As confissões do amante latino

Em 'Marcello, Uma Vida Doce', são revelados segredos do ator Marcello Mastroianni

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2008 | 21h38

Ele adorava chapéus, sapatos e falar ao telefone. Trabalhava também com uma facilidade invejável. E tinha uma fama de latin lover que julgava exagerado. Marcello Mastroianni foi um ator especial, que encantou multidões não apenas de fãs mas também de profissionais do cinema que com ele trabalharam. É o que mostra o simpático documentário Marcello - Uma Vida Doce (Neo Editora), dirigido em 2006 por Mario Canale e Annarosa Morri. O título brinca com um dos mais de 150 filmes interpretados por ele, o clássico La Doce Vita, de Federico Fellini. Foi ao lado desse cineasta, aliás, que Mastroianni estabeleceu sua mais perfeita parceria. Fellini conta que não precisava passar muitas recomendações para o ator, pois ele compreendia a intenção da cena apenas com sua descrição. Ao longo de 48 anos de carreira, relembrados principalmente pelas filhas Chiara e Barbara, o ator desenvolveu hábitos peculiares como falar constantemente ao telefone. "Bastava a filmagem ter uma brecha que ele se pendurava no aparelho", relembra o grande diretor Valerio Zurlini. Mastroianni também gostava de gastar as diárias que ganhava dos estúdios em lautos jantares com a equipe.

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