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Ator de ‘Vikings’ diz que o set da série é uma 'maluquice'

No Brasil para evento geek, Alex Hogh comenta exigências para viver o violento Ivar; produção deve ganhar os últimos episódios já em 2020

Matheus Mans, Especial para O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2019 | 12h00

Quem vê Alex Hogh em ação em Vikings, como o violento Ivar, nem imagina como é o jovem ator fora das telas. Por baixo do sangue, dos gritos e da sujeira, é possível encontrar um rapaz simpático, de fala mansa, e que exibe um charmoso sotaque dinamarquês. Inicialmente coadjuvante, ele ganhou o carinho do público e acabou se tornando um dos protagonistas da produção, com Gustaf Skarsgård e Katheryn Winnick. E, agora, se prepara para o desfecho da série, que deve ganhar os últimos episódios já em 2020.

“Meu personagem é um grande desafio. Ele passou por transformações e eu, ao mesmo tempo, passei por outras experiências para interpretá-lo”, explica o ator, que veio ao País no último final de semana para participar de evento em Curitiba. 

Ivar é um líder viking cruel, violento e impiedoso. Não mede esforços para derrotar os inimigos no campo de batalha, mas, ao mesmo tempo, sofre com o ambiente ao seu redor. “Todas as vezes que abro o roteiro e vejo uma nova cena, é tudo triste. Tudo vai contra ele, as pessoas o odeiam, ele se odeia. Não existe amor”, diz.

Sobre sua vida particular, Alex Hogh afirma ser bem tranquila. Diz que gosta da rotina na Dinamarca e, por isso, sempre volta para lá após gravações no exterior. Também diz ficar ansioso em grandes eventos como o Geek City, que o recebeu no Brasil, com uma plateia de 40 mil pessoas. “Não sei bem o que tenho de fazer nesses momentos”, confessa o astro. Além disso, ele se mostra bem paciente. Sua mala foi extraviada e ele passou o primeiro dia no País fazendo compras. “Só tinha uma cueca e uma camiseta”, diz, rindo. 

Ator também fala sobre as dificuldades de viver Ivar. Primeiramente, é preciso se adaptar ao esforço físico exigido. “É um desafio rolar no chão o tempo todo. Tive de fazer fisioterapia porque minhas costas sempre doem”, diz. Além disso, há a questão da própria complexidade emocional de Ivar. Como lidar com tantas emoções negativas? “Ele tem muitas facetas. Pode ser engraçado, mau e até bom, às vezes.”

Por fim, Hogh destaca o aspecto fantástico do set de filmagem. Ao seu redor, nas gravações das cenas, há chamas por todos os lados. Sangue espirra a todo momento. E vikings barbudos caminham em forma de figuras medievais imponentes. “O set é uma maluquice. Na maior parte do tempo fico pensando em como parecer e agir como um viking, tendo pessoas bem mais vikings do que eu. É outro universo ali dentro.”

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