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Betty chegou. Com sotaque

De Chaplin a Almodóvar, novela da Record que estreia terça-feira repete viés cômico da versão americana Ugly Betty, investe no pastelão e em clássicos da teledramaturgia

Etienne Jacintho, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2009 | 23h36

A Record vai lançar nesta terça-feira a novela Bela, a Feia, que, teoricamente, é uma adaptação da novela da Televisa A Feia Mais Bela que, por sua vez, é uma versão da original colombiana Betty, a Feia, de Fernando Gaitán. A verdade, no entanto, é que, na prática, a trama da Record é uma versão de Ugly Betty, a adaptação americana da original colombiana. Entendeu? Não se preocupe, pois nem a autora Gisele Joras, responsável pelo enredo de Bela, a Feia, está por dentro da confusão. Mas ela confirma que a Betty (ops, Bela) da Record será muito mais americana que latina.

"Acho que não há muita variação entre as Bettys pelo mundo, o que sei é que é a história da menina feia que vai trabalhar num lugar glamouroso e se apaixona pelo chefe, que é o oposto dela", conta a autora. "O resto, eu criei." Bem, Gisele criou, em termos. Os jornalistas presentes explicam à autora que, na trama original, Betty não tinha irmãos. E na mexicana, ela tinha irmão, mas não irmã. É na versão americana que Betty tem uma irmã, a Hilda, que é a cara de Elvira, a personagem de Bárbara Borges. Confrontada, Gisele somente afirma: "Não temos aquela coisa hispânica, né? A gente tem identidade cultural muito mais próxima aos Estados Unidos."

PASTELÃO

No entanto, se a autora foge da semelhança entre Elvira e Hilda e insiste em falar na liberdade de criação de todos os personagens das tramas paralelas, a atriz Bárbara Borges não esconde o fato. "Para fazer a Elvira, me inspirei na minha mãe (risos) e na Hilda. Essa foi uma das referências que o Spinello (Edson, o diretor da novela) me passou. Assisti a Kika (de Pedro Almodóvar) e a Vicky Cristina Barcelona (de Woody Allen)", fala.

Além de Ugly Betty, Bárbara também assistiu a filmes de Chaplin. "Porque há muita comédia física", explica. Aliás, Chaplin foi o diretor de cabeceira para o elenco de Bela, a Feia, uma vez que a novela será uma "comédia com uma pitada de melodrama", nas palavras de Gisele Joras.

Mas a comédia na trama terá mais elementos de Zorra Total do que de O Garoto ou Tempos Modernos, os clássicos de Chaplin... No clipe da novela, há diversas cenas de brigas e situações comuns aos humorísticos nacionais. Mais do que os puxões de cabelo entre as peruas Elvira e Magdalena (Laila Zaid), o casal Samantha (Luíza Tomé) e Armando (Raul Gazolla) promete discussões por ciúmes que vão acabar em pastelão. Já Giselle Itié vai gerar situações cômicas só pela aparência, um mix das Bettys pelo mundo: óculos de armação vermelha, aparelho e franjão.

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