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Baseada em novela venezuelana, série 'Jane the Virgin' estreia nova temporada

Quarta temporada de ‘Jane the Virgin’ estreia nesta quarta, 7, no Lifetime; série dá destaque a temas relacionados à mulheres, além de falar sobre imigração e sexualidade

Mariane Morisawa, O Estado de S. Paulo

07 Novembro 2018 | 06h00

LOS ANGELES - A última temporada de Jane the Virgin, que homenageia e subverte os clichês das telenovelas, foi agitada como sempre – esta é a série, afinal, em que a protagonista, vivida por Gina Rodriguez, engravidou mesmo sendo virgem, depois de ser inseminada artificialmente por engano, e descobriu que seu pai é um galã de telenovelas, Rogelio de la Vega (Jaime Camil). Mas, na terceira temporada, finalmente feliz ao lado do policial Michael (Brett Dier), ela viu seus sonhos desmoronarem novamente (atenção para o spoiler): ele levou um tiro, quase morreu e, depois de não passar no exame físico para voltar à sua posição, resolveu virar advogado, mas morreu por problemas cardíacos no meio da temporada, e a trama deu um salto de três anos. Pois a quarta e penúltima temporada, que estreia nesta quarta (7), às 21h30, no canal Lifetime, reserva outras boas surpresas, incluindo um episódio final com “cliffhanger” que não faz feio para nenhum Game of Thrones.

O primeiro episódio mostra Jane talvez pronta para recomeçar sua vida amorosa, ao lado de Adam (Tyler Posey), seu primeiro amor, enquanto cuida do filho Mateo (Elias Janssen) e tenta escrever seu livro. “Equilibramos essa identidade dupla de ser mãe e também um indivíduo”, disse Rodriguez em entrevista ao Estado. “Vi minha irmã passando por isso quando teve um bebê. Ela é médica e acompanhei como ficava dividida entre sua carreira e a criança.” A mãe de Jane, Xiomara (Andrea Navedo), que engravidou adolescente, amadureceu muito em relação à primeira temporada, e, além de navegar no complicado relacionamento com Rogelio, precisa enfrentar um diagnostico difícil. “A série dá às mulheres uma voz”, afirmou Navedo. “Abre discussões importantes sobre contracepção, saúde, corpo da mulher. Eu mesma converso com meus filhos sobre os temas suscitados.” Ex-mulher de Rafael, pai de Mateo, Petra (Yael Grobglas), também ficou mais madura. Seu conflito com a irmã gêmea Anezka se agrava, mas ela superou a depressão pós-parto que fez com que tivesse medo de suas próprias filhas. “A maneira como eles retratam tudo o que é relacionado com ser mulher e ser mãe na série é brilhante”, disse a atriz israelense.

Mas não foram só as mulheres que mudaram na série criada por Jennie Snyder Urman, baseada na novela venezuelana Juana la Virgen. O playboy Rafael (Justin Baldoni), que é pai de Mateo por inseminação artificial acidental e disputou Jane com o policial Michael, também mudou bastante. Na quarta temporada, depois de descobrir não ser filho legítimo e perder sua herança, está trabalhando como barman no Marbella, hotel que era de sua propriedade, mas, inconformado com isso, se mete em confusão. “Eu adoro Rafael, porque ele é multidimensional, profundo, cheio de conflitos, confuso”, disse Baldoni.

Enquanto isso, a série continua abordando assuntos como imigração e sexualidade. Mas, como diz o mexicano filho de brasileira Jaime Camil, “não ignoramos os problemas do mundo, mas fazemos de uma maneira bem Jane the Virgin.” Ou seja, de maneira otimista e divertida.

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