Casamento não é para super-heróis

Surfista prateado surge logo quando a Mulher Invisível vai casar com o Senhor Fantástico

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2007 | 00h53

A família de super-heróis de Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado está longe do que se convencionou chamar de exemplar. Os superpoderosos Reed, Sue, Johnny e Ben são, na verdade, projeções da fragilidade humana, mas ninguém vai ao cinema para discutir as teorias do filósofo Nietzsche sobre vontade de potência e a morte de Deus. Os mais de 2 milhões de espectadores que pagaram para ver o filme nos cinemas brasileiros queriam mesmo é diversão. E a versão do filme em DVD tem muito humor e até alguma reflexão filosófica sobre a monotonia das relações conjugais, mutação antropológica e o esforço do homem contemporâneo para aceitar o "diferente", aquele que veio do espaço e sempre será um intruso. Estamos falando, é claro, do Surfista Prateado, o personagem da Marvel criado há 41 anos e que desceu ao planeta para alimentar seu mestre Galactus.No filme, o surfista tira onda na Terra para alertar seus moradores sobre uma catástrofe próxima, logo agora que a Mulher Invisível e o Senhor Fantástico se preparam para casar. Os diálogos são precisos, os efeitos nem tanto (especialmente no caso do surfista). Mas é diversão garantida.

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