Eduardo Castaldo/HBO
Eduardo Castaldo/HBO

Baseada na obra de Elena Ferrante, série 'A Amiga Genial' conquista público italiano

Dois primeiros episódios foram exibidos em salas de cinema da Itália e chegará à TV local em novembro; veja trailer

Ansa

30 Outubro 2018 | 11h38

A série italiana A amiga genial, dirigida por Saverio Costanzo e inspirada na saga best-seller de Elena Ferrante, estreará na televisão local até o final de novembro.

Com quase meio milhão de euros arrecadados em somente três dias de exibição nas salas de cinema no início deste mês, os dois primeiros episódios já conquistaram os italianos. A série é uma produção da HBO, em parceria com a emissora italiana Rai.

Para a escritora, que protege sua identidade atrás de um pseudônimo e que conseguiu conquistar mais de 10 milhões de leitores no mundo, a televisão será uma etapa completamente nova, após ter lotado salas de cinema e de teatro.

Nos oito episódios da primeira temporada de A amiga genial, baseados no primeiro volume da saga, a amizade de duas grotas da periferia de Nápoles é destaque. Lenù e Lila se conhecem nos bancos da escola nos anos 1950, e a ligação entre as meninas dura toda a vida. Até que, já idosa, Lila desaparece sem deixar rastros, e Lenù decide contar sua história.

"Eu não sabia quem era Elena Ferrante, nunca soube, mas tive uma ligação imediata com seu texto", contou Mario Martone durante a Festa do Cinema de Roma, onde falou do filme que dirigiu em 1995, Amor Molesto, baseado no primeiro romance da escritora.

Já no Festival de Veneza, Costanzo revelou que o contato com Ferrante era feito via email e que ela fez algumas sugestões, ainda que mostrasse total confiança no trabalho do diretor.

Segundo ele, a obra é "profunda e contemporaneamente política, no sentido sentimental do termo". Na mostra, os dois primeiros episódios da série foram exibidos em pré-estreia.

Martone também se correspondeu com Ferrante durante a produção de Amor Molesto e conta que, quando pediu os direitos do livro à editora, a escritora respondeu que cederia, mas que gostaria antes de ler o roteiro. Ele mandou e ainda pediu que a autora dissesse os detalhes daquilo que pensava.

Os dois continuaram a se corresponder durante a produção, quando, de repente, ela parou de escrever. "Tive medo por anos que ela não tivesse gostado do filme", contou. Mas o diretor finalmente recebeu outra carta, que não só elogiava a produção, mas escrevia coisas "magníficas" sobre a relação entre o cinema e a literatura. Martone estava até entre os nomes indicados pela escritora para dirigir a série. (ANSA) 

 

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