Brian Bowen Smith/FOX
Brian Bowen Smith/FOX

Brian Austin Green fala sobre revival de 'Barrados no Baile'

Ator conta que recusaria participação em 'BH90210' se a nova versão não tivesse mudanças

Alicia Rancilio, AP

18 de agosto de 2019 | 20h58

NOVA YORK - Brian Austin Green diz que se Tori Spelling, Jennie Garth e outros criadores de BH90210 tivessem se aproximado dele com uma proposta de reboot (nova versão) sem alterações do drama dos anos 1990, ele teria recusado. “Eu fiz o papel de David Silver por 10 anos e isso foi o suficiente para mim, e eles me apresentaram essa ideia e eu gostei do fato de que eu poderia voltar e interpretar uma espécie de David. Mas eu também poderia interpretar esse novo personagem que criei. E eu me diverti com ele”, disse Green.

Nos seis episódios da nova adaptação de BH90210, o elenco interpreta versões exageradas deles mesmos na reunião do antigo elenco para uma nova versão de Barrados no Baile.

“Eu acho que a ideia é incrível”, disse Green. “Eu vi que seria divertido e que era uma daquelas coisas das quais ou os fãs vão adorar, ou não. E nós não podemos fazer o programa baseado somente no que os fãs querem, porque se tudo que eles querem é uma regravação da antiga série, o elenco não vai dar isso a eles”.

E a equipe teve de lidar com a perda de Luke Perry, um dos membros do elenco original, que morreu em março, aos 52 anos, depois de um acidente vascular cerebral.

Em uma entrevista recente, Green falou sobre a volta da parceria com seus antigos colegas de elenco depois de quase duas décadas e como lidar com a perda recente.

BH90210 zomba de histórias de tabloides ou estereótipos sobre suas vidas reais – por exemplo, Tori Spelling tem problemas com dívidas e filma vários reality shows, e Jennie Garth teve alguns casamentos fracassados. Foi isso o que te atraiu na nova versão da série?

Foi muito importante criar coisas reais sobre os personagens, onde era possível fazer isso. Como, por exemplo, para mim, ser casado. Obviamente, minha esposa (a atriz Megan Fox) e eu temos um monte de questões com paparazzis e com os tabloides. Então, para mim, tratava-se de ter um personagem com o qual ainda poderíamos nos divertir, mas que as pessoas não olhassem para ele e comparassem os dois. Eles não pensariam: “Bem, isso é algo com o qual Brian e Megan estão realmente lidando?” Isso nos deu liberdade para nos divertirmos e brincarmos com isso tudo, mas acho que todo mundo fez um bom trabalho buscando as coisas que eles achavam divertidas e depois encontrando coisas que veem de histórias reais que eles vivenciaram ou coisas que eles imaginaram que poderiam ter acontecido.

Como é voltar a se reunir com essas pessoas com as quais você atuou dos 17 aos 27 anos?

Nós temos uma química incrível porque fizemos o seriado durante muito tempo, mas, ao mesmo tempo, temos uma espécie de nova química e um novo tipo de vínculo que se formou porque temos muito mais coisas em comum agora do que tínhamos antes. Então, Jay (Jason Priestly) e eu podemos falar sobre sermos casados e ter filhos e eu posso fazer isso com muitas pessoas e então você pode falar “oh, é assim que é quando você está com esta pessoa ou com aquela pessoa”. Agora nós temos muito mais coisas que nos conectam do que tínhamos antes.

Shannen Doherty assinou o contrato para participar da série depois de vocês. Você está feliz que ela tenha decidido se unir ao elenco?

Para mim, o programa só daria certo com o elenco original trabalhando nele, e ela foi uma parte importante que fez a série se tornar o que foi, assim como o Luke (Perry). Sabe, eu sempre tive esperança (de que ele participaria), eu sabia que ele estava ocupado fazendo Riverdale e que não teria condições de assinar o contrato e fazer o reboot, mas eu sempre acreditei que ele seria capaz de fazer pelo menos um episódio, e eu sempre acreditei que daria certo com a Shan (Shannen Doherty) também, que ela faria um ou dois episódios. Então, foi muito bom que ela acabou assinando e fazendo todos os seis episódios. Eu acho que ela foi uma parte importante da série na época, e ela é uma parte importante do programa agora”.

O primeiro episódio teve alguns momentos que foram de homenagens ao Luke. Foi difícil decidir exatamente como fazer isso?

Todos ficam enlutados a sua própria maneira. Algumas pessoas falam sobre isso mais do que outras, algumas postam nas redes sociais sobre isso, outras não. O luto é um processo individual. Como você lida com isso em um programa de televisão? Você presta homenagem e demonstra respeito de uma forma que não sente que está sendo desrespeitoso. É algo que nós, como elenco e como pessoas, buscamos encontrar o tom certo e com muito cuidado. É uma busca difícil para nós.

E deve ser muito estranho ficar de luto com o mundo assistindo.

O olhar do público mudou muito. Quando nós fizemos a série, não havia mídias sociais, então o mundo mudou, o clima mudou. É estranho teatralizar o luto ao mundo que existe agora. / TRADUÇÃO DE CLAUDIA BOZZO

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