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'Big Brother é o maior videogame do mundo', diz Tiago Leifert

Apresentador estreia no reality após 15 anos sob o comando de Pedro Bial

Gabriel Perline, Impresso

21 Janeiro 2017 | 16h00

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro ainda estavam em andamento quando Tiago Leifert recebeu um telefonema de Boninho, diretor de Variedades da Globo. “Você não vai mais apresentar o The Voice Kids e o É de Casa”, teria dito o diretor. Assustado, ele apenas perguntou o motivo, enquanto seu cérebro rebobinava as memórias em busca de uma situação que justificasse seu desligamento dos dois programas. “É que você apresentará o Big Brother Brasil no lugar do [PEDRO]Bial.”

A euforia foi bruscamente interrompida pelo chefe. “Não conte para ninguém, nem mesmo para os seus pais”, alertou o diretor. Sua mulher, Diana Garbin, estava ao seu lado e foi a única a saber da novidade, mantida em sigilo por pouco mais de um mês. O programa estreia na segunda, dia 23.

“O Bial soube antes de mim. Engraçado que nós nos encontramos em um evento. Ele me olhou e me deu um sorriso meio estranho. Não entendi na hora”, lembra o apresentador, que assumiu ser fã do programa. Em edições anteriores, ele diz ter sugerido provas e temas para as festas. “Assim que meu nome foi anunciado, conversei com Bial. O principal conselho que me deu foi para cuidar da saúde, porque o programa consome demais a nossa energia.”

A mudança de apresentador promete um frescor ao formato, que há anos implorava por mudanças. Bial tratava o reality como uma dramaturgia e criava roteiros rebuscados até mesmo para o menos nobre dos participantes, sua principal marca no programa. Com Leifert, o BBB terá um dinamismo maior. Sua ligação com o meio digital e a facilidade em se comunicar com os jovens podem atrair o público das redes sociais para a TV, além de aumentar a proliferação dos conteúdos do reality na segunda tela. “O discurso é uma consequência do embate. Fazê-lo ou não, dependerá exclusivamente dos participantes”, pondera.

Como os atritos entre os confinados costumam ser os pontos altos das edições, Leifert terá o poder de interferir na dinâmica da casa e provocar algumas confusões. Ele ganhou uma mesa de controle, da qual poderá acionar atividades que mexam com os ânimos, como o toque do Big Phone, provas surpresa, entre outras tarefas.

“O Big Brother Brasil é o maior videogame do mundo. É um jogo de RPG gigante, só que sem tabuleiro”, compara.

A decoração, como de praxe, foi atualizada. A casa virou uma vila, e a área externa possui diversas casas, inspiradas nos centros históricos de cidades mineiras, Paraty (RJ) e Pelourinho (BA). “Será a vila mais vigiada do Brasil”, brinca Leifert. O programa estreia, pela primeira vez, em uma segunda-feira. Dois pares de irmãos gêmeos serão os primeiros a entrar. No dia seguinte, um irmão de cada dupla será eliminado através do voto popular.

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