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João Cotta / Globo / Divulgação
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Ator Eduardo Galvão morre vítima da covid-19

Ele tinha 58 anos e estava internado no hospital Unimed Rio

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2020 | 02h03

O ator Eduardo Galvão, de 58 anos, morreu na noite de segunda-feira, 7, em decorrência da covid-19. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Unimed Rio desde o início do mês. O ator deu entrada no hospital com cerca de 50% dos pulmões comprometidos e precisou ser entubado. Galvão chegou a falar da doença por mensagem de áudio para o amigo, o ator Stepan Nercessian: “Muito ruim isso, cara. Se liga aí, Stepan. Sai de casa não, cara. Fica ligado aí. E o medo que dá, cara. Tu não sabe se vem coisa pior, se vai melhorar, se não vai”. No dia 1.º, a única filha do ator, Mariana Galvão, disse à revista Quem que o quadro do pai era estável. Ele também tinha uma neta, Lara, de 1 ano. 

A notícia da morte do ator causou comoção nas redes sociais, sobretudo entre amigos e colegas de trabalho, que descreveram Eduardo Galvão como uma pessoa alegre, engraçada, gentil, e um profissional talentoso.

Galvão era um rosto conhecido das novelas nas últimas três décadas. O ator foi aluno do Tablado, no Rio, no começo dos anos 1980. Estreou no teatro em Os Doze Trabalhos de Hércules e, nesse início da carreira, fez parte do elenco de uma peça amadora dirigida por Miguel Falabella. 

Fez testes na Globo e, em 1989, atuou em sua primeira novela, O Salvador da Pátria, ao lado de atores como Lima Duarte, Maitê Proença e José Wilker. No folhetim de Lauro César Muniz, interpretou Régis de Abreu, jornalista jovem e idealista. Em 1990, viveu Felipe na novela Araponga, protagonizada por Tarcísio Meira. 

Dois anos depois, fez o papel de Pascoal Papagaio, um dos protagonistas da novela Despedida de Solteiro, que contava a história de quatro amigos acusados injustamente de um assassinato. Depois de atuar em A Viagem, em 1994, no ano seguinte, integrou o elenco de As Pupilas do Senhor Reitor, no SBT. 

De volta à Globo, Galvão ganhou destaque na novela infantil Caça Talentos, estrelada por Angélica e exibida entre 1996 e 1998. Na história, Galvão interpretava Artur, dono da agência onde Bela (Angélica) trabalha e por quem ela se apaixona. “Eu não consigo acreditar que essa doença te levou da gente. Tá muito difícil. Precisamos tanto da sua leveza, alegria, liberdade e carinho nesse mundo! Você foi um presente lindo que a fada Bela me deu. Uma parceria linda, mágica, ‘Artur e fada Bela’. Obrigada por sua amizade, por ser esse cara tão especial no meu coração e no coração de tanta gente! Sim, porque você é uma unanimidade”, lamentou Angélica em suas redes. 

Ele também ficou conhecido por sua atuação na série Um Menino Muito Maluquinho (2006), da TVE, no papel de Pedro, pai do personagem principal. Em 2010, integrou o musical Gypsy, clássico da Broadway que chegou aos palcos brasileiros com direção de Charles Möeller, versão de Claudio Botelho e estrelado por Totia Meireles. No cinema, fez Um Tio Quase Perfeito, Nada a Perder, entre outros filmes. 

O ator participou de outras produções da Globo, como Malhação, e da série Magnífica 70, na HBO. Em 2017, fez parte do elenco da novela bíblica Apocalipse, na Record TV. Seu último trabalho foi na novela Bom Sucesso, em 2019, na Globo, no papel do Dr. Machado. “Bom amigo, coração generoso e sempre com um sorriso largo no rosto fazendo brotar sorrisos e gargalhadas em quem tinha o privilégio de estar com ele”, escreveu João Vitti, que contracenou com Galvão em Despedida de Solteiro. “Meu eterno Pascoal Papagaio.”

A morte do ator repercutiu nas redes sociais.

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