20th Century Fox
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Atração da Sessão Tarde desta quarta 'O Amor É Cego' traz lado incorreto dos irmãos Farrelly

Jack Black representa escroto que só consegue ver as pessoas, as mulheres, pela exterioridade. Vítima de um feitiço, Black vai ver a personagem de Gwyneth Paltrow pelo interior, e ela é linda

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2019 | 10h51

Foi há quase 20 anos - 18! Considerados os bad boys do humor de Hollywood, os irmãos Bobby e Peter Farrelly haviam faturado - muito! - com filmes como Debi & Loide, Quem Vai Ficar com Mary, Eu, Eu Mesmo e Irene. Talvez o conceito do politicamente incorreto nas comédias de Hollywood tenha surgido com eles, ou como reação a eles, porque a cena da morte e tentativa de ressurreição do cãozinho em Mary foi considerada ofensiva, 'outageous', ultrajante. Era horrível, mas fazer o quê, era engraçada e a gente morrias de rir, nem que fosse de nervoso.

E aí algo se passou com O Amor É Cego, que passa nesta quarta, 10, na Sessão da Tarde. Se a palavra não for muito forte, pode-se dizer que Jack Black representa escroto que só consegue ver as pessoas, as mulheres, pela exterioridade. Elas têm de ser bonitas e gostosas. Vítima de um feitiço, Black vai ver a personagem de Gwyneth Paltrow pelo interior, e ela é linda. Ao descobrir que sua amada é imensa, obesa, ele surta, e quase destrói a garota, até perceber que... Olha o spoiler. Como se trata de uma comédia romântica, é claro que tudo acaba bem, mas veja para saber como.

O tempo passou e quem poderia imaginar que Peter, sozinho, venceria o Oscar de melhor filme deste ano com Green Book - O Guia? Foi o que ocorreu. Green Book esteve longe da unanimidade. Muita gente protestou, porque o filme foca a questão dos direitos civis e do racismo pelo ângulo do homem branco. Lá atrás, O Amor É Cego foi especial porque mostrou que os Farrelly, ainda em dupla, não eram como Jack Black. No fundo, no fundo, eram bons moços. Uns manteigas derretidas que queriam convencer o público de que, aos olhos do amor, tudo é lindo.

Só para lembrar, Gwyneth estava no auge. Três anos antes, derrotara Fernanda Montenegro e vencera o Oscar por Shakespeare Apaixonado. Os efeitos para torná-la obesa são impressionantemente bem feitos.

 

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