Caos dá o tom na reta final de 'True Blood'

Vampiros infectados movimentam última temporada da série

Robert Bianco, O Estado de S. Paulo

21 Junho 2014 | 16h00

Alguém se lembra daquele ser meio humano e meio vampiro na casa dos Bellefleur no final da temporada passada de True Blood? Esse é o ponto de partida de Jesus Estará Aqui, primeiro episódio da sétima e última temporada da série, que vai ao ar hoje, às 22 horas, na HBO, com estreia simultânea nos Estados Unidos.

Um grupo de H-vamps ( vampiros que consumiram sangue infectado com a hepatite V) - aqueles se reuniram no entorno desse partido no derradeiro capítulo da sexta temporada - decidiu invadir a festa com consequências espetaculares e terríveis e uma morte importante vai, de fato, acontecer. Reféns serão levados para um porão de Fangstasia, onde será essencialmente armazenados e, no episódio seguinte, poderemos ver o calabouço. Além disso, os humanos será acompanhados por vampiros para protegê-los dos H-vamps. Mas quem irá proteger os vampiros não-infectados?

Por causa da contaminação da bebida que os seres com dentes afiados precisam, quem a consumisse apodrecia até estourar, nas temporadas passadas. Na nova fase da história, Sookie (Anna Paquin) é apontada como pivô da situação caótica. Já Bill, personagem de Stephen Moyer, tem outros problemas: seus poderes o deixaram.

Minha opinião é que algumas séries se distanciaram de suas raízes ao longo de seus percursos ou, para manter as metáforas no contexto, de suas presas, no caso de True Blood. Adaptada dos livros The Southern Vampire Mysteries, escritos por Charlaine Harris, a série da HBO em sua ‘velhice’ parece mais ter sido inspirada a partir do nada. Na melhor das hipóteses, dá para encontrar um leve toque da inspiração original nesta reta final. Parece que tudo é uma alegoria para falar direitos civis e dos gays. Na verdade, o Blood (sangue comercializado na trama) tem a ver com sexo, mas isso é outra conversa.

Com a história dos H-Vamps e o caos pós-apocalíptico que se tornou a fictícia Bon Temps e seus arredores, parece que a situação bebeu da fonte de The Walking Dead. As mudanças de rumo de Sookie, além de Sam (Sam Trammell), Tara (Rutina Wesley), Alcide (Joe Manganiello) e os outros que se distanciaram dos primeiros momentos na série, fica impossível prever o que vai acontecer para quem assistir aos dois episódios iniciais. Esqueça a emoção, pense na questão da narrativa. Quem tentar desvendar a confusão que o roteiro se tornou vai ter pelo menos uma dor de cabeça.

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