Bourne, a ação e a maturação do herói

A Supremacia Bourne. EUA, 2004. Dir. de Paul Greengrass. Record, 21h30. Cor, 108 min

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2008 | 22h55

Segundo filme da série baseada no personagem criado pelo escritor Robert Ludlum, A Supremacia Bourne ajuda a entender por que Bourne, aliás, Matt Damon virou a nova cara do cinema de espionagem, após a derrocada do mundo comunista. Enquanto James Bond foi-se tornando cada vez mais paródico - mas Cassino Royale, com Daniel Craig, o maior sucesso de público da série, marcou um recomeço mais 'dramático' para o herói -, Bourne traz para a tela a discussão sobre as disputas internas de poder em instituições como a CIA e, por extensão, o governo norte-americano.Bourne, que havia perdido a memória no primeiro filme (A Identidade...), tenta descobrir agora por que está sendo caçado, quando sua namorada é morta na Índia. Não existem mais vilões comunistas para estimular o maniqueísmo. Tudo ocorre no mesmo campo, e o tema é a divisão interna entre legalidade e poder a qualquer preço no mundo global. Grandes cenas de perseguição, muita violência e lutas espetacularmente encenadas ganham o primeiro plano, em detrimento do humor e sensualidade da primeira aventura, mas isso faz parte da maturação do personagem.

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