua relevância dentro da DC Comics, mas também é uma evidência óbvia da disparidade de gêneros na indústria do entretenimento.

“Eu sinto que as coisas estão lentamente começando a se equilibrar”, analisa Jones, que é uma das atrações internacionais da 6ª edição da CCXP, em entrevista ao Estado. “Hoje á menos foco no seu gênero e mais foco em bons trabalhos. Se você for boa e consegue cumprir prazos, independente do seu gênero, você vai se dar bem”, acrescenta ela.

Nascida nos Estados Unidos, Jones é uma das quadrinistas que vieram para o Brasil esta semana falar sobre Batman em um painel da CCXP em homenagem aos 80 anos do personagem. O bate-papo terá duas edições: hoje, 5, e no sábado, 7. 

Além de Jones, quadrinistas consagrados como Neal Adams (que revitalizou o Batman nos anos 1970 em parceria com o roteirista Dennis O’Neil), Mikel Janin (artista espanhol que migrou do terreno independente para as HQs de super-heróis e foi recentemente um dos responsáveis pelo sucesso do premiado arco do Homem-Morcego escrito por Tom King), Frank Quitely (que recriou a dinâmica entre Batman e Robin dez anos atrás em parceria com Grant Morrison) e Frank Miller (autor de O Cavaleiro das Trevas, uma das obras fundamentais do personagem).

Atualmente responsável pela Mulher-Gato na DC, Joelle Jones despontou no mundo dos quadrinhos com uma série original publicada pela Dark Horse e intitulada Lady Killer. Na obra, a expressão, comumente usada para se referir a homens galanteadores, é subvertida, assim como o estereótipo da mulher submissa. A HQ narra a história de Josie, uma dona de casa dos anos 1960 que secretamente é uma matadora de aluguel.

“Josie parece ser a dona de casa perfeita na superfície, mas ela é muito mais do que isso. Com a Mulher-Gato ocorre exatamente o mesmo. Contradição e subversão de expectativas são conceitos realmente interessantes para mim”, afirma a artista. Confira a íntegra da entrevista dela ao Estado:

Como seus estudos em pintura influenciaram sua arte nos quadrinhos?

Acho que é tudo sobre composição. Não importa o que você está fazendo. E a pintura me deu uma abordagem bastante pragmática para atacar uma obra. Criar algo que contenha profundidade e camadas.

Quais são as principais diferenças entre trabalhar com uma personagem que você criou, como em Lady Killer, e uma que já existe, como a Mulher-Gato?

A alegria de trabalhar com a Mulher-Gato é que essencialmente alguém está me deixando brincar com seus brinquedos, a DC no caso. Eu amava a Selina e sempre senti que poderia contar uma história muito interessante se tivesse a chance. Mas trabalhar com uma personagem que tem uma história tão rica também vem com muita responsabilidade. Você não pode simplesmente fazer o que bem entender. Você tem que ser respeitosa com aquela história, deixando sua própria marca na personagem e então a deixando em uma boa posição para o próximo artista. Você basicamente tem a custódia da personagem. É muito divertido trabalhar em algo que tem determinados perímetros, te obriga a ser criativa. Com Lady Killer, não há parâmetro exceto os que eu defini. Isso é bom e ruim. Eu amo criar um mundo completamente meu e poder ditar as regras para a personagem. O céu é o limite. Mas quando você tem esse nível de liberdade, você realmente deve se policiar para não perder o controle. Eu amo trabalhar com ambas, mas são animais bem diferentes.

 

Como a primeira mulher a trabalhar em edições subsequentes na série principal do Batman, como você vê a luta por igualdade de gênero na indústria dos quadrinhos?

Eu sinto que as coisas estão lentamente começando a se equilibrar. Hoje há menos foco no seu gênero e mais foco em bons trabalhos. Se você for boa e consegue cumprir prazos, independente do seu gênero, você vai se dar bem.

Em Lady Killer, você subverte o estereótipo de dona de casa. Como você encara as convenções dos quadrinhos de heróis de uma perspectiva feminina?

Bem, personagens que são interessantes para mim são complicadas. Pessoas que me interessam também. Algo que parece uma coisa na superfície, mas é completamente diferente nas profundezas. Josie parece ser a dona de casa perfeita na superfície, mas ela é muito mais do que isso. Com a Mulher-Gato ocorre exatamente o mesmo. Contradição e subversão de expectativas são conceitos realmente interessantes para mim.

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CCXP 2019: Maurício de Sousa anuncia novo filme da Turma da Mônica

Artista compartilhou seus planos para 2020; séries do Globoplay também ganharam novos detalhes

Guilherme Sobota, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2019 | 20h08

Uma das buscas da CCXP em 2019 é ganhar relevância em anúncios impactantes para a indústria do entretenimento como um todo – quando os participantes são brasileiros, a concretização dessa ideia é muito mais fácil. É o caso do Globoplay e da Mauricio de Sousa Produções – as duas empresas foram protagonistas de painéis na CCXP 2019 nesta sexta, 6, apresentando novidades para 2020.

 

 

A MSP anunciou uma parceria com a Disney para a produção de conteúdos para o lançamento do novo Star Wars. No painel, com a presença de Mauricio e Mônica de Sousa, a empresa apresentou uma amostra da Turma da Mônica Toy com as roupas da franquia galáctica. Outro anúncio: Turma da Mônica: Lições, segundo filme da MSP, começa a ser filmado em janeiro de 2020 e terá Daniel Rezende, o mesmo diretor de Laços. O elenco também permanece – a nova história tem um contexto escolar, inspirado na Graphic MSP de Vitor e Lu Cafaggi.

As HQs autorais do universo da Turma da Mônica ganham quatro novas edições em 2020, e uma delas é a continuação de Jeremias – Pele, de Rafael Calça e Jefferson Costa (vencedores do Jabuti). Novos livros sobre Penadinho (Paulo Grumbin e Cristina Liko), Astronauta (Danilo Beyruth) e a primeira edição do Cascão (Camilo Solano) também saem ano que vem.

Uma série com atores reais, inspirada no livro sobre Jeremias, também está em fase inicial de desenvolvimento.

Já o Globoplay deu mais detalhes sobre a produção de três novas séries originais da plataforma de streaming da GloboEu, Avó e a Boi é uma série de comédia com Vera Holtz e Arlete Salles, com roteiro de Miguel Falabella e direção de Paulo Silvestrini. Em conexão com o momento, a obra traz duas famílias que se afastam por conta da rivalidade das duas personagens.

Onde Está Meu Coração vai abordar o tema da dependência química. Criada por George Moura, a série tem no elenco Fabio Assunção, que enfrentou a dependência na vida real. No painel, o ator disse estar feliz em poder trabalhar o assunto em uma série, e “não tendo a minha imagem roubada para isso”.

Mas a principal aposta da plataforma é Desalma, produção que caminha entre o drama e o terror, com forte pegada sobrenatural. O diretor é Carlos Manga Junior e o elenco tem Cassia Kiss, Maria Ribeiro e Cláudia Abreu. No total, nesta CCXP, o Globoplay anunciou 16 produções originais para 2020, entre inéditas e novas temporadas

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CCXP 2019: Margot Robbie e sua nova versão de Arlequina

Atriz veio mostrar ‘Aves de Rapina’ na CCXP 2019 e defendeu que homens devem ser feministas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2019 | 19h44

 

Margot Robbie foi triunfal no painel da Warner, na quinta-feira, sobre Aves de Rapina. Acompanhada pela diretora Cathy Yan e por colegas de elenco (Mary Elizabeth Winstead, Rosie Perez, etc.), ela veio apresentar o longa ‘da Arlequina’ na CCXP. Na sexta, 6, deu entrevista ao Estado num hotel de luxo da região de Panamby, junto ao exuberante Parque Burle Marx. O filme estreia em 6 de fevereiro. Mais duas semanas e o Brasil inteiro estará entregue aos festejos de Momo. Carnaval! “Eu sei, deveria voltar”, diz Margot. E acrescenta: “Estive aqui anos atrás, numa viagem pessoal. Diverti-me muito.”

Em Aves de Rapina, Margot retoma a personagem dos comics que interpretou em Esquadrão Suicida, de David Ayer, há três anos. Embora tivesse mulheres fortes (a Arlequina de Margot, as personagens de Viola Davis, Cara Delevingne e Karen Fukuhara), o filme era predominantemente masculino, e não vingou. Mas Margot formava uma dupla bem dinâmica com o Coringa de Jared Leto. “Éramos um casal disfuncional, mas divertido”, ela define. “Adorei trabalhar com Jared, ele vai fundo no papel, se compromete, e eu gosto disso.” 

Na volta de Arlequina, tudo mudou, a começar pela direção, entregue a uma mulher - Cathy Yan. Jovem e bela, ela dirigiu anteriormente Dead Pigs em Shangai. Faz uma estreia que parece muito auspiciosa - pelo trailer, verifique - no cinema de ação (e blockbuster). Arlequina e Coringa chegaram ao fim da linha e ela inicia nova fase. Forma grupo de mulheres poderosas que, logo em seguida, está partindo para a luta para proteger uma garota.

Ops! É uma frase do trailer - “Nunca chame uma mulher de garota. Chame até de vaca, mas não de garota.” Arlequina está botando para quebrar. Explica para a tal ‘jovem’ a origem de seu nome - Arlequim vive para servir, precisa de um amo e isso é tudo o que ela não quer. Boa deixa para perguntar - Margot teve uma ascensão meteórica em Hollywood. Em pouquíssimo tempo, cavou seu espaço, obteve reconhecimento e ganhou até indicação para o Oscar de melhor atriz - por Eu, Tônia, de Craig Gillespie. No início, talvez, ela tenha ficado um pouco à sombra de nomes mais consagrados, e de atores como Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese. Pode-se comparar a frase da personagem com a trajetória da atriz? “Entendo o que você quer dizer, e é verdade. Tenho hoje uma visibilidade muito maior, não me sinto à sombra de ninguém. Mas essa é só uma forma de encarar as coisas, porque o cinema é uma arte colaborativa e, como atriz, tudo o que não quero é me alçar a um posto em que fique sozinha. Gosto muito do diálogo, de interagir, e os melhores momentos no set são aqueles em que estou contracenando.”

 

 

No painel da CCXP, ela disse uma coisa interessante. Que se define como feminista, mas não acha que só mulheres o devam ser. Homens também podem. Como, Margot? “Não estou falando em ideologia feminista, o que é importante, mas em igualdade de gênero. Defendo que as mulheres devam ter as mesmas oportunidades e o mesmo reconhecimento que os homens. O mundo evoluiu muito e a indústria do cinema tem sido um espelho dessa mudança. Os filmes refletem esse novo movimento por igualdade de gênero. As mulheres não estão mais submissas, não somos objetos. E os homens estão se dando conta de que só terão a ganhar sendo parceiros nesse processo.” 

No filme, Arlequina tem aquele porrete com que bate e arrebenta. Como foram as cenas de ação? “Dão trabalho, exigem muita preparação física, mas são divertidas. Batemos como mulheres empoderadas, não como homens.”

Ainda o trailer - Margot tem seu momento Marilyn Monroe. Glamour e sensualidade. “Você viu?” A diretora explicou ao repórter que tem tudo a ver com a trama. “Marilyn cantava que os diamantes são os melhores amigos das mulheres, e os diamantes são parte decisiva da nossa trama, o que tornou legítima a referência.” E como foi para Margot esse momento Marilyn? “Também exigiu preparação, uma coreografia especial. Fiz com gosto. Marilyn é um ícone.” E Arlequina? “Não sei por que as pessoas gostam tanto dela.” O repórter explica - por sua causa, Margot.

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CCXP19: 'Não dava para viver de quadrinhos no Brasil antigamente', diz Mike Deodato Jr.

Desenhista da Marvel por 24 anos, brasileiro saiu de seu 'sonho de infância' para se dedicar a HQs autorais em 2019

André Cáceres, O Estado de S. Paulo

06 de dezembro de 2019 | 06h00

Mike Deodato Jr. é um dos principais quadrinistas brasileiros em atividade no exterior atualmente. Nascido em Campina Grande (PB), ele abriu caminho nos anos 1990 para que vários outros artistas nacionais ganhassem espaço no mercado internacional de HQs. Deodato trabalhou nas séries principais de Mulher-Maravilha, Batman, Homem-Aranha, Vingadores, X-Men, entre outros personagens. No entanto, esses não foram os primeiros super-heróis em sua vida.

 

 

Mike é filho de Deodato Borges, jornalista paraibano que foi um dos pioneiros dos quadrinhos nacionais. Inspirado por publicações estrangeiras como The Spirit, de Will Eisner, e Flash Gordon, de Alex Raymond, e competindo com a radionovela Jerônimo: O Herói do Sertão, criada em 1953 por Moysés Weltman para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Borges idealizou um dos primeiros super-heróis do País - e o primeiro do Nordeste. As Aventuras do Flama foi ao ar na Rádio Borborema, de Campina Grande, pela primeira vez em 1963, e no mesmo ano ganhou as páginas dos gibis.

Tendo os quadrinhos no sangue, Mike Deodato recebeu todo o apoio do pai para iniciar sua trajetória como artista. Na década de 1980, pai e filho chegaram a produzir juntos os quadrinhos 3000 Anos Depois e Ramthar. Quando Mike passou a publicar suas obras fora do Brasil, foi descoberto pela DC Comics, que o chamou para desenhar uma edição da Mulher-Maravilha, em 1994. Após a estreia no mundo dos super-heróis, ele trabalhou em diversas edições da DC Comics e foi, por 24 anos, artista da Marvel.

 

 

Em 2019, ele se desligou da editora para se dedicar à sua veia autoral. Ao lado de Jeff Lemire, criou Berserker Unbound, quadrinho sobre um guerreiro medieval que se vê transportado para os dias contemporâneos. A obra teve quatro volumes e deve chegar ao Brasil em fevereiro, pela editora Mino.

Já em parceria com Michael Straczynski, um dos criadores de Sense8, Deodato está criando um multiverso de super-heróis para a editora AWA, liderada por Axel Alonso e Bill Jemas, ex-executivos da Marvel. Os primeiros quadrinhos dessa nova série, intitulada The Resistance, serão lançados no exterior em fevereiro.

Deodato falou sobre sua trajetória, o atual momento da cultura pop e seus projetos futuros em entrevista exclusiva para o Estado. Confira:

Como você vê o atual momento dos quadrinhos no Brasil, tendo ajudado a pavimentar o caminho para isso?

Eu vejo, na verdade, um retorno à glória que os quadrinhos tinham antes. Os quadrinhos já tiveram esse poder de penetração, que se perdeu por conta da competição com a internet, os videogames e outras mídias. Não em termos de vendas, mas de prestígio, principalmente por conta de os estúdios terem descoberto a fonte de inspiração, material para tantas produções, como filmes e séries. O Scorsese falou umas coisas bem apropriadas até sobre os filmes da Marvel, que ele não acha que são cinema... O cinema de arte perdeu espaço para um cinema mais industrial, digamos assim. Mas na época dele os diretores foram muito influenciados pelos quadrinhos também. Então é um círculo, cada um se alimenta do outro.

 

Qual foi o herói que você mais gostou de desenhar na sua carreira?

Foram tantos... Gostei muito de fazer Thanos, com Jeff Lemire. Old Man Logan, com o Wolverine velho, que também foi muito bom fazer. O Hulk também. Thunderbolt, que eu fiz com Warren Ellis. E Dark Avengers, com o Brian Michael Bendis.

 

Hoje em dia, muitos brasileiros trabalham para a Marvel e para a DC, mas você foi um dos primeiros a abrir caminho. Como foi quando você começou?

As dificuldades começaram no Brasil mesmo. Nos anos 70 e 80, eu ganhava uma mixaria, mas eu gostava. Na época, morava com meus pais. Trabalhei com meu pai, ele escrevendo e eu desenhando, por um tempo. Mas não dava para viver de quadrinhos no Brasil naquela época. Então nos anos 90 apareceu um estúdio de São Paulo, a Art Comics, e a missão deles era representar brasileiros no exterior. Fiz a primeira história, numa editora pequena, e fui galgando. Até que, em 1994, havia uma vaga para desenho na Mulher-Maravilha, fiz umas amostras e fui descoberto depois de mais de dez anos. Terminei ficando na Marvel por 24 anos, de 1995 até agora.

 

Fale um pouco sobre a relação com seu pai.

Painho foi o começo de tudo, minha grande influência, meu maior incentivador. A gente fez uma dupla. Ele criou o Flama, que foi o primeiro personagem de quadrinhos do Nordeste. Foi publicado pela primeira vez em 1963, mas ele já tinha criado com 17 anos. Era um personagem de uma novela radiofônica de muito sucesso que ele fazia. E eu sempre o vi desenhando em casa, ele fazia muita coisa, sempre foi um incentivador da produção de quadrinhos local. Quando dirigia um jornal, criava uma sessão de quadrinhos, criava um suplemento dominical para os quadrinhos. Ele sempre esteve envolvido no crescimento dos quadrinhos da região. Eu comecei a fazer quadrinhos influenciado por ele. A gente acabou produzindo quadrinhos juntos, ele escrevendo e eu desenhando, por alguns anos, então eu tive uma verdadeira aula de narrativa com os roteiros dele. Embora ele nunca tenha me dado uma aula formal, ele me apresentou todos os clássicos que importaram na minha formação e explicou por que eram bons e importantes. Autores que um jovem não procuraria. Foi uma relação essencial para a minha formação e para a minha decisão de ser um quadrinista. Para mim foi tudo.

 

Quais são seus projetos autorais atualmente?

Depois de 24 anos trabalhando com a Marvel, que foi ótimo, foi maravilhoso, eu decidi migrar para o quadrinho autoral porque eu sentia essa necessidade de fazer alguma coisa autoral. Depois que eu trabalhei com o Jeff, ficamos amigos e ele me chamou para fazer algumas coisas. Eu decidi fazer com ele esse personagem bárbaro, uma série chamada Berserker Unbound. Só que eu ainda estava em contrato com a Marvel. Então eu tentei fazer as duas coisas. Nos finais de semana, eu fazia isso, e durante a semana trabalhava para a Marvel. Diferente de um escritor, que pode escrever dez títulos por mês, um desenhista mal pode fazer dois, porque é muito trabalho. O roteirista coloca ali, "batalha de fulano contra ciclano", e acabou por aí, é a gente que vai ter que desenhar (risos). Não querendo desmerecer o trabalho dele, mas nessa parte é fácil. Ou eu vivia o sonho de ser um quadrinista da Marvel, que era meu sonho de infância, ou vivia meu sonho de adulto, que era ser um quadrinista autoral. Descobri que tinha que tomar essa decisão, porque foi muito desgastante. Decidi deixar a Marvel para fazer quadrinho autoral. Deve chegar ao Brasil em fevereiro. Foi uma experiência incrível. Ser responsável por tudo, ter uma liberdade total... Não que eu não tivesse na Marvel, mas são personagens deles, existe uma restrição do que eu posso fazer com os personagens deles. Recentemente eu assinei contrato com a AWA, do Axel Alonso com o Bill Jemas, que eram da Marvel, e criaram essa editora para publicar quadrinhos autorais. Eles me chamaram e aceitei, então estou produzindo atualmente The Resistance, com Michael Straczynski, que é autor de Sense8, Babylon 5, e deve sair em fevereiro agora. Estou muito feliz. Claro, em algum ponto eu vou sentir saudade de fazer super-heróis e devo querer fazer alguma coisa de novo, mas por enquanto estou adorando essa nova etapa da minha carreira. Assim que eu estiver passando fome debaixo da ponte, eu volto (risos).

 

Quais são as principais diferenças de se trabalhar com personagens que já existiam para personagens que você está criando?

Trabalhar com personagens já existentes, no meu caso, foi por ser fã desses personagens. É pela emoção de poder dar sua contribuição para aqueles personagens e fazê-los como você acha que eles deveriam ser feitos. Agora na AWA, por exemplo, eu estou construindo um universo. Eu e o Straczynski estamos fazendo a base do que vai ser o universo compartilhado de super-heróis, como a Marvel e a DC têm. Então tudo é novo. Qualquer personagem é novo e todos eles vão ter importância no futuro. A sensação de estar criando tudo do zero é fantástica também. E outra coisa é quando você faz um quadrinho totalmente autoral, como o que eu fiz em Berserker Unbound, com o Jeff Lemire. A sensação que eu tenho é a de quando eu estava começando, com 17 anos, no meu quarto, em casa, junto com meus amigos, quando a gente ficava ensaiando uma história. Com 56 anos, estou me sentindo com 17 agora. É fantástico.

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CCXP19 recebe Owen Dennis, criador de ‘Trem do Infinito’

O artista, que também foi storyboarder de ‘Apenas um Show’, vem divulgar a primeira temporada de seu novo desenho

Maiara Santiago, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2019 | 06h00

Owen Dennis, storyboarder do famoso desenho Apenas Um Show, já está de malas prontas para o Brasil, onde vai participar de um painel na Comic Con Experience (CCXP) 2019, já na próxima sexta-feira, 6, no Auditório do Cinemark XD. No entanto, o convidado do Cartoon Network vem para divulgar a primeira temporada de seu novo trabalho, o Trem Infinito - um pouco menos conhecido.

Apenas um Show foi cancelado em 2018, após oito temporadas. Ele começou em 2005. Mas esse não foi o foco de Owen durante a conversa que teve por telefone com o Estado. Ele quer mesmo é falar de Trem Infinito. “Estou muito ansioso para falar com o público sobre o show, do que ele se trata e o que eles podem esperar com a chegada da segunda temporada.”

O desenho conta a história de Tulip, uma jovem de 12 anos, filha de pais separados e que vem de um lar disfuncional. Com uma pegada ultramoderna, a personagem é uma programadora de jogos e, consequentemente, uma gamer. Durante uma briga com a mãe, ela foge até a floresta e embarca em um trem misterioso, onde conhece o robô One-One. Porém, as coisas fogem de controle assim que ela percebe que cada vagão é um mundo particular e interminável, que não permite brecha para uma fuga.

 

No Brasil

Com uma estreia tímida, o desenho foi exibido pela primeira vez no Brasil em 2019, sem dublagem e com legendas em inglês. Tudo muito simples. No entanto, para quem acompanhou com atenção, foi possível perceber a mensagem de inclusão que há por trás da ficção.

“Quero transmitir sentimentos de empatia e falar da necessidade da mudança. Quero mostrar que todos nós somos diferentes e que temos problemas em nossas vidas, mas que, mesmo sem perceber, estamos lidando diariamente com eles.”

E, acredite, nada aqui é mera coincidência. O fato de Tulip carregar em si tantas características fortes e muito específicas, como o fato de vir de um ambiente agressivo, em que brigas e decepções são constantes, é aquele detalhe a mais que faz todo sentido no final.

“O que torna a pessoa perfeita para embarcar no trem é o fato de que esse é um local hostil e que somente pessoas que já lidaram com eventos incontroláveis, como o fato de seus pais se divorciarem, por exemplo, conseguem sobreviver em um universo ilógico onde as regras nem sempre são válidas. Mas, além da viagem, o mais importante é ver o que se aprende após passar por uma experiência tão intensa”, explica.

Aos fãs, e navegantes de primeira viagem que também se apaixonaram por Tulip, temos um spoiler: a jovem volta para a segunda temporada, ainda sem data de estreia no Brasil. “Agora é a hora de vermos o que mudou após os eventos da primeira temporada”, finaliza.

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CCXP quer ser evento global da indústria

Festival brasileiro já é recordista em público; agora, busca novidades impactantes

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

05 de dezembro de 2019 | 06h00

A sexta edição da CCXP - antiga Comic Con Experience - começa oficialmente nesta quinta-feira, 5, com o line up mais estrelado de sua história e com a clara ambição de se tornar um evento global. A presença de nomes como o chefão da Marvel, Kevin Feige, e o diretor (J. J. Abrams) e o elenco principal (Daisy Ridley, John Boyega e Oscar Isaac) do novo Star Wars são demonstrativos de que o evento, já recordista de público entre as diversas feiras de cultura pop do mundo, pode ganhar relevância também em anúncios e novidades impactantes na indústria - papel que ainda fica reservado à Comic Con de San Diego, nos EUA, quase que com exclusividade.

Aqui, são 115 mil metros quadrados no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista. Todos os ingressos já estão esgotados - as entradas começaram, no primeiro lote, a partir de R$ 90 por dia e chegavam a R$ 8 mil, na experiência completa, que dava direito a fotos e autógrafos de artistas, lounge VIP entre outras atrações. O evento tem um impacto, segundo a produção, de R$ 265 milhões em São Paulo. São esperadas 280 mil pessoas nos quatro dias.

Muito do que torna a CCXP um sucesso de público é o conceito que a Omelete Company, empresa organizadora e idealizadora, aplica ao evento. “O princípio básico é que nunca vimos isso como uma feira”, explica o CEO da Omelete, Pierre Mantovani. “Feira é quando tem um estande, e o visitante não comanda a experiência, vai apenas pegar panfleto. O que nós temos aqui é um festival de cultura que acontece mesmo chovendo, porque é coberto. A permanência aqui dentro é de 8 horas. Todas as ativações e as formas que as marcas se relacionam com os visitantes são para brincar, interagir e se divertir.”

Entre as ativações deste ano, está uma réplica do Expresso de Hogwarts, o trem de Harry Potter, feito com a supervisão de Alan Gilmore, diretor de arte da franquia. No estande da Warner, os visitantes podem visitar um bar das Aves da Rapina e fazer as maquiagens das personagens, ou sentar e tirar fotos no sofá de Friends. No espaço da Turma da Mônica, os fãs poderão montar vídeos, em um estúdio chroma-key, dentro do ambiente dos quadrinhos e depois compartilhar nas redes sociais. São 70 marcas presentes, e 15 estúdios de Hollywood e plataformas de streaming.

Terminou ainda nesta quarta-feira, 4, o Unlock CCXP, espaço dedicado ao desenvolvimento da indústria do entretenimento. Foram 70 palestrantes de diversos segmentos debatendo e apresentando ideias de inovação para a área. “Não fomos só nós que evoluímos, foi o mercado como um todo”, diz Mantovani. Para ele, a CCXP provou que investir no fã (com experiências dedicadas ao visitante) vale a pena. No Unlock, também foram divulgados os dados da pesquisa Geek Power 2019, com um perfil e amostra dos hábitos de consumo do público geek brasileiro, feita em parceria com o instituto MindMiners (veja dados abaixo).

Mas provavelmente o maior destaque da CCXP deste ano seja mesmo o time de atores, diretores e escritores que o festival traz ao Brasil. Além dos 530 quadrinistas do Artists’ Alley (“coração” da feira, com exposição de quadrinhos, artes e sessões de autógrafos), e dos nomes citados no primeiro parágrafo deste texto, estarão em painéis ao longo dos quatro dias gente como Margot Robbie (e o restante do elenco de Aves de Rapina), Gal Gadot e Patty Jenkins (falando de Mulher-Maravilha 1984) e Frank Miller, o criador do Cavaleiro das Trevas. Não é pouco.

DADOS DA PESQUISA GEEK POWER 2019

63% dos geeks no Brasil são homens, e 37%, mulheres. 38% têm até 24 anos; 40% têm entre 25 e 34 anos; 22% têm entre 35 e 54 anos. Em questões familiares, 72% são solteiros e 87% não têm filhos. A separação em renda fica assim: Classe A (12%), Classe B (30%), Classe C (28%) e D (30%).

56% têm ensino superior completo ou cursando. 5% têm mestrado ou doutorado e 16% possuem alguma especialização. No estilo de vida, 79% dizem estar tentando se alimentar de maneira mais equilibrada e 54% praticam algum exercício físico, como musculação e corrida.

94% assinam serviços de streaming para vídeos, e 62% usam o Spotify durante a semana. As séries mais aguardadas pelos geeks em 2020 são Stranger Things, La Casa de Papel e Falcão e o Soldado Invernal. E os filmes são Mulher-Maravilha 1984, Black Widow e Os Eternos.

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