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‘Boogie Oogie’ terá mocinha com um toque de vilã

Protagonista vivida por Isis Valverde vai querer vingança por noivo morto no início da trama, ambientada em 1978

João Fernando, O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2014 | 02h00

RIO - Em um tempo em que aparelhos denunciam quem está do outro lado da linha, pareceria estranho nos dias de hoje o fato de atender o telefone e ficar surpreso com a identidade do interlocutor. A situação, recorrente durante décadas, será comum em Boogie Oogie, nova trama das 6 da Globo, que estreia nesta segunda-feira, 4. Por ser ambientada em 1978, os personagens e autores não poderão agilizar as tramas por celular. 

“A ópera fica mais verossímil”, aposta Rui Vilhena, que assina o texto da produção. Outro ponto que remete ao passado é a história central da novela, que gira em torno de duas mulheres trocadas na maternidade, recurso visto incontáveis vezes na teledramaturgia. “Esse é um folhetim clássico”, avisa o diretor Ricardo Waddington.

A trama vai girar em torno da mocinha Sandra (Isis Valverde), que foi parar uma casa de classe média de Copacabana, enquanto Vitória (Bianca Bin) acabou em uma família rica. As duas se cruzam quando o noivo da primeira, a caminho do casamento, para para salvar o amado da segunda, que sofre um acidente de avião. Ao retirar o desconhecido Rafael (Marco Pigossi) das ferragens, Alex (Fernando Belo) acaba morrendo. O sobrevivente corre para a igreja para dar a notícia a Sandra e percebe que ela é a mesa garota pela qual havia ficado encantado no dia anterior.

Isis Valverde garante que sua personagem não vai reproduzir o dramalhão clássico das mocinhas. “Uma hora ela é boazinha em outra tem rancor e ódio, quer vingança. Não é aquela mocinha que chora. Ela enfrenta as coisas, Tem uma fragilidade, mas por dentro é pedra dura. No início fiquei meio desesperada”, exagera a atriz.

Em outro núcleo mais divertido estará Inês, aeromoça interpretada por Deborah Secco. Ela será responsável por trazer ao País os LPs estrangeiros que os DJs das discotecas ficam ansiosos para ter. A personagem também trará produtos do exterior. “Por enquanto ela traz chicletes e aquele estojo em que você aperta um botão e são o apontador. Ela não é muambeira, é um realizadora de sonhos”, defende a atriz, que diz ter se inspirado nas mulheres do seriado As Panteras (1976) e do filme Os Embalos de Sábado à Noite (1977). “Agora, eu caminho meio rebolativa”, diverte-se.

Boogie Oogie vai relembrar em tom saudosista a era das discotecas, com direito a KC and the Sunshine Band e Barry White na trilha sonora, além dos penteados e figurinos característicos. “As mulheres vão usar meias de lurex, bustiê e jaquetas. Faço uma homenagem a Sônia Braga em Dancin’ Days”, detalha a figurinista Marie Salles.

Apesar de se passar no período da ditadura militar, o regime não terá destaque na história. “Vai ter só uma pincelada de leve porque é uma novela das 6. Não é adequada ao horário, pois a trama tem um clima alto astral”, contou Rui Vilhena ao Estado. A queda crescente da audiência das novelas é uma preocupação. “Essa questão está sendo rediscutida na mídia de massa. Nosso plano B é oferecer um produto de qualidade, pois não existe fórmula. Quando não formos compreendidos, vamos abrir esse diálogo. Quando isso acontece a culpa não é de quem vê, é de quem faz”, declarou o diretor.

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