Antonio Calanni/AP
Antonio Calanni/AP

BBC fará documentários com Greta Thunberg

Emissora pública britânica vai acompanhar a rotina da ativista ambiental sueca, das manifestações aos momentos íntimos

Agências, AFP

10 de fevereiro de 2020 | 21h27

A TV pública britânica BBC anunciou nesta segunda-feira, 10, que vai produzir uma série de documentários com a participação da ativista ambiental sueca Greta Thunberg. Nos programas, ela falará sobre sua vida e explorará as descobertas dos cientistas sobre as mudanças climáticas.

“A série seguirá a cruzada internacional de Greta, que a leva à linha de frente na luta contra as mudanças climáticas em alguns dos lugares mais extraordinários da Terra, enquanto explora as ações que podem ser tomadas para limitar a mudança climática e os danos causados”, anunciou oficialmente a BBC Studios, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.

A série participará de encontros da ativista de 17 anos com cientistas, políticos e líderes empresariais a quem ela pede para agir contra a emergência climática, acrescentou. “Os episódios também traçarão sua própria jornada para a vida adulta”, continua o comunicado.



Também incluirá momentos de tranquilidade, nos quais a jovem, que sofre de uma forma leve de autismo social, escreve seus discursos toda sexta-feira em frente ao Parlamento sueco, onde aparece segurando uma placa com os seguintes dizeres: “Greve escolar pelo clima”.

Desde então, seu ativismo atraiu a atenção de milhões de jovens em todo o mundo.

“A mudança climática é provavelmente a questão mais importante de nossas vidas; por isso, parece apropriado fazer uma série autorizada que explore os fatos e a ciência por trás dessa questão complexa”, afirmou Rob Liddell, produtor executivo da BBC Studios.

“Poder fazer isso com Greta é um privilégio extraordinário, que nos dá uma visão interna do que é ser um ícone global e uma das faces mais famosas do planeta”, explicou. 

No final do ano passado, a revista Time elegeu Greta a personalidade de 2019, tornando-a a pessoa mais jovem a receber o reconhecimento, criado em 1927. “Ela se dirigiu a chefes de Estado na ONU (Organização das Nações Unidas), reuniu-se com o papa, brigou com o presidente dos Estados Unidos e inspirou 4 milhões a se unir à greve climática global em 20 de setembro, na maior demonstração climática da história da humanidade”, destacou a Time

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