As obsessões de Roman Polanski

Em O Inquilino, diretor exercita um estilo de violência que parece rondar sua própria vida

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 22h30

. O cineasta Roman Polanski voltou ao noticiário na semana passada, quando foi adiada a audiência do processo em que ele é acusado de ter abusado sexualmente uma menor, em 1977. O caso obrigou-o a fugir da prisão nos EUA e a se exilar na França, de onde não pode ser extraditado.   A violência, aliás, parece ser constante na vida (sua mulher, a atriz Sharon Tate, foi barbaramente assassinada quando estava grávida) e na arte de Polanski que, por isso mesmo, consegue exorcizar seus fantasmas pelo cinema. O Bebê de Rosemary, por exemplo, é uma das obras-primas do suspense. E, em O Inquilino, que a Cinemax acaba de lançar, o espectador também perde o fôlego.   Aqui, ele interpreta um polonês que aluga um apartamento na França em um antigo edifício. Seus vizinhos são, na maioria, velhos reclusos que o olham com desprezo. E, ao descobrir que a antiga inquilina era uma moça bela que cometeu suicídio, pulando pela janela, ele fica obcecado pela tragédia. Ao brincar com pistas falsas e amparado por um elenco poderoso (Isabelle Adjani, Melvyn Douglas, Shelley Winters), Polanski apresenta uma visão particular da sociedade, baseada em diversas obsessões.   DVD O InquilinoDireção: Roman PolanskiDuração: 126 minutos Ano: 1976 Preço R$ 44,90

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