Californication é sujo, mas fino

Californication é a melhor estréia dessa temporada aqui no Brasil. E ver David Duchovny trocar os ETs pelas mulheres é estranho, mas divertido. Hank Moody é um escritor no estilo Bukowski - entendam essa comparação baseados no que é possível ver em seriados americanos, por favor - que tem seu livro adaptado para o cinema de forma nada fiel. Além disso, sua ex-mulher está para se casar. Pobre Hank!Para acabar com essa depressão, o escritor faz o quê? Pega todas as mulheres do mundo, claro! Gostaria de destacar algumas frases incríveis e diálogos interessantes, mas nenhuma sentença é desprovida de um palavrão - daqueles cabeludos - ou de uma situação que envolve sexo... E meio sujo. Mas, tirando a linguagem chula, Californication é fino nas situações, no roteiro e na interpretação do ex-Arquivo X. Obviamente, Californication tem como cenário a Califórnia, mas a segunda parte do título - para ser fina, do F em diante - reflete mais o espírito da série.Já fora da TV paga, a melhor série no ar é O Sistema, na Globo. A nova atração de Alexandre Machado e Fernanda Young deve ter o destino de Os Aspones: não vai durar porque possui um humor difícil de ser captado. Na linha do filme Cecil Bem Demente, de John Waters - a apresentação dos personagens "subversivos" lembrou bastante o longa -, O Sistema traz situações bizarras e diálogos que valem a pena. Selton Mello pode até ser sempre o mesmo, mas o personagem combina com ele. Selton e Graziella Moretto estavam hilários na briga entre o cliente e a operadora de telemarketing. Quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra!

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